
A chuva de meteoros Orionídeas atinge sua máxima atividade nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, e pode ser vista em todo o Brasil. Os meteoros são restos do cometa Halley que entram na atmosfera a até 66 quilômetros por segundo e parecem sair da constelação de Órion. Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO), o pico vai até a noite de 21 de outubro, e por isso a madrugada de quinta-feira (22) ainda oferece boa observação. O Observatório Nacional recomenda a segunda metade da madrugada, entre 1h40 e o amanhecer, quando a Lua já terá se posto. O Norte e o Nordeste têm leve vantagem, porque ali a região de onde os meteoros parecem nascer sobe mais alto no céu.
Segundo a IMO, a taxa pode chegar a 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais, ou seja, céu escuro, limpo e longe das luzes da cidade.
Restos do cometa Halley
As Orionídeas acontecem quando a Terra atravessa a trilha de poeira e pequenos fragmentos deixada pelo cometa Halley, que passa perto do Sol a cada 75 ou 76 anos. Ao entrar na atmosfera em altíssima velocidade, esses fragmentos, a maioria do tamanho de grãos de areia, queimam e formam os riscos luminosos.
O Halley produz duas chuvas de meteoros por ano. Além das Orionídeas, em outubro, a Terra cruza outra parte da trilha do cometa em maio, na chuva chamada Eta Aquáridas. Em 2026, o período de atividade das Orionídeas vai de 2 de outubro a 7 de novembro, com o pico agora.
Meteoros rápidos e brilhantes
Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional, os meteoros das Orionídeas são rápidos, brilhantes e muitas vezes deixam trilhas luminosas no céu. A velocidade de até 66 quilômetros por segundo é considerada extremamente alta.
“A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no Norte e Nordeste, onde ele sobe mais alto”, afirmou De Cicco, em nota do Observatório Nacional.
Onde olhar
O radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem partir, fica na constelação de Órion, perto da estrela avermelhada Betelgeuse. Órion é fácil de achar porque contém as Três Marias. Mesmo assim, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu.
No Hemisfério Sul, a orientação do Observatório Nacional é ficar de frente para o nordeste e olhar entre o nordeste e o norte, mantendo o olhar um pouco afastado de Órion, a cerca de 30 a 45 graus, onde os rastros aparecem mais longos.
A Lua atrapalha?
Em 2026, a Lua está na fase crescente, com cerca de 77% do disco iluminado, e se põe depois da meia-noite. Por isso, a melhor janela é depois que ela some no horizonte, a partir de 1h40, até o começo do amanhecer.
Dicas para ver
- procure um lugar escuro, longe da iluminação das cidades;
- apague as luzes ao redor e deixe os olhos se acostumarem ao escuro por 20 a 30 minutos;
- não é preciso telescópio nem binóculo: o melhor é olhar a olho nu, abrangendo a maior parte do céu;
- deite em uma cadeira reclinável ou numa canga para não cansar o pescoço;
- confira a previsão do tempo, porque nuvens atrapalham a observação.
Em Belém e em outras cidades da Amazônia, onde as pancadas de chuva costumam se concentrar à tarde e no começo da noite, a madrugada pode ter trechos de céu aberto. Áreas de praia e de interior, longe da poluição luminosa, são as melhores opções.
Para fotografar
Segundo o Observatório Nacional, como os meteoros são muito rápidos, o ideal é usar câmera em tripé, lente grande-angular, abertura máxima, sensibilidade alta e várias exposições seguidas de alguns segundos. Celulares com modo noturno e suporte fixo também podem registrar os meteoros mais brilhantes.
Perguntas frequentes
Quando é o pico das Orionídeas em 2026?
Nesta quarta-feira, 21 de outubro, segundo o Observatório Nacional e a IMO. A madrugada de quinta (22) ainda é uma boa oportunidade.
Qual o melhor horário para ver?
Entre 1h40 e o amanhecer, depois que a Lua se põe.
Dá para ver do Pará?
Sim. Todo o Brasil pode observar, com leve vantagem no Norte e no Nordeste.
Quantos meteoros por hora?
Cerca de 20 ou mais por hora em condições ideais, segundo a Organização Internacional de Meteoros.
Se perder o pico, ainda vale tentar nas noites seguintes: as Orionídeas continuam ativas, com menos meteoros, até o início de novembro.
Com informações do Observatório Nacional (ON/MCTI), do projeto Exoss e da Organização Internacional de Meteoros (IMO).
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