
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta terça-feira, 1º de abril, um acordo de cooperação técnica para destinar R$ 50 milhões ao Programa Nacional de Florestas Produtivas.
Objetivo do Programa
O objetivo é fomentar a sustentabilidade na região amazônica por meio do apoio a agricultores familiares e comunidades tradicionais. Os recursos serão aplicados na abertura de uma chamada pública para assistência técnica e extensão rural, beneficiando famílias que atuam na cadeia agroalimentar sustentável.

O ministro Paulo Teixeira, do MDA, enfatizou que a iniciativa busca capacitar pequenos produtores a recuperar áreas florestais com espécies produtivas, garantindo benefícios tanto ambientais quanto econômicos.
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De onde vem o açaí que você toma na tigela? Veja como ele nasce e cresce“Se cultivarmos açaí, cacau, dendê, cupuaçu ou maracujá, os resultados são até dez vezes superiores ao da soja. Manter a floresta em pé pode ser mais vantajoso economicamente do que derrubá-la”, destacou Teixeira.
Parcerias
A ação também prevê parcerias com universidades públicas para ampliar o número de agricultores familiares envolvidos na recuperação florestal. A expectativa é que, até novembro de 2025, quando o Brasil sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), esses territórios já apresentem avanços significativos na recomposição da vegetação nativa.
“Nosso objetivo é chegar à COP30 com resultados concretos, não apenas com promessas para o futuro”, reforçou o ministro.
O financiamento integra a segunda fase de editais do Programa Florestas Produtivas, lançado em julho de 2024 em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que tem como meta restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.
Os recursos provêm do Fundo Socioambiental Caixa (FSA CAIXA), criado em 2010 para financiar projetos socioambientais e promover o desenvolvimento sustentável.
“Estamos aplicando R$ 50 milhões arrecadados com multas ambientais, garantindo que esses valores sejam revertidos em soluções para a preservação e recuperação ambiental”, explicou Carlos Vieira, presidente da Caixa.

Compromisso com o futuro
Durante o evento de assinatura do acordo, a Caixa também firmou um protocolo de intenções com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O compromisso prevê a estruturação de programas e projetos para fortalecer políticas ambientais e enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
“As alterações climáticas afetam toda a população e exigem a união de diferentes setores. Precisamos de uma abordagem conjunta entre governos, setor privado, academia e sociedade para mitigar seus impactos”, alertou Anna Flávia Franco, secretária executiva adjunta do MMA.
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