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Ranking das 50 cidades mais sustentáveis do Brasil em 2024

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Resposta direta: o ranking das cidades mais sustentáveis do Brasil, publicado anualmente pelo programa Cidades Sustentáveis (da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Ethos) e por outras instituições, avalia municípios a partir dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Indicadores vão de saneamento, mobilidade e educação a biodiversidade urbana, igualdade de gênero e mudança climática. Em edições recentes, Curitiba, Florianópolis, Niterói, Maringá e São Caetano do Sul costumam aparecer entre as primeiras posições.

O Ranking Bright Cities ISO 371202024 revelou as cidades brasileiras que mais avançaram em sustentabilidade e qualidade de vida. A pesquisa avaliou 319 municípios com mais de 100 mil habitantes, considerando indicadores como infraestrutura, economia, meio ambiente, segurança e bem-estar da população.

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Pelo segundo ano consecutivo, Barueri (SP) lidera o ranking nacional, seguida por outras cidades do Sudeste e Sul, que dominam as primeiras colocações. No entanto, municípios do Norte e Nordeste também se destacaram por seus esforços na implementação de políticas públicas mais sustentáveis.

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As 50 cidades mais sustentáveis do Brasil

A tabela abaixo apresenta as cidades que tiveram melhor desempenho na edição de 2024 do ranking:

Posição Cidade Estado
Barueri SP
São Caetano do Sul SP
São Paulo SP
Curitiba PR
Santos SP
Florianópolis SC
Maringá PR
Brasília DF
Bragança Paulista SP
10º Londrina PR
11º Goiânia GO
12º Erechim RS
13º Porto Alegre RS
14º Vitória ES
15º Belo Horizonte MG
16º Niterói RJ
17º Joinville SC
18º Recife PE
19º Rio de Janeiro RJ
20º Natal RN
21º Aracaju SE
22º Cuiabá MT
23º Sobral CE
24º Sorocaba SP
25º São José dos Campos SP
26º Campinas SP
27º Canoas RS
28º Palmas TO
29º Fortaleza CE
30º Uberlândia MG
31º Maceió AL
32º Campo Grande MS
33º João Pessoa PB
34º Bauru SP
35º São José do Rio Preto SP
36º Joinville SC
37º Rio Verde GO
38º Blumenau SC
39º Vitória da Conquista BA
40º Ribeirão Preto SP
41º Montes Claros MG
42º Caxias do Sul RS
43º Foz do Iguaçu PR
44º Boa Vista RR
45º Macapá AP
46º Joinville SC
47º Petrópolis RJ
48º Jundiaí SP
49º São Leopoldo RS
50º Araguaína TO

Destaques do ranking

1º lugar: Barueri (SP)

Barueri se mantém no topo graças à sua economia forte, infraestrutura moderna e gestão eficiente dos serviços públicos. A cidade investe continuamente em tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável.

Capitais no ranking

Das capitais brasileiras, Curitiba (4º), Brasília (8º) e Florianópolis (6º) aparecem entre as 10 mais bem avaliadas. Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro também figuram entre as 20 melhores cidades.

Expansão do ranking por regiões

Embora o Sudeste e Sul dominem as primeiras posições, cidades do Norte e Nordeste, como Palmas (28º), Fortaleza (29º) e Aracaju (21º), vêm apresentando crescimento sustentável.

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Critérios para a sustentabilidade urbana

O estudo avalia cidades em cinco pilares principais, com base em 40 indicadores:

  1. Prosperidade: Desenvolvimento econômico, inovação e oportunidades.
  2. Gestão: Transparência pública, equilíbrio fiscal e governança.
  3. Bem-estar: Educação, saúde, segurança alimentar e cultura.
  4. Segurança: Prevenção de acidentes e desastres naturais.
  5. Infraestrutura: Acesso a saneamento, mobilidade e energia limpa.

Desafios para o futuro das cidades brasileiras

Apesar dos avanços, muitas cidades brasileiras ainda enfrentam desafios para alcançar um desenvolvimento sustentável pleno.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Expansão da coleta de resíduos sólidos e reciclagem
  • Universalização do saneamento básico
  • Investimentos em transporte público sustentável
  • Redução das emissões de gases poluentes
  • Fortalecimento da governança e transparência pública

Com base nos resultados do ranking, espera-se que mais cidades adotem práticas inovadoras e políticas públicas eficazes para se tornarem mais sustentáveis e resilientes.

Fonte: Bright Cities

Atualização 2026: cidades e adaptação climática pós-COP30

A agenda de cidades sustentáveis no Brasil ganhou novo fôlego após a COP30 de Belém, em novembro de 2025. A cúpula consolidou o Plano de Ação em Saúde de Belém, primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado à saúde, e reforçou a necessidade de planos locais de resiliência climática, exigidos agora por leis federais e estaduais em diversos municípios.

Edições recentes do Ranking Cidades Sustentáveis e de levantamentos como o GPS Sustentabilidade (Fundação Getulio Vargas) e o Mapa da Desigualdade mantêm como destaques Curitiba (transporte, resíduos, planejamento urbano), Florianópolis (mobilidade, biodiversidade urbana), Niterói (saúde, educação), Maringá (qualidade de vida) e cidades amazônicas como Belém, que subiu rapidamente após os investimentos da COP30 em infraestrutura, mobilidade e saneamento.

Temas emergentes para 2026 incluem: adaptação a eventos extremos (ondas de calor, enchentes, deslizamentos), ampliação de áreas verdes urbanas, redução de emissões do transporte, economia circular, inclusão social de populações vulneráveis e proteção de mananciais. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado na COP30, pode beneficiar indiretamente cidades amazônicas que dependem de floresta em pé no entorno para garantir água, clima e saúde.

A tendência é que 2026 consolide um novo ranking com maior peso para indicadores climáticos (emissões, adaptação, planos locais) e equidade social. Rankings isolados perdem espaço para plataformas de monitoramento contínuo, integradas a dados abertos municipais.

Perguntas frequentes

Qual a cidade mais sustentável do Brasil?

Não existe resposta única — depende da metodologia. Curitiba e Florianópolis costumam liderar rankings gerais; em temas específicos, Niterói e Maringá se destacam. Belém acelerou avanços pós-COP30 em 2025.

O que é o programa Cidades Sustentáveis?

Iniciativa da Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos e parceiros que oferece plataforma com indicadores baseados nos 17 ODS, estimulando prefeituras a adotar agendas integradas de sustentabilidade.

O que a COP30 mudou para as cidades?

Reforçou a obrigatoriedade de planos de adaptação climática em nível municipal, com financiamento internacional disponível via Fundo de Adaptação, TFFF e novos instrumentos de cooperação.

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