
Estudo da ApexBrasil revela que 37,6% das exportações em 2025 foram para a União Europeia, consolidando o país como fornecedor estratégico.
Um recente estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), divulgado em julho de 2026, revelou que o Brasil exportou um volume expressivo de US$ 11,4 bilhões em minerais críticos no ano de 2025. Destaca-se que a União Europeia foi o principal destino para parte significativa dessas exportações, absorvendo US$ 4,3 bilhões, o que corresponde a 37,6% do total.
A análise da ApexBrasil focou em nove minerais estratégicos: cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio. Estes elementos são fundamentais tanto para o Brasil quanto para a União Europeia, indicando áreas de complementaridade e potencial de parcerias econômicas robustas. O documento visa mapear os fluxos de comércio, identificar instrumentos de incentivo governamental e apresentar projetos prontos para receber investimentos estrangeiros, reforçando a posição do Brasil no cenário global de mineração.
🌿 Receba nossas notícias no Google
⭐ Adicionar Revista AmazôniaLeia também
Agropalma abre mil vagas e impulsiona economia paraense com nova gestão
Bioeconomia transforma floresta em renda no Baixo Amazonas e impulsiona inovaçãoPotencial de fornecimento estratégico e parcerias
Devido às suas vastas reservas em diversos desses minerais, o Brasil se posiciona como um fornecedor estratégico vital para atender à crescente demanda global. Essa demanda é impulsionada principalmente pelos processos de transição energética, digitalização avançada e a busca por segurança nas cadeias globais de valor. A União Europeia, por sua vez, busca diversificar suas fontes de suprimento, criando um cenário propício para o aprofundamento das relações comerciais e de investimento com o Brasil.
O estudo aponta para a existência de um espaço considerável para parcerias mutuamente benéficas. Marcos regulatórios europeus, como o Critical Raw Materials Act (CRMA), e iniciativas estratégicas como o Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA), podem servir como alicerces para impulsionar essa cooperação. A recente conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia e a matriz energética brasileira, predominantemente renovável, são fatores adicionais que fortalecem a posição do Brasil como um destino atraente para investimentos de longo prazo em cadeias de minerais críticos.
Agregação de valor e oportunidades de investimento
O relatório técnico da ApexBrasil vai além da atividade extrativa primária, enfatizando o vasto potencial para a ampliação das etapas de processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado em território brasileiro. Essa agregação de valor é crucial para o desenvolvimento econômico do país, permitindo que o Brasil não seja apenas um exportador de matéria-prima bruta.
No Brasil, existem mecanismos de financiamento institucional robustos para apoiar o desenvolvimento de projetos nessas fases mais avançadas da cadeia produtiva. Entre eles, destacam-se linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as debêntures incentivadas e programas vinculados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC. Essas ferramentas financeiras são projetadas para estimular investimentos em tecnologia e inovação, essenciais para a sofisticação da indústria mineral.
Minerais críticos na Amazônia: um elo essencial
A região amazônica, conhecida por sua rica biodiversidade e vasta extensão territorial, também abriga um potencial significativo em depósitos de minerais críticos, incluindo terras raras, cobre e níquel, entre outros. A extração e o processamento desses minerais na Amazônia, se conduzidos com responsabilidade e sustentabilidade, podem gerar oportunidades econômicas importantes, demandando ao mesmo tempo governança ambiental rigorosa e a participação das comunidades locais. Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil, a região tem grande relevância na produção de minerais estratégicos para o país.
O portfólio de oportunidades para investidores internacionais, estruturado pela ApexBrasil em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), abrange projetos em diversos estágios de maturação, desde a pesquisa e exploração mineral inicial até o beneficiamento químico e industrial. Os segmentos de terras raras, grafita, cobre, níquel, cobalto e potássio são identificados como os principais eixos para a captação de recursos e transferência de tecnologia nos próximos anos, visando a integração e o fortalecimento das cadeias produtivas globais.
Entenda o caso
Em 2025, o Brasil alcançou US$ 11,4 bilhões em exportações de nove minerais críticos, com 37,6% desse valor destinado à União Europeia. Recentemente, a ApexBrasil divulgou um estudo detalhando esse desempenho e mapeando oportunidades de parceria e investimento, visando impulsionar a agregação de valor na cadeia produtiva mineral brasileira.
Perguntas Frequentes
Quais minerais críticos foram analisados no estudo da ApexBrasil?
Os minerais críticos analisados foram cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio.
Qual a porcentagem das exportações brasileiras de minerais críticos destinadas à União Europeia em 2025?
Em 2025, 37,6% das exportações brasileiras desses minerais críticos, totalizando US$ 4,3 bilhões, foram destinadas ao mercado europeu.
Quais fatores reforçam a posição do Brasil como receptor de investimentos em minerais críticos?
A vasta reserva de minerais, o Acordo Mercosul-União Europeia e a matriz energética predominantemente renovável do Brasil são fatores que reforçam essa posição.
Os futuros desdobramentos dessas parcerias e investimentos serão cruciais para a consolidação do Brasil como um ator-chave no mercado global de minerais críticos, com especial atenção às políticas de sustentabilidade e desenvolvimento regional. A próxima atualização do estudo deve trazer dados mais detalhados sobre o impacto regional desses investimentos.
Com informações de ApexBrasil.
Nunca perca uma notícia da AmazôniaControle o que você vê no Google
O Google lançou as Fontes Preferenciais: escolha os veículos que aparecem com prioridade. Adicione a Revista Amazônia e garanta cobertura exclusiva sempre em destaque.
Adicionar Revista Amazônia como Fonte Preferencial1. Pesquise qualquer assunto no Google
2. Toque no ⭐ ao lado de "Principais Notícias"
3. Busque Revista Amazônia e marque a caixa — pronto!









