
Durante a Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Segurança Humana e Justiça Climática, realizada em 7 de abril em Belém (PA), juristas propuseram a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática com sede na Amazônia.
Proposta de um Tribunal Internacional para Questões Climáticas
O evento, promovido pelo Comitê Permanente da América Latina para a Prevenção do Crime (COPLAD) em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA), resultou na inclusão dessa proposta na “Declaração de Belém – Pacto para o Futuro da Amazônia”, documento que compila contribuições para a próxima Cúpula do Clima.

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O tempero amazônico que está ganhando cada vez mais fama nos grandes restaurantes brasileirosA proposta visa estabelecer um tribunal internacional especializado em questões climáticas, com competência para decidir sobre controvérsias, riscos, crises e desafios ambientais. A iniciativa surge em resposta à ausência de mecanismos jurídicos eficazes para responsabilizar governos e empresas por crimes ambientais.
Apoio de Autoridades Jurídicas Internacionais
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, enfatizou a urgência de uma corte especializada em questões climáticas e ambientais, destacando que, apesar dos avanços em acordos internacionais, as violações ambientais continuam a se intensificar. Ela ressaltou que o meio ambiente é um direito de terceira geração, abrangendo a coletividade e as futuras gerações, e que os sistemas jurídicos internacionais atuais não acompanham essa lógica.
O magistrado francês Gilles Charbonnier também apoiou a criação do tribunal, argumentando que o atual sistema internacional apresenta falhas estruturais, como falta de coordenação entre Estados e ausência de vontade política. Ele sugeriu que a sede do tribunal seja estabelecida na Amazônia, para estar próxima das áreas e populações mais afetadas pelas questões ambientais.
Declaração de Belém e Próximos Passos
A “Declaração de Belém” reúne compromissos para fortalecer a governança ambiental, combater o crime organizado na região e impulsionar políticas sustentáveis focadas na proteção da floresta e dos povos amazônicos. O documento será encaminhado à ONU e à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima como contribuição oficial da COPLAD à COP30.

A proposta de criação do Tribunal Internacional de Justiça Climática será oficialmente apresentada na COP30, buscando mobilizar compromissos multilaterais concretos para o futuro da região amazônica e para a justiça climática global.
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