
O estudo utilizou uma combinação dos óleos de linhaça e de castanha-do-pará, mostrando que suas propriedades podem se igualar às de óleos puros como o de semente de uva, mesmo em aplicações industriais exigentes.
Crescimento do mercado de bioplásticos exige inovação
Com uma projeção de crescimento de 400% no mercado global de bioplásticos entre 2022 e 2028, encontrar matérias-primas renováveis e constantes se tornou essencial.
Leia também
Como a ancestral habilidade dos peconheiros de açaí garante a sustentabilidade e a economia de milhares de famílias na floresta amazônica
Como a imensidão da Ilha de Marajó e seus búfalos nadadores consolidam o Pará como potência do turismo sustentável mundial
Como a origem da palavra tucano revela a profunda observação da fauna brasileira pelos povos indígenas muito antes dos europeusSegundo o coordenador da pesquisa, Gilbert Bannach, “a sazonalidade e a limitação regional dos óleos vegetais dificultam seu uso contínuo. Misturar óleos permite superar esse obstáculo sem perder qualidade”.
Índice de iodo como referência de qualidade
O segredo para essa inovação está no índice de iodo, indicador da quantidade de ligações duplas nos ácidos graxos dos óleos. Esse valor determina diretamente a capacidade de polimerização e as propriedades finais do material plástico.
Saiba mais- Bioplástico Amazônico, o Futuro Sustentável da Floresta
Saiba mais- Cientistas brasileiros descobrem bactéria que transforma plástico em bioplástico
As misturas foram ajustadas para obter um índice próximo ao do óleo de semente de uva (123 g de I2/100 g), alcançando excelente desempenho térmico e mecânico.
Resultados confirmam viabilidade da substituição
Os biopolímeros produzidos com a mistura dos óleos apresentaram:
- Estabilidade térmica de até 265 °C;
- Temperatura de transição vítrea de -14,7 °C;
- Desempenho comparável ao polímero feito com óleo puro de semente de uva.
Esses dados confirmam que a mistura vegetal é tão eficiente quanto óleos isolados e pode ser uma excelente solução para aplicações industriais de bioplásticos sustentáveis.
Impactos ambientais e industriais
Essa abordagem permite o uso mais eficiente de recursos naturais e reduz a dependência de monoculturas. Além disso, fortalece a cadeia de produção de biopolímeros com matérias-primas regionais e diversificadas, diminuindo impactos ambientais e otimizando a produção durante o ano todo.
“A possibilidade de ajustar o índice de iodo com precisão amplia o leque de aplicações industriais e resolve o problema da escassez sazonal”, reforça Bannach.
Nunca perca uma notícia da AmazôniaControle o que você vê no Google
O Google lançou as Fontes Preferenciais: escolha os veículos que aparecem com prioridade. Adicione a Revista Amazônia e garanta cobertura exclusiva sempre em destaque.
Adicionar Revista Amazônia como Fonte Preferencial1. Pesquise qualquer assunto no Google
2. Toque no ⭐ ao lado de "Principais Notícias"
3. Busque Revista Amazônia e marque a caixa — pronto!
















Você precisa fazer login para comentar.