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Foto: Fernando Donasci/MMA

Pavilhão Brasil na COP30 promove diálogo nacional sobre ação climática

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No coração do Parque da Cidade de Belém, o Pavilhão Brasil foi oficialmente inaugurado nesta segunda-feira (10), marcando o início de uma intensa programação...
Brasil

Governo Federal lança diretrizes para indústria automotiva sustentável com o Programa Mover

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O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, oficializou em 15 de abril o decreto que regulamenta o Programa Mobilidade Verde e Inovação...
Tech Zone

COP30: Tech Zone debate cidades inteligentes e soluções tecnológicas para a Amazônia

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Enquanto Belém se transforma no epicentro das discussões globais sobre o clima, um evento paralelo promete mostrar que a Amazônia também pode ser polo...
escolas

Escolas livres de ultraprocessados: Um caminho para melhorar a alimentação infantil

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  A iniciativa das "Escolas Livres de Ultraprocessados" busca eliminar a presença de alimentos ultraprocessados no ambiente escolar, promovendo uma alimentação mais saudável e natural...
Ag. Brasil

Quem ensina a filantropia global a chegar à Amazônia? Fundo Casa mostra o caminho

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Às vésperas da COP30, um encontro inusitado no Museu Paraense Emílio Goeldi virou símbolo de um novo diálogo global sobre filantropia climática.Durante uma visita...
Divulgação - Embrapa

Embrapa leva ciência e inovação à primeira Agrizone da história das COPs

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A ciência brasileira vai ocupar o centro do palco na COP30, em Belém (PA), com a inauguração da Agrizone, o primeiro espaço dedicado à...
Profa. Dra. Adriana Almeida Lima - Divulgação

Projeto amazônico leva comunidades ribeirinhas para o centro da agenda climática

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A Amazônia entra em cena na COP30 com algo mais que floresta — ganha protagonismo social. Um projeto social conduzido por uma pesquisadora paraense...
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Prêmio Fundação BB celebra 40 anos impulsionando tecnologias sociais e comunidades sustentáveis

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As inscrições para a 13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social estão abertas até 1º de dezembro, e prometem movimentar...
Juventude e clima Divulgação/Cortez Editora

Juventude e Clima: vozes que inspiram ações para um futuro sustentável

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O enfrentamento à crise climática exige mais do que discursos. Pede mobilização, diálogo e compromisso real com o futuro. É com essa energia transformadora...
Espaço, que será reaberto ao público após a conferência, conta com parque aquático, quadras esportivas, academias ao ar livre, ciclovias, playgrounds e uma pista de skate de padrão olímpico. Foto: Rafael Medelima | COP30

Zona Verde da COP30 será aberta ao público e promete aproximar a sociedade da...

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A Zona Verde da COP30, que será realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, foi pensada como o coração aberto da...
fotógrafo

Olhos da Amazônia: Fotógrafo retrata ararajubas que voltarão à natureza

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Durante uma recente passagem pelo Pará, o fotógrafo e ambientalista Mário Barila capturou imagens raras e emocionantes de ararajubas criadas em cativeiro, que em...
Fotografia documental na luz da tarde de um pescador ribeirinho em canoa com pirarucu recém-pescado em lago de igapó floresta inundada ao fundo.

Como o gigante pirarucu e o manejo comunitário revolucionam a economia sustentável nos lagos...

