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Foto: Divulgação

Pará destaca monitoramento ambiental como eixo da mitigação

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Na COP30, em Belém, o governo do Pará voltou a colocar o monitoramento ambiental no centro do debate climático ao apresentar, no Pavilhão Pará,...
Reprodução - BBC

Paul McCartney desafia Trump e alerta para crise climática

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Quando Sir Paul McCartney decide falar, costuma escolher bem seus motivos. E desta vez, o alerta veio carregado de indignação. Em entrevista rara concedida...

Embrapa inicia Jornada pelo Clima para impulsionar debates sobre agricultura sustentável na COP30

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No dia 7 de maio, em Brasília (DF), a Embrapa lança a Jornada pelo Clima, uma iniciativa inovadora para discutir soluções para a agricultura...
bactérias

Bactérias da Amazônia revelam imenso potencial para a agricultura sustentável e a medicina

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Universo microscópico da Amazônia guarda segredos para a agricultura e a medicina   Sob a imensidão verde da floresta amazônica existe um universo invisível e pulsante,...
Foto: @Rudegalvenus

O feminismo popular que move territórios na COP30

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Belém, 13 de novembro de 2025. Na orla movimentada pela Cúpula dos Povos, o feminismo popular emergiu mais uma vez como um território vivo...
Foto: Marco Santos / Ag. Pará

Al Gore visita Parque da Bioeconomia e exalta o Vale Bioamazônico

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A presença de Al Gore no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, foi mais do que uma visita de cortesia durante...
Divulgação - IBE

Teia da Gente conecta saberes amazônicos na COP30

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Belém (PA) – A abertura do Espaço Teia da Gente, criado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), marcou o início de uma...
startup

Startup brasileira inova com baterias e sistemas de alta tensão visando o futuro da...

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Seguindo o mesmo caminho da indústria automobilística, o setor aeronáutico se prepara para uma revolução com a chegada das aeronaves elétricas e híbridas. Uma...

Mudanças Climáticas na Amazônia

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A floresta Amazônica, o maior bioma tropical do mundo, enfrenta uma ameaça crescente: as mudanças climáticas. Nos últimos 50 anos, a região já perdeu...
Bruno Cruz/Ag. Pará

Bioeconomia paraense movimenta R$ 13,5 bilhões e revela desafios de inclusão e sustentabilidade

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Durante a COP30, realizada em Belém, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apresentou um relatório inédito que lança luz sobre...
jovem

Jovem indígena brasileira é escolhida para integrar grupo consultivo do clima junto ao líder...

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A ativista Txai Suruí se junta a um grupo global para moldar as estratégias de combate à crise ambiental, representando uma voz crucial da...
Tânia Rêgo/Agência Brasil

COP30: avanço nas metas climáticas marca início da conferência em Belém

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O primeiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) terminou com um sinal de progresso no cenário global de ação...
Foto: Fernando Donasci/MMA

Pavilhão Brasil na COP30 promove diálogo nacional sobre ação climática

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No coração do Parque da Cidade de Belém, o Pavilhão Brasil foi oficialmente inaugurado nesta segunda-feira (10), marcando o início de uma intensa programação...

Agricultura familiar e várzea do Solimões revelam modelo produtivo que conserva floresta e sustenta...

