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Agricultura familiar de Afuá reforça combate à fome com apoio do PAA
Agricultura familiar fortalece segurança alimentar em Afuá com apoio da Emater e do PAA
No coração do arquipélago do Marajó, a agricultura familiar volta a...
Pará integra desenvolvimento econômico, clima e produção rural em nova estratégia
Um novo ciclo de desenvolvimento ganha forma nos municípios paraenses
O Pará inicia 2026 com uma estratégia mais integrada para impulsionar o desenvolvimento econômico em...
Política Nacional de Transição Energética prevê investir R$ 2 trilhões na economia verde
Transição energética
Na segunda-feira, 26 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), aprovada durante uma...
Embrapa lança ferramenta digital para gestão florestal em sistemas integrados de produção
Uma nova versão com alta tecnologia da planilha eletrônica para inventário florestal em sistemas de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) foi desenvolvida e disponibilizada...
Alface pode sumir dos campos abertos com o avanço do calor
A alface, hortaliça presente diariamente na mesa dos brasileiros, pode se tornar uma raridade no país durante o verão nas próximas décadas. Um estudo...
A Revolução dos Portos Inteligentes: IA, 5G e o Fim da Carreira de Prático
Nos últimos anos, a China tem se destacado na implementação de inovações tecnológicas em diversos setores, e um dos mais afetados por essa revolução...
Especialista alerta: agrotóxicos atingem mais quem já vive vulnerável
A presença de agrotóxicos no cotidiano brasileiro não se distribui de forma homogênea. Ela recai, com maior peso, justamente sobre grupos historicamente vulnerabilizados. A...
Brasil acelera restauração florestal com foco na Amazônia e Cerrado às vésperas da COP30
A redução do desmatamento no Brasil em 2023, apontada pela Rede MapBiomas, é um sinal de progresso ambiental. No entanto, o retrocesso na destruição...
Emissões Globais de Energia Crescem Apesar de Recordes em Renováveis
Em 2023, o mundo bateu recordes no consumo de energia, segundo o mais recente Statistical Review do Energy Institute. O consumo total de energia...
Relatório da ONU sobre a seca explora os “dividendos triplos” da construção da resiliência
Alavancas transformadoras. Cultivo flutuante de bancos de lama e terras áridas - Índia
Entre as inovações promissoras no cenário em evolução das NbS, o relatório...
Neste Passa Por Transição do Combustível Fóssil ao SAF
Enquanto muitas startups estão tentando desenvolver o combustível sustentável de aviação (SAF), uma das líderes nessa tecnologia emergente é uma veterana de mais de...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Banco Mundial busca certificar créditos de carbono florestais
O Banco Mundial está empenhado em apoiar os créditos de carbono florestais. A meta é conceder um tipo de certificação que garanta a qualidade...
Mineração do futuro e as novas oportunidades de carreira para estudantes que desejam aplicar...
O horizonte da mineração como laboratório vivo
A ponte que separa as cadeiras universitárias da operação industrial está se tornando cada vez mais curta e...
Cientistas criam filtro de grafeno que transforma água do mar em potável, o que...
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, desenvolveu um novo tipo de filtro feito com óxido de grafeno que promete...
Nova Política Federal de Incentivo à Produção de Coco no Brasil
O Governo Federal anunciou uma nova política pública voltada para fortalecer a cocoicultura no Brasil, com foco em garantir a qualidade da produção e...
Inteligência artificial identifica áreas agrícolas abandonadas no Cerrado
A vanguarda tecnológica na recuperação da savana brasileira
O Cerrado brasileiro, conhecido por sua biodiversidade singular e importância hídrica, acaba de ganhar um aliado digital...
Estudo Inédito Revela Valor da Remoção de Carbono por Hectare de Laranjeiras
O valor do carbono capturado por um hectare de laranjeiras foi recentemente estimado em US$ 7,72 por tonelada de CO2 equivalente (tCO2e), um marco...
Estudo valida qualidade de pau-brasil plantado para músicos profissionais
O renascimento da madeira que moldou a música
A história da música erudita está intrinsecamente ligada à densidade e à resiliência de uma única espécie...
Gaseificação de resíduos surge como solução definitiva para os lixões brasileiros
A metamorfose térmica e o nascimento do syngas
A gestão de resíduos sólidos urbanos atravessa uma mudança de paradigma, deixando de ser um problema de...











![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)












