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Atemoia ganha espaço nas feiras e revela força no campo

Atemoia ganha espaço nas feiras e revela força no campo
Foto: agroemcampo.ig.com.br

Híbrido de pinha e cherimoia combina sabor, valor nutricional e oportunidades para a fruticultura brasileira.

O que parece uma fruta exótica para muitos consumidores já começa a ocupar espaço permanente nas feiras brasileiras: a atemoia, híbrido formado pelo cruzamento entre a pinha, também conhecida como fruta-do-conde, e a cherimoia. A espécie chama atenção pelo sabor doce, pela polpa cremosa e pelo potencial de renda para produtores, especialmente em regiões com tradição na fruticultura. Em 14 de agosto de 2026, técnicas de cultivo da fruta serão apresentadas durante o 20º Encontro de Fruticultura, em Atibaia, no interior de São Paulo.

Uma fruta com sabor marcante

A atemoia reúne características de suas duas espécies de origem. Da pinha, herdou parte do aroma e da doçura. Da cherimoia, recebeu a textura macia, que se desfaz na boca quando o fruto está maduro. A combinação ajudou a conquistar consumidores que procuram novidades, mas ainda preferem frutas de sabor naturalmente adocicado.

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Além do consumo in natura, a fruta pode ser usada em sobremesas, sucos, cremes e preparações artesanais. Sua aparência também favorece a venda direta, principalmente em feiras, mercados especializados e circuitos de comercialização ligados à agricultura familiar.

A polpa contém vitamina C, potássio, fibras e compostos antioxidantes. Esses nutrientes fazem parte de uma alimentação equilibrada, mas não significam que a atemoia seja um tratamento para inflamações ou outras doenças. A alegação de ação anti-inflamatória deve ser interpretada com cautela, porque os efeitos dependem da quantidade consumida, da dieta como um todo e de evidências científicas específicas.

Produção exige atenção desde a muda

O cultivo comercial da atemoia costuma começar com mudas enxertadas. A técnica une um porta-enxerto, escolhido por sua resistência e adaptação ao solo, a uma variedade copa, responsável pela produção dos frutos. O objetivo é formar plantas mais uniformes e com melhores condições de desenvolvimento.

Depois que a muda chega à propriedade, o produtor precisa observar a profundidade do plantio, a drenagem, a adubação e a proteção contra pragas. O manejo inadequado nos primeiros meses pode comprometer o crescimento da planta e reduzir o potencial produtivo do pomar.

O espaçamento entre as árvores, a disponibilidade de água e a condução da copa também influenciam o resultado. Como ocorre com outras frutíferas, a produtividade depende da combinação entre material genético, condições climáticas, fertilidade do solo e acompanhamento técnico.

Entenda o caso

A atemoia é um híbrido de pinha e cherimoia desenvolvido a partir de cruzamentos realizados no início do século XX, na Flórida, nos Estados Unidos. No Brasil, a cultura ganhou impulso a partir dos anos 1990, com a atuação de instituições de pesquisa e programas de melhoramento.

São Paulo, Bahia e Pernambuco estão entre os estados brasileiros de maior destaque na produção. A fruta também desperta interesse em outras regiões, mas a implantação de pomares na Amazônia precisa considerar clima, regime de chuvas, tipo de solo, disponibilidade de assistência técnica e logística para escoamento.

Segundo a CATI, as mudas enxertadas de atemoia precisam ser implantadas no campo conforme as exigências do porta-enxerto e as orientações do protocolo de plantio apresentado aos produtores em Atibaia, São Paulo, em 14 de agosto de 2026.

Encontro reúne produtores em Atibaia

O 20º Encontro de Fruticultura ocorre nesta sexta-feira, 14 de agosto, em propriedades rurais de Atibaia. A programação é promovida pela Associação Hortifrutiflores de Jarinu e reúne agricultores, técnicos e outros profissionais interessados em novas tecnologias e alternativas para a produção de frutas.

Atemoia ganha espaço nas feiras e revela força no campo
Foto: agroemcampo.ig.com.br

As atividades começam às 7h30, no Sítio Nossa Senhora de Fátima, do fruticultor Antonio Scareli, com visitas a pomares de pêssego e pitaya. Em seguida, os participantes conhecem áreas cultivadas com atemoia, maçã, morango e uvas das variedades Niagara e Vitória.

O engenheiro agrônomo Anderson Tatsuo Watanabe, da CATI Sementes e Mudas, conduz a apresentação sobre atemoia. A palestra trata dos cuidados necessários depois do recebimento das mudas enxertadas, incluindo a implantação correta no campo e o respeito às características do porta-enxerto.

“Em nossa exposição, vamos orientar os produtores no manejo pós-recebimento das mudas enxertadas de atemoia da CATI. O foco será a correta implantação no campo, respeitando as exigências do porta-enxerto e o protocolo de plantio”, afirmou Anderson Tatsuo Watanabe.

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, e produtor de uva João Dimas Maia Garcia apresenta informações sobre as variedades Niagara e Vitória. O consultor Lourenço Nyssen aborda outras frutas observadas durante o dia de campo.

O que a atemoia representa para a Amazônia

Para produtores dos estados amazônicos, como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, a atemoia pode ser avaliada como alternativa de diversificação, mas não deve ser tratada como uma solução pronta para todos os municípios.

A distância dos grandes centros consumidores, as condições de armazenamento e a necessidade de transporte cuidadoso são fatores decisivos. Antes de investir, o agricultor precisa verificar se há mercado local, assistência técnica e condições para produzir frutos com qualidade e regularidade.

A experiência de outras regiões pode ajudar, desde que seja adaptada à realidade de cada propriedade. Testes em pequena escala, análise do solo e acompanhamento de profissionais reduzem o risco de perdas e ajudam a identificar os melhores períodos de plantio e manejo.

Serviço

20º Encontro de Fruticultura
Data: 14 de agosto de 2026
Horário: a partir das 7h30
Local: propriedades rurais em Atibaia, São Paulo
Inscrições e informações: WhatsApp (11) 99795-0832 ou e-mail informado pela organização: [CHECAR]

A expectativa da Associação Hortifrutiflores de Jarinu é receber aproximadamente 250 participantes, e os próximos passos devem incluir a aplicação das orientações técnicas nos pomares e a avaliação dos resultados pelos produtores.

Perguntas frequentes

A atemoia é uma fruta nativa do Brasil?

Não. Ela é um híbrido de pinha e cherimoia, desenvolvido fora do Brasil, mas passou a ser cultivada comercialmente no país e ganhou importância na fruticultura nacional.

Quais são os principais benefícios nutricionais?

A fruta contém vitamina C, potássio, fibras e compostos antioxidantes. Seu consumo pode integrar uma alimentação equilibrada, mas não substitui tratamento médico nem comprova, por si só, efeito terapêutico.

É possível cultivar atemoia na Amazônia?

A possibilidade depende das condições de cada área, incluindo clima, solo, água, assistência técnica e mercado. O ideal é realizar testes e buscar orientação antes de implantar um pomar comercial.

Com informações de CATI.

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