mercados globais - resultados da busca
Se você não gostou dos resultados, por favor, faça outra pesquisa
Especialista alerta: agrotóxicos atingem mais quem já vive vulnerável
A presença de agrotóxicos no cotidiano brasileiro não se distribui de forma homogênea. Ela recai, com maior peso, justamente sobre grupos historicamente vulnerabilizados. A...
Estudo aponta restauração florestal como motor de crescimento econômico e ambiental
A restauração florestal, quando alinhada aos princípios da bioeconomia, pode não apenas contribuir para a recuperação ambiental, mas também gerar novas oportunidades econômicas. Essa...
Emissões Globais de Energia Crescem Apesar de Recordes em Renováveis
Em 2023, o mundo bateu recordes no consumo de energia, segundo o mais recente Statistical Review do Energy Institute. O consumo total de energia...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Mineração do futuro e as novas oportunidades de carreira para estudantes que desejam aplicar...
O horizonte da mineração como laboratório vivo
A ponte que separa as cadeiras universitárias da operação industrial está se tornando cada vez mais curta e...
Fundo JBS pela Amazônia impulsiona restauração florestal e melhoria de renda em comunidades rurais
O Fundo JBS pela Amazônia acaba de lançar uma iniciativa que promete transformar a realidade de comunidades rurais em Rondônia. Em colaboração com a...
Brasil Propõe Nova Globalização com Plano de Transformação Ecológica
O Plano de Transformação Ecológica, lançado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), marca...
Inteligência artificial identifica áreas agrícolas abandonadas no Cerrado
A vanguarda tecnológica na recuperação da savana brasileira
O Cerrado brasileiro, conhecido por sua biodiversidade singular e importância hídrica, acaba de ganhar um aliado digital...
Estudo valida qualidade de pau-brasil plantado para músicos profissionais
O renascimento da madeira que moldou a música
A história da música erudita está intrinsecamente ligada à densidade e à resiliência de uma única espécie...
Gaseificação de resíduos surge como solução definitiva para os lixões brasileiros
A metamorfose térmica e o nascimento do syngas
A gestão de resíduos sólidos urbanos atravessa uma mudança de paradigma, deixando de ser um problema de...
O santuário improvável da maior águia do mundo em Mato Grosso
A cada hora, o Brasil perde o equivalente a centenas de campos de futebol em cobertura florestal original. No entanto, no epicentro da fronteira...
Reciclagem de água combate as mudanças climáticas em regiões com escassez de água
Reciclar água em regiões com escassez de água é crucial, pois as mudanças climáticas pioram e esgotam os suprimentos de água doce. Reutilizar águas...
BASF lança biopolímero biodegradável inovador para detergentes de roupas
A BASF, atenta ao equilíbrio entre sustentabilidade e eficácia, apresenta o BVERDE® GP 790 L, um novo polímero antirredeposição para detergentes de roupas. Este...
Norma principal do Selo Amazônia será apresentada ao mercado até maio
O nascimento de uma identidade verde para a indústria regional
O cenário produtivo do norte brasileiro está prestes a ganhar um divisor de águas que...
Itaipu se Consolida como Líder Global na Transição Energética: Petróleo Sintético, Biogás, Hidrogênio Verde...
A usina hidrelétrica de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, tem desempenhado um papel crucial na produção de energia limpa e sustentável...
Conectividade significativa como base para a inclusão social integra o debate do Futurecom 2024
Incluir os cidadãos na sociedade digital é uma constante temática da plataforma Futurecom. Neste ano, o encontro Futurecom 2024 – maior evento de conectividade, inovação e tecnologia da...
Barcarena entra na rota da Ferrovia Norte-Sul
Um novo horizonte para o desenvolvimento regional e redução do custo Brasil
A Ferrovia Norte-Sul (FNS) emerge como um projeto transformador para a infraestrutura logística...
Biomassa ganha espaço na descarbonização do cimento
O peso climático do clínquer e a urgência da transformação
A indústria do cimento está no centro do debate climático global. A razão é direta:...
Selo Verde Impulsiona a Neoindustrialização do Brasil
O Programa Selo Verde Brasil, lançado pelo decreto 12.063 e publicado recentemente no Diário Oficial da União, visa identificar produtos e serviços que aderem...



![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)



















