Rã do tamanho de uma moeda carrega veneno para 20 pessoas e divide a floresta com jacaré de 454 kg e onça nadadora

Rã do tamanho de uma moeda carrega veneno para 20 pessoas e divide a floresta com jacaré de 454 kg e onça nadadora
Foto: acervo

Do lacraia gigante ao jaguar, cinco animais da Amazônia explicam por que a floresta pede atenção redobrada a quem entra nela.

Quem entra fundo na floresta amazônica logo ganha a sensação de estar sendo observado, e nem sempre é impressão. A Amazônia abriga cerca de 10% da vida selvagem conhecida do planeta, num território que o guia do programa What If Show descreve como cinco vezes maior que o Texas. Entre tanta gente, alguns moradores merecem respeito: uma lacraia enorme, um tubarão de rio, uma rã minúscula, um jacaré gigante e a onça-pintada.

Lacraia gigante: 30 cm de comprimento e veneno potente

A lacraia-gigante-da-amazônia (Scolopendra gigantea) é a maior do mundo, com 30 cm. Seu veneno imobiliza presas até 15 vezes maiores que ela, e o cardápio costuma ser roedores, lagartos e morcegos.

Se alguém pisar no lugar errado, ela injeta um veneno capaz de causar problemas graves nos sistemas cardiovascular, respiratório e nervoso. A dica é simples: olhe onde pisa e use meias compridas.

Tubarão-cabeça-chata, o visitante de água doce

Nem todo tubarão vive no mar aberto. O tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas) prefere águas rasas e é encontrado em rios, perto de áreas habitadas, inclusive na Amazônia.

Segundo a National Geographic, citada pelo guia, os ataques de 1916 no litoral de Nova Jersey, que mataram quatro pessoas em duas semanas, foram em parte atribuídos ao tubarão-branco, mas alguns encontros podem ter sido obra dessa espécie. Sua mordida é mais forte que a do branco. Ele costuma comer tartarugas, ostras e até outros tubarões, mas, com fome, ataca quase qualquer coisa, hipopótamos incluídos. A boa notícia: ele não persegue ninguém fora da água.

Rãs coloridas: bonitas e mortais

As rãs-dardo-venenosas têm o tamanho de uma moeda e são consideradas as criaturas mais venenosas da Terra. Cada uma carrega veneno suficiente para matar 20 adultos.

O veneno sai pela pele, e um simples toque pode causar parada cardíaca em minutos. Povos indígenas da Amazônia usam a substância em flechas, passando a ponta sobre a pele do animal. A arma permanece potente por mais de dois anos. A regra de ouro para o visitante: fuja de bichos muito coloridos.

Jacaré-açu: até 5 metros e 454 kg

O jacaré-açu (caiman negro) chega a quase 5 m e pode pesar 454 kg. Caça à noite e se camufla bem. Ao agarrar a vítima, gira e se debate, arrastando-a para a água.

Se avistar um, não se aproxime: recue devagar e depois corra em linha reta. Em 2010, a bióloga Deise Nishimura estava na beira de seu barco-casa quando foi atacada. Arrastada para a água, localizou os olhos e o nariz do animal e apertou com toda a força. O réptil a soltou e ela sobreviveu, mas perdeu uma perna.

Onça-pintada: o topo da lista

A onça-pintada (Panthera onca) é a única que preocupa até o jacaré, já que costuma emboscá-lo de cima. Vive principalmente em terra, mas nada muito bem, o que a torna ainda mais perigosa.

Em 2010, durante uma pescaria, um jovem de 17 anos foi surpreendido por uma onça que saltou de um barranco para dentro do barco. Ele caiu na água com a mandíbula do felino cravada na cabeça. A onça só o soltou quando o piloto a golpeou com um cano de ferro. O rapaz teve cortes profundos no crânio e precisou de cirurgia para retirar fragmentos de osso do tecido cerebral.

O que fazer num encontro com onça

Diante de uma onça, levante os braços para parecer maior e recue devagar, sem nunca dar as costas. Se ela atacar, pegue o que estiver ao alcance e golpeie a cabeça com força.

Para quem vive ou viaja pela região, o recado vale para rios e trilhas de todos os estados amazônicos: atenção ao chão, à margem e à noite. O guia original reúne as fontes e pode ser consultado em material sobre os perigos do rio Amazonas, base para quem planeja uma expedição.

Com informações de What If Show.

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