WWF lança agendas e calendários com ilustrações da biodiversidade

O ano está chegando ao fim e itens como agenda para 2024 já começam a ser vendidas. Mais um ano, em parceria com a Papelaria Fauna, a organização ambiental WWF-Brasil aproveita a ocasião para lançar uma série de itens que retratam a biodiversidade brasileira.

Baru, Capivara, Guará, Ipê-rosa, Onça-pintada, Pau-rosa, Tamanduá-bandeira e Veado-campeiro são alguns dos personagens que ilustram a linha de agendas, calendários e blocos de anotações.

A coleção 2024 “Mora no Brasil” traz peças com imagens de espécies que habitam a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, os Pampas, o Pantanal e o ecossistema marinho.

wwf papelaria
Blocos de anotações

Os produtos estão à venda na loja online da Fauna e parte dos lucros será destinada à principal iniciativa de Educação do WWF-Brasil, a Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas, que acontece anualmente.

Todos os itens são produzidos com materiais que respeitam o meio ambiente e as pessoas em todo seu processo de produção e venda. A Fauna conta com o selo FSC e as empresas escolhidas seguem as orientações da legislação brasileira, com relação aos direitos fundamentais dos trabalhadores, estabelecidos nas convenções da Organização Internacional de Trabalho, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Convenção das Nações Unidas.

Coleção Mora no Brasil

A representatividade ambiental e a importância ecológica foram decisivas na seleção das espécies para a produção da coleção, com o intuito de mostrar a diversidade de vida presente do nosso país.

“Para ilustrar os materiais escolhemos símbolos dos nossos biomas e ecossistemas. Buscamos mostrar animais populares, como a Capivara, e espécies ameaçadas como a Onça-pintada e a Ararinha-azul – ave endêmica da Caatinga e que hoje é considerada quase extinta da natureza por conta da perda de habitat e do tráfico internacional”, afirma a designer Natália Mastrela, responsável pela coleção Mora no Brasil e criadora da Fauna.

Este é o segundo ano da parceria do WWF-Brasil com a Papelaria Fauna. Além de adquirir um item ecológico, a proposta é atender a busca que cada um de nós tem por mais conexão com a natureza, trazendo informações sobre a biodiversidade brasileira e a importância da causa socioambiental. As ilustrações da coleção foram inspiradas na curadoria de referências técnicas que a equipe de biólogos do WWF-Brasil realizou.

“Neste momento de emergência climática, o WWF-Brasil trabalha coletivamente com urgência na defesa da vida. No combate à destruição da natureza, na conservação e restauração de ecossistemas, acreditamos nas alianças por uma sociedade mais justa e saudável. Por meio da coleção Mora no Brasil, cada pessoa poderá fazer parte da nossa jornada diariamente, acompanhada das espécies de fauna e flora que nos inspiram esperança”, diz Gabriela Yamaguchi, Diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

calendário 2024
Calendário de Parede

Confira abaixo cada item que compõe a coleção:

  • Calendário de Parede 2024: tamanho 36x25cm, com 12 páginas, com espaço para anotações e informações sobre as espécies representadas. R$ 67,60.
  • Calendário de Mesa 2024: tamanho 18×13 cm, com 24 páginas, com espaço para anotações e informações sobre as espécies representadas. R$ 53,30.
  • Agenda 2024 – Capa 1 (fundo azul claro): Traz as espécies de animais como a Onça-pintada, Pato-mergulhão, Tamanduá-bandeira e Udu-de-coroa-azul. Tamanho 15x21cm – 160 páginas, 1 divisória por mês, bolso interno para guardar papéis. R$ 132,60.
  • Agenda 2024 – Capa 2 (fundo verde): Traz as espécies de animais: Capivara, Guará, veado-campeiro e Macaco-aranha-da-testa-branca. Tamanho 15x21cm – 160 páginas, 1 divisória por mês, bolso interno para guardar papéis. R$ 132,60.
  • Blocos de anotações: Capivara, Tartaruga-oliva ou Pato-mergulhão – tamanho 10x7cm (sem pauta) R$ 13,80;
  • Blocos de anotações: Onça-pintada ou Tamanduá-bandeira – tamanho 10x14cm (com pauta e sem pauta). R$ 18,60.

Saiba mais sobre as espécies brasileiras ilustradas:

Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) – endêmica da Caatinga, ela é frequentemente confundida com a Arara-azul. Com características e hábitos diferentes, a Ararinha-azul tem a cor azul predominante na plumagem dos adultos, mas há uma presença discreta de tons esverdeados na parte superior de seu corpo.

Ararinhas-azuis
Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) | Foto: ©ACTP/ICMBio

Aroeira (Schinus terebinthifolia) – presente em praticamente todo o Brasil, do qual é nativa, ela é considerada uma planta atrativa para a fauna. Seus frutos são aromáticos e utilizados como condimentos.

Baleia-franca (Eubalaena australis) – conhecidas por sua natureza gentil, elas são símbolo de equilíbrio ecológico nos oceanos do Hemisfério Sul, onde costumam viver. No Brasil, podem ser observadas a poucos metros da costa durante os meses de Inverno e Primavera desde o Rio Grande do Sul até o Sul da Bahia. Mas é no litoral de Santa Catarina onde ocorre maior concentração durante o período migratório de reprodução, já que inúmeras baías e enseadas de águas calmas atraem as fêmeas e seus filhotes.

Barriguda (Ceiba glaziovii) – árvore nativa do Nordeste, esta espécie característica da Caatinga também é chamada de paineira-branca.

Baru (Dipteryx alata) – fruto nativo do Cerrado. É bastante nutritivo e atrai diversas espécies da fauna, sendo cada vez mais apreciado como ‘castanha de baru’ utilizado em receitas regionais.

cerrado
Baru é uma castanha nativa do cerrado. A oleaginosa tem propriedades antioxidantes, é rica em vitamina E, zinco, ferro, potássio, cálcio, fósforo, magnésio e ácidos graxos. Além de ajudar a diminuir o colesterol e a combater doenças cardiovasculares, estudos mostram que o baru também ajuda a diminuir os riscos de Alzheimer, diabetes, obesidade e câncer.

Cafeeiro-da-mato (Psychotria sp) – espécie nativa da Floresta Amazônica.

Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) – considerado o maior roedor do mundo, a Capivara está presente em todo o território nacional. Comum às margens de lagos e rios em áreas urbanas, a espécie vive em grupo e é considerada tranquila. Com membranas nas patinhas, elas