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Eletrificação é a “maneira mais segura de proteger cidadãos”, diz presidente COP31

Eletrificação é a “maneira mais segura de proteger cidadãos”, diz presidente COP31
Foto: carbonbrief.org

Brasil e Etiópia apoiam meta de 35% de energia final vinda de eletricidade até 2035.

Eletrificação: Resposta Urgente à Crise Energética Global

O presidente designado da 31ª Conferência das Partes (COP31) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Murat Kurum, afirmou que a eletrificação é a “maneira mais segura e limpa de proteger os cidadãos” da volatilidade dos preços da energia. Kurum, que também é o ministro do Meio Ambiente, Urbanização e Mudanças Climáticas da Turquia, defendeu que a meta de 35% da energia final global proveniente da eletricidade até 2035 não é uma escolha política, mas uma necessidade baseada em evidências científicas e modelagem energética para manter o objetivo de 1.5°C do Acordo de Paris ao alcance.

A iniciativa, conhecida como “35 por 35”, foi lançada em meio a uma escalada na crise do Golfo de Ormuz, que ressalta a urgência de uma transição energética. Segundo Kurum, a diversificação energética, em especial a expansão das fontes renováveis e a eletrificação, tornou-se uma prioridade global, oferecendo uma salvaguarda contra os altos e instáveis custos da energia. Esta abordagem está alinhada com as recomendações da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA).

Apoio Internacional e o Papel do Brasil

A proposta de eletrificação tem recebido apoio significativo de diversas nações e blocos. Kurum destacou que a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá acolheram a meta. De forma crucial para a Amazônia e o cenário latino-americano, as presidências do Brasil (COP30) e da Etiópia (COP32) também manifestaram apoio, confirmando que a eletrificação será um tema central nas discussões da COP31. Esse respaldo sublinha a importância da meta para países em desenvolvimento que buscam soluções sustentáveis para suas necessidades energéticas.

“A reação até agora foi extremamente positiva”, disse Kurum, mencionando que as conversas prévias nos diálogos climáticos de Petersberg e Copenhague prepararam o terreno para o lançamento da meta. O setor empresarial também demonstrou adesão, com pesquisas da coalizão We Mean Business indicando que 90% das empresas esperam ter suas operações amplamente eletrificadas até 2035, e 88% preveem que a eletrificação as tornará mais competitivas. Este cenário reforça a relevância da meta para a economia global e o desenvolvimento sustentável da Amazônia, impulsionando investimentos em infraestrutura e tecnologia limpa.

Entenda o caso

A meta de eletrificação de 35% visa acelerar a transição energética global, combatendo a dependência de combustíveis fósseis e mitigando as mudanças climáticas. Ela se baseia em análises técnicas rigorosas e busca alinhar governos, empresas e investidores em torno de um objetivo comum, enviando um sinal claro ao mercado sobre a direção da descarbonização. A urgência é reforçada pela atual crise energética, que expõe a vulnerabilidade dos sistemas energéticos baseados em combustíveis fósseis.

Eletrificação é a “maneira mais segura de proteger cidadãos”, diz presidente COP31
Foto: carbonbrief.org

Próximos Passos e Prioridades na COP31

Murat Kurum explicou que a eletrificação está sendo conduzida como uma “agenda de ação” com o objetivo de unir diversos atores e impulsionar o progresso. Embora a agenda de ação e as negociações formais da COP sejam processos distintos, são complementares. Ele enfatizou que é prematuro prever quais acordos serão alcançados nas negociações, mas que o foco é usar a COP31 para “desencadear uma conversa global sobre eletrificação”.

Os setores considerados críticos para atingir a meta incluem edificações, transporte e indústria, que juntos respondem por aproximadamente 45% das emissões globais. Além disso, o apoio financeiro para o mundo em desenvolvimento e o investimento em redes de transmissão e infraestrutura são cruciais. A meta complementa o objetivo da COP28 de triplicar a capacidade de energia renovável, aproveitando a queda dos custos da energia limpa e outras tecnologias de transição energética. A Turquia, por exemplo, planeja atingir 120 GW de capacidade renovável até 2035, um dos exemplos de como países estão se mobilizando. As discussões na COP31, em 2026, serão fundamentais para solidificar esses compromissos e planejar as estratégias de implementação global.

Com informações de Carbon Brief.

Perguntas Frequentes

O que é a meta “35 por 35”?

A meta “35 por 35” propõe que 35% da energia final consumida globalmente venha da eletricidade até o ano de 2035, buscando acelerar a descarbonização e garantir segurança energética.

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Por que a eletrificação é importante diante da crise energética atual?

A eletrificação, especialmente por meio de fontes renováveis, protege os cidadãos da volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis e diversifica a matriz energética, tornando-a mais resiliente.

Quais setores serão prioritários para atingir essa meta?

Os setores de edificações, transporte e indústria são considerados prioritários, pois representam uma parcela significativa das emissões globais e têm grande potencial de eletrificação.

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