Enem - resultados da busca
Se você não gostou dos resultados, por favor, faça outra pesquisa
Começa hoje as Inscrições para o Enem 2024
ENEM 2024
O processo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 inicia-se hoje, 27 de maio, estendendo-se até o dia...
Terminam hoje (7) as inscrições para o ENEM 2024
ENEM 2024
O prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 se encerra nesta sexta-feira (7) às 23h59, horário de Brasília. Devido...
Inscrições para o Enem 2024 Inicia na segunda, 27
Inscrições
Estudantes de todo o país estão se preparando para um importante passo acadêmico: as inscrições para o Enem 2024 serão abertas na segunda-feira, dia...
Prazo de Inscrições para o Enem 2024 é Estendido até 14 de Junho
ENEM 2024
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nas redes sociais a prorrogação do prazo de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio...
Solicitação de Isenção da Taxa do ENEM 2024 Inicia Hoje
A partir de hoje, segunda-feira, 15 de abril, tem início o período para solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do...
Escolas envolvidas em olimpídas de matemática se Superam no Enem
Influência da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas
Instituições de ensino que engajam seus alunos na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep)...
Pagamento da taxa de inscrição do Enem 2024 encerra na quarta-feira 19
Candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 têm o prazo final até quarta-feira, 19 de junho, para efetuar o pagamento da...
O “Enem dos Concursos”: Uma Nova Era para os Concursos Públicos no Brasil
Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 10 de janeiro, a Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, forneceu...
Orientações detalhadas para inscrição no programa de incentivo à docência Pé-de-Meia Licenciaturas
Estudantes aprovados em cursos de licenciatura e interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas, programa do Ministério da Educação (MEC) que incentiva a carreira docente,...
Prouni: Edital do 2º Semestre de 2024 é Publicado
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira, 17 de julho, o Edital nº 22/2024, referente ao processo seletivo do segundo semestre de 2024...
Governo inicia pagamento de R$ 1.000 do programa Pé-de-Meia para estudantes aprovados em 2024
Nesta terça-feira (25/2), o Governo Federal começa a depositar a parcela de R$ 1.000,00 para os alunos participantes do programa Pé−de−Meia que foram aprovados...
MEC Anuncia Fies Social Para Estudantes de Baixa Renda
O Ministério da Educação (MEC) acaba de anunciar uma nova iniciativa, o Fies Social, com o objetivo de financiar integralmente a educação superior para...
CAIXA esteve presente em Belém no lançamento do Programa Pé-de-Meia
Na última quinta-feira (21), a CAIXA marcou presença no lançamento regional do Programa Pé-de-Meia, uma iniciativa do Governo Federal, em Belém (PA). O programa...
Prazo para entrega do IRPF termina nesta sexta-feira (31)
A data limite para a submissão da Declaração Anual de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2024 é hoje, sexta-feira (31/5). Quem não...
Governo Federal proporciona inclusão de meninas e mulheres na ciência
No Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, e ao longo do ano, o Governo Federal tem se comprometido em assegurar os direitos femininos,...
Programa de Bolsa Permanência: Uma Iniciativa para Combater a Evasão Escolar
O governo federal do Brasil lançou recentemente um programa inovador para combater a evasão escolar e incentivar a conclusão do ensino médio entre os...
Início do pagamento do Programa Pé-de-Meia para estudantes
Nesta segunda-feira (25), uma cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dará início aos pagamentos do...

















![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-100x70.webp)