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Sistema tradicional aproveita cheias naturais para produzir alimentos sem desmatamento na Amazônia As várzeas do rio Solimões são fertilizadas naturalmente todos os anos pelas cheias,...
Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce há milhões de anos. A arraia de água doce amazônica pertence ao gênero Potamotrygon e se destaca não apenas pela sua forma circular elegante mas também por uma adaptação evolutiva impressionante que a torna uma mestra do disfarce no leito dos rios arenosos. Este peixe cartilaginoso possui a capacidade única de se enterrar parcialmente na areia tornando-se praticamente invisível aos olhos de predadores e presas um fenômeno que a ciência reconhece como parte fundamental de sua biologia de sobrevivência. A arraia camuflagem rio areia é um espetáculo de adaptação. A coloração dorsal desses animais geralmente em tons de marrom cinza ou bege com padrões de manchas ou ocelos imita com precisão o fundo do rio. Ao agitar as bordas do seu corpo discóide a arraia levanta uma nuvem de sedimentos que ao assentar a cobre quase por completo deixando apenas os olhos protuberantes e os espiráculos visíveis. Essa estratégia passiva de caça permite que ela capture pequenos peixes crustáceos e moluscos que se aproximam sem notar sua presença mantendo o equilíbrio ecológico do fundo do rio. No entanto a característica mais notória e frequentemente temida deste animal está localizada em sua extremidade posterior. Ao contrário do que muitos pensam o mecanismo de defesa da arraia água doce Amazônia ferrão não se situa na ponta da cauda como um chicote. O ferrão venenoso encontra-se na verdade na porção dorsal e média da cauda uma área musculosa e robusta. Dependendo da espécie e do tamanho do animal este aguilhão pode variar de alguns centímetros até dimensões consideráveis sendo composto por dentina um material extremamente duro e resistente similar ao dente dos vertebrados. O ferrão da Potamotrygon acidente rio é uma peça de engenharia biológica sofisticada. Ele possui serrilhas laterais voltadas para trás o que facilita a penetração na pele mas dificulta imensamente a sua remoção podendo causar lacerações graves. Coberto por um tecido epitelial o ferrão libera um veneno de natureza proteica quando esse tecido é rompido durante o impacto. Estudos indicam que este veneno é complexo contendo enzimas e toxinas que provocam dor intensa e imediata necrose localizada e inflamação severa no local atingido. A ciência reconhece que a dor relatada em acidentes com arraias é uma das mais lancinantes conhecidas na medicina toxicológica mas é importante ressaltar que o objetivo principal desse veneno é a defesa contra predadores grandes e não a agressão gratuita. A coexistência entre as comunidades ribeirinhas e esses animais é ancestral. Nas praias e remansos dos rios amazônicos onde as arraias preferem ficar para descansar ou caçar os habitantes locais desenvolveram técnicas específicas para evitar acidentes. O "passo do nissei" ou o ato de arrastar os pés na areia em vez de levantá-los é uma prática comum e eficaz. Ao arrastar o pé a pessoa toca suavemente na borda da arraia que assustada geralmente foge rapidamente. O acidente ocorre quando se pisa diretamente no centro do disco do animal pressionando-o contra o fundo o que aciona o reflexo de defesa e o chicoteamento da cauda para cima e para frente cravando o ferrão no pé ou no tornozelo do banhista. Compreender a biologia da arraia de água doce amazônica é fundamental para a conservação e para a segurança de todos que vivem ou visitam a região. Elas são componentes vitais do ecossistema amazônico ocupando nichos importantes na cadeia alimentar. Em vez de temê-las devemos respeitar o seu habitat. Ao entrar em um rio amazônico especialmente durante a estação seca quando as praias se formam o cuidado deve ser redobrado. Evitar áreas de águas muito rasas e paradas em praias isoladas ao amanhecer ou ao anoitecer períodos de maior atividade do animal e usar calçados adequados quando possível são medidas que reduzem drasticamente o risco de acidentes. A educação ambiental é a chave para uma convivência harmoniosa valorizando a biodiversidade sem comprometer o bem-estar humano. Respeitar o espaço do outro seja ele humano ou animal é o primeiro passo para garantir que os rios da Amazônia continuem sendo fontes de vida e beleza para todas as gerações. BOX LATERAL O que fazer em caso de acidente | Se ocorrer um ferrada a primeira medida é manter a calma e sair da água. Mergulhar o local atingido em água quente mas suportável por 30 a 90 minutos ajuda a desativar as proteínas do veneno aliviando a dor. Não faça torniquetes ou cortes na ferida. Procure atendimento médico imediatamente para a remoção segura de possíveis fragmentos do ferrão limpeza e medicação adequada prevenindo infecções secundárias.

Como a arraia de água doce amazônica domina a camuflagem na areia dos rios...

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Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce...
Acará-disco tem 3 cores e 1 comportamento parental impressionante