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O pirarucu (Arapaima gigas), o maior peixe de escamas de água doce do mundo, possui uma biologia única que o obriga a subir à...
Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce há milhões de anos. A arraia de água doce amazônica pertence ao gênero Potamotrygon e se destaca não apenas pela sua forma circular elegante mas também por uma adaptação evolutiva impressionante que a torna uma mestra do disfarce no leito dos rios arenosos. Este peixe cartilaginoso possui a capacidade única de se enterrar parcialmente na areia tornando-se praticamente invisível aos olhos de predadores e presas um fenômeno que a ciência reconhece como parte fundamental de sua biologia de sobrevivência. A arraia camuflagem rio areia é um espetáculo de adaptação. A coloração dorsal desses animais geralmente em tons de marrom cinza ou bege com padrões de manchas ou ocelos imita com precisão o fundo do rio. Ao agitar as bordas do seu corpo discóide a arraia levanta uma nuvem de sedimentos que ao assentar a cobre quase por completo deixando apenas os olhos protuberantes e os espiráculos visíveis. Essa estratégia passiva de caça permite que ela capture pequenos peixes crustáceos e moluscos que se aproximam sem notar sua presença mantendo o equilíbrio ecológico do fundo do rio. No entanto a característica mais notória e frequentemente temida deste animal está localizada em sua extremidade posterior. Ao contrário do que muitos pensam o mecanismo de defesa da arraia água doce Amazônia ferrão não se situa na ponta da cauda como um chicote. O ferrão venenoso encontra-se na verdade na porção dorsal e média da cauda uma área musculosa e robusta. Dependendo da espécie e do tamanho do animal este aguilhão pode variar de alguns centímetros até dimensões consideráveis sendo composto por dentina um material extremamente duro e resistente similar ao dente dos vertebrados. O ferrão da Potamotrygon acidente rio é uma peça de engenharia biológica sofisticada. Ele possui serrilhas laterais voltadas para trás o que facilita a penetração na pele mas dificulta imensamente a sua remoção podendo causar lacerações graves. Coberto por um tecido epitelial o ferrão libera um veneno de natureza proteica quando esse tecido é rompido durante o impacto. Estudos indicam que este veneno é complexo contendo enzimas e toxinas que provocam dor intensa e imediata necrose localizada e inflamação severa no local atingido. A ciência reconhece que a dor relatada em acidentes com arraias é uma das mais lancinantes conhecidas na medicina toxicológica mas é importante ressaltar que o objetivo principal desse veneno é a defesa contra predadores grandes e não a agressão gratuita. A coexistência entre as comunidades ribeirinhas e esses animais é ancestral. Nas praias e remansos dos rios amazônicos onde as arraias preferem ficar para descansar ou caçar os habitantes locais desenvolveram técnicas específicas para evitar acidentes. O "passo do nissei" ou o ato de arrastar os pés na areia em vez de levantá-los é uma prática comum e eficaz. Ao arrastar o pé a pessoa toca suavemente na borda da arraia que assustada geralmente foge rapidamente. O acidente ocorre quando se pisa diretamente no centro do disco do animal pressionando-o contra o fundo o que aciona o reflexo de defesa e o chicoteamento da cauda para cima e para frente cravando o ferrão no pé ou no tornozelo do banhista. Compreender a biologia da arraia de água doce amazônica é fundamental para a conservação e para a segurança de todos que vivem ou visitam a região. Elas são componentes vitais do ecossistema amazônico ocupando nichos importantes na cadeia alimentar. Em vez de temê-las devemos respeitar o seu habitat. Ao entrar em um rio amazônico especialmente durante a estação seca quando as praias se formam o cuidado deve ser redobrado. Evitar áreas de águas muito rasas e paradas em praias isoladas ao amanhecer ou ao anoitecer períodos de maior atividade do animal e usar calçados adequados quando possível são medidas que reduzem drasticamente o risco de acidentes. A educação ambiental é a chave para uma convivência harmoniosa valorizando a biodiversidade sem comprometer o bem-estar humano. Respeitar o espaço do outro seja ele humano ou animal é o primeiro passo para garantir que os rios da Amazônia continuem sendo fontes de vida e beleza para todas as gerações. BOX LATERAL O que fazer em caso de acidente | Se ocorrer um ferrada a primeira medida é manter a calma e sair da água. Mergulhar o local atingido em água quente mas suportável por 30 a 90 minutos ajuda a desativar as proteínas do veneno aliviando a dor. Não faça torniquetes ou cortes na ferida. Procure atendimento médico imediatamente para a remoção segura de possíveis fragmentos do ferrão limpeza e medicação adequada prevenindo infecções secundárias.

Como a arraia de água doce amazônica domina a camuflagem na areia dos rios...

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Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce...
foto: Jaime Souzza/Norte Energia

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