USP alcança a posição 141 no ranking THE, sobe do grupo 201-250 e se torna a universidade ibero-americana mais bem colocada

USP alcança a posição 141 no ranking THE, sobe do grupo 201-250 e se torna a universidade ibero-americana mais bem colocada
Ilustração: Revista Amazônia

Resultado divulgado em 29 de setembro coloca a universidade brasileira entre as 150 melhores do mundo pela primeira vez, segundo a Times Higher Education.

USP entra pela primeira vez entre as 150 melhores

A Universidade de São Paulo alcançou a posição 141 no THE World University Ranking, divulgado em 29 de setembro pela consultoria britânica Times Higher Education. O resultado coloca a instituição entre as 150 melhores universidades do mundo pela primeira vez desde o início da publicação do ranking, em 2012.

No ano passado, a USP aparecia no grupo que reunia as instituições classificadas entre as posições 201 e 250. A mudança para a 141ª colocação representa a melhor marca da universidade na lista e também mantém a instituição como a universidade ibero-americana mais bem colocada. A edição deste ano avaliou 2.297 instituições de ensino superior distribuídas por 118 países.

Classificação muda o lugar da universidade na lista global

A USP aparece à frente das demais universidades ibero-americanas no ranking divulgado neste ano. Entre as instituições latino-americanas, as melhores posições também são ocupadas por universidades brasileiras. A Universidade Estadual de Campinas ficou no grupo entre 326 e 350, enquanto a Universidade Federal do Rio de Janeiro apareceu na faixa de 601 a 650.

A Universidade Estadual Paulista foi classificada no grupo entre 651 e 700. Ao todo, 58 instituições brasileiras entraram na edição deste ano. A presença do país no ranking reúne universidades com posições individuais e outras apresentadas em faixas, conforme a classificação atribuída pela Times Higher Education.

Ranking combina 18 indicadores em cinco eixos

A avaliação considera 18 indicadores agrupados em cinco eixos. São eles ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, indústria e internacionalização. Esses critérios formam a base usada pela Times Higher Education para comparar as instituições participantes e produzir a classificação mundial.

O ranking não se limita a uma única dimensão da atividade universitária. A metodologia reúne aspectos ligados à formação, à pesquisa, à circulação internacional do conhecimento e à relação com o setor produtivo. Nesse conjunto de critérios, a USP chegou à posição 141, acima da faixa em que havia sido classificada no ano anterior.

USP atribui resultado ao trabalho coletivo e aos dados institucionais

O reitor Aluisio Segurado afirmou que o resultado destaca a liderança da USP entre as universidades ibero-americanas e reconhece o trabalho de estudantes, servidores e docentes. Segundo ele, o desempenho é resultado de uma atuação coletiva voltada à excelência da instituição.

A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico, Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, afirmou que a universidade vem aprimorando a qualidade, a consistência e a completude dos dados institucionais reportados. Entre as medidas citadas está a qualificação das informações sobre recursos captados para pesquisa, com interlocução junto às fundações de apoio conveniadas e registro de recursos provenientes das principais agências de fomento.

Universidade também aparece entre as melhores em outras listas

A posição obtida no THE se soma a resultados alcançados pela USP em outros rankings internacionais divulgados ao longo do ano. No QS World University, elaborado pela consultoria Quacquarelli Symonds, a universidade foi a instituição brasileira mais bem classificada, na 133ª posição.

No Academic Ranking of World Universities, conhecido como ARWU e elaborado pela Shanghai Ranking Consultancy, a USP ficou no grupo entre as posições 101 e 150. Também nessa lista, a universidade foi apontada como a instituição ibero-americana mais bem colocada.

Oxford lidera ranking que reúne instituições de 118 países

A Universidade de Oxford ocupa o primeiro lugar da edição deste ano do THE World University Ranking. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts aparece na segunda posição, enquanto as universidades Princeton e Stanford dividem a terceira colocação.

Das dez primeiras posições, sete pertencem a instituições norte-americanas. Nesse cenário global, a chegada da USP à 141ª colocação amplia a visibilidade da principal universidade ibero-americana da lista, mas o próprio ranking também mostra a distância entre os diferentes sistemas de ensino superior. O resultado de 29 de setembro transforma uma posição antes concentrada no grupo 201-250 em uma marca numérica específica, com a universidade brasileira dentro do grupo das 150 primeiras. Mais do que uma mudança de faixa, o dado registra como a pesquisa, o ensino e a capacidade de documentar a própria atividade passam a ser lidos em uma escala internacional.

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