Acará-disco tem 3 cores e 1 comportamento parental impressionante

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Ele parece pintado à mão, mas esconde algo ainda mais fascinante do que suas cores vibrantes. O acará-disco não é só um dos peixes...
O sangue da mussurana carrega um segredo bioquímico que desafia as leis da sobrevivência na floresta. Enquanto a maioria dos mamíferos e répteis sucumbe em minutos ao potente coquetel de toxinas proteolíticas da jararaca, este ofídio de escamas negras acetinadas desenvolveu anticorpos naturais que neutralizam completamente o veneno. Não se trata de uma resistência parcial ou de sorte, mas de uma imunidade absoluta e hereditária que transforma a Clelia clelia em um dos maiores trunfos da biodiversidade brasileira. Para a ciência, essa capacidade representa um campo vasto de estudos sobre antídotos e evolução biológica, enquanto para o equilíbrio ambiental, significa o controle populacional das serpentes mais perigosas do país. A estratégia de caça da mussurana é um espetáculo de precisão e força bruta que ocorre silenciosamente sob a serrapilheira. Diferente das serpentes que dependem exclusivamente de veneno para abater suas presas, a mussurana utiliza uma combinação de constrição poderosa e mordidas firmes. Quando ela encontra uma jararaca ou uma cascavel, a investida é rápida. Ela morde a cabeça ou o pescoço da presa, ignorando as tentativas de contra-ataque. Mesmo que a serpente peçonhenta consiga injetar veneno na mussurana, as proteínas neutralizadoras no plasma da predadora impedem a destruição dos tecidos ou a falência sistêmica. É uma das raras instâncias na natureza onde a presa se torna predadora absoluta de seus próprios "pares" letais. A anatomia dessa serpente é projetada para a deglutição de presas que, muitas vezes, possuem o mesmo comprimento que ela. A mussurana pode atingir mais de dois metros de extensão e exibe um corpo musculoso, ideal para o método de constrição. Suas mandíbulas altamente flexíveis permitem que ela ingira serpentes venenosas inteiras, iniciando um processo digestivo lento, porém extremamente eficiente. Durante a digestão, o sistema metabólico da mussurana trabalha para processar não apenas a carne da presa, mas também as glândulas de veneno da serpente ingerida, provando que o animal é uma verdadeira máquina de processamento biológico adaptada para nichos específicos de alta periculosidade. A distribuição geográfica da mussurana é vasta, abrangendo desde o México até a Argentina, com uma presença fortíssima em toda a bacia amazônica e na Mata Atlântica. No Brasil, ela é historicamente respeitada por populações ribeirinhas e agricultores, que aprenderam a identificar o brilho azulado de suas escamas negras quando jovens e o tom escuro profundo na fase adulta. Ter uma mussurana por perto é, na prática, ter um guarda-costas natural. Onde ela habita, a incidência de acidentes ofídicos com humanos tende a diminuir drasticamente, pois ela mantém as populações de serpentes do gênero Bothrops sob controle rigoroso, evitando que se aproximem de habitações em busca de roedores. Infelizmente, a mussurana sofre com o preconceito generalizado que atinge todas as serpentes. Muitas vezes, por falta de conhecimento, as pessoas as matam ao encontrá-las em trilhas ou quintais, sem saber que estão eliminando o principal agente de controle de animais peçonhentos daquela região. A perda de habitat e o uso indiscriminado de agrotóxicos também afetam a disponibilidade de suas presas naturais, empurrando-as para áreas mais fragmentadas. A ciência alerta que a preservação da Clelia clelia é um indicador direto de saúde do ecossistema, pois sua presença no topo da cadeia alimentar de répteis sinaliza que a estrutura trófica do ambiente está preservada e funcional. A proteção dessa espécie vai além do conservacionismo romântico, sendo uma questão de segurança em saúde pública. Entender como a mussurana come cobra venenosa e permanece ilesa pode abrir portas para a biotecnologia farmacêutica no desenvolvimento de novos tratamentos para humanos. Cada exemplar preservado na floresta é um laboratório vivo que guarda respostas sobre resistência celular e adaptação extrema. Valorizar a fauna brasileira significa, acima de tudo, compreender que até mesmo as criaturas que despertam temor podem ser nossas maiores aliadas na manutenção da vida e da segurança nas áreas rurais e florestais. A preservação da mussurana não é apenas sobre salvar uma espécie, mas sobre garantir que o equilíbrio invisível da floresta continue trabalhando silenciosamente a nosso favor. BOX: O Poder da Clelia clelia | A mussurana é ofiófaga, o que significa que sua dieta é composta quase exclusivamente por outras serpentes. Ela possui dentes opistóglifos, localizados no fundo da boca, mas sua principal arma é a imunidade sanguínea. Pesquisas indicam que o soro da mussurana neutraliza as hemotoxinas das jararacas, tornando-a essencial para o controle biológico em áreas onde o soro antiofídico é de difícil acesso para as populações locais.

A incrível mussurana que caça serpentes venenosas e protege as comunidades rurais brasileiras com...

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O sangue da mussurana carrega um segredo bioquímico que desafia as leis da sobrevivência na floresta. Enquanto a maioria dos mamíferos e répteis sucumbe...
Sabia que o igapó abriga 200 espécies de peixes exclusivas? Descubra como esses animais dependem da floresta alagada para sobreviver

As duzentas espécies de peixes que só existem no igapó e o fenômeno da...

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A floresta de igapó guarda um dos maiores segredos da evolução biológica tropical ao sustentar cerca de duzentas espécies de peixes que não ocorrem...
Uma Harpia exibindo seu penacho duplo erguido e olhos penetrantes

Por que a sobrevivência da Harpia é o termômetro do clima global

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A Harpia (Harpia harpyja) exerce uma pressão de 400 quilos por polegada quadrada com suas garras, uma força superior à mandíbula de um lobo...

Ouro nos arcos volcânicos: como a fusão repetida do manto terrestre na região de...

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A alquimia das profundezas e os segredos de Kermadec A crosta terrestre esconde engrenagens térmicas que funcionam como verdadeiros laboratórios de refino mineral. Estudos recentes...

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