A maior ponte estaiada do Brasil por extensão percorre 3.595 metros sobre o rio Negro e liga Manaus a Iranduba com mastro de 190 metros

A maior ponte estaiada do Brasil por extensão percorre 3.595 metros sobre o rio Negro e liga Manaus a Iranduba com mastro de 190 metros
Ilustração: Revista Amazônia

Inaugurada em 24 de outubro de 2011, a Ponte Rio Negro tem 3.595 metros, quatro faixas, passeio para pedestres e mastro central de 190,25 metros em Manaus.

Uma ponte atravessa o rio Negro entre Manaus e Iranduba

Do alto, a Ponte Rio Negro aparece como uma faixa contínua sobre a água escura que separa Manaus de Iranduba, no Amazonas. A estrutura tem 3.595 metros de extensão e foi construída para integrar os dois municípios pela rodovia AM-070. O conjunto é uma ponte estaiada, modelo em que o tabuleiro fica sustentado por cabos ligados a mastros. No centro da travessia, um mastro de 190,25 metros se destaca acima da pista e se tornou a principal marca visual da obra.

A ponte foi inaugurada em 24 de outubro de 2011 e passou a ligar diretamente a capital amazonense ao município de Iranduba. A travessia ocorre sobre o rio Negro, conhecido por ser o maior rio de água preta do mundo. A dimensão da obra aparece tanto no comprimento total quanto na altura do mastro central, que concentra a atenção de quem observa a estrutura a partir das margens ou do próprio rio. A construção também inclui quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além de um passeio destinado a pedestres.

O mastro central concentra a escala da estrutura

Em uma ponte estaiada, o mastro atua como elemento de sustentação dos cabos que ajudam a manter o tabuleiro apoiado ao longo do vão. Na Ponte Rio Negro, essa configuração combina a largura necessária para o tráfego rodoviário com uma estrutura central que se eleva 190,25 metros acima da paisagem. O resultado é uma travessia extensa, marcada por uma torre central visível no horizonte de Manaus e nas proximidades de Iranduba.

A medida de 3.595 metros corresponde à extensão da ponte, enquanto os 190,25 metros indicam a altura do mastro central. São escalas diferentes da mesma obra, mas ambas ajudam a explicar por que a construção ocupa uma posição de destaque na infraestrutura brasileira. Por extensão, a Ponte Rio Negro é a maior ponte estaiada do Brasil. Sua pista tem duas faixas em cada sentido, e o passeio para pedestres acrescenta uma área de circulação ao lado do tráfego de veículos.

Obra de R$ 1,099 bilhão foi entregue em 2011

A construção da Ponte Rio Negro envolveu um investimento total de R$ 1,099 bilhão. Desse valor, R$ 586 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Outros R$ 513 milhões vieram do governo do Amazonas. A soma registra a dimensão financeira de uma obra que combinou uma travessia rodoviária de grande extensão, um mastro central de 190,25 metros e espaço para circulação de pedestres.

A cronologia principal da estrutura se concentra na data de entrega ao público. Em 24 de outubro de 2011, a ponte foi inaugurada como ligação entre Manaus e Iranduba pela AM-070. Desde então, a travessia passou a fazer parte da conexão rodoviária entre os dois municípios. O dado mais direto sobre sua função é justamente essa ligação: a ponte substituiu a separação física imposta pelo leito do rio por uma passagem contínua com quatro faixas, duas em cada direção, sobre a água.

Uma marca da conexão amazônica sobre água preta

A Ponte Rio Negro não é apenas uma estrutura extensa vista entre duas margens. Ela reúne uma função concreta de ligação territorial e uma forma construtiva facilmente reconhecível. De um lado está Manaus, capital do Amazonas; do outro, Iranduba, município conectado à cidade pela AM-070. Entre os dois, a ponte atravessa o rio Negro, cuja água escura dá à paisagem uma característica própria e reforça a dimensão visual da travessia.

O conjunto de medidas, valores e funções explica a permanência da ponte como uma das obras mais identificáveis do Amazonas. São 3.595 metros de extensão, quatro faixas, passeio para pedestres, investimento de R$ 1,099 bilhão e um mastro central de 190,25 metros. A inauguração em 2011 transformou a ligação entre Manaus e Iranduba em uma passagem construída sobre o rio, mostrando como uma obra de engenharia pode se tornar também uma referência espacial de uma paisagem amazônica.

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