
O Pará deve se firmar como um dos grandes polos de investimento mineral do país nos próximos anos. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o estado deve atrair cerca de US$ 14,7 bilhões (algo em torno de R$ 73,3 bilhões) em mineração entre 2026 e 2030, o equivalente a pouco mais de 19% de tudo o que o setor deve receber no Brasil no período.
O volume coloca o Pará atrás apenas de Minas Gerais e reforça um cenário que divide opiniões: de um lado, a promessa de emprego e arrecadação; de outro, a pressão ambiental da mineração no coração da Amazônia.
Os grandes projetos
Boa parte dos recursos está ligada a gigantes que já operam na região. A Vale concentra investimentos bilionários em Carajás, uma das maiores reservas minerais do mundo, em atividade desde 1985 e hoje com produção da ordem de 170 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, puxada pelo complexo S11D. A Mineração Rio do Norte (MRN) prevê aportes bilionários para garantir a produção de bauxita pelos próximos anos, enquanto a Alcoa investe em infraestrutura e melhorias ambientais em Juruti.
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O peso do Pará na mineração nacional é enorme. Em 2025, o estado respondeu por mais de um terço de toda a receita mineral do país, com R$ 103,1 bilhões de um total de R$ 298,8 bilhões. Minério de ferro, bauxita e cobre estão entre os principais produtos, voltados sobretudo à exportação.
O dilema amazônico
O desafio que acompanha esses números é ambiental. A expansão mineral na Amazônia levanta questões sobre desmatamento, uso da água, impacto sobre comunidades e recuperação de áreas degradadas. Conciliar a atração de bilhões em investimento com a conservação da floresta, especialmente depois de a região sediar a COP30, é o teste que o Pará terá pela frente.
Perguntas frequentes
Quanto o Pará deve receber em mineração até 2030?
Cerca de US$ 14,7 bilhões (aproximadamente R$ 73,3 bilhões) entre 2026 e 2030, segundo o Ibram, mais de 19% dos investimentos do setor no país.
Com informações do Valor Econômico e do Ibram.
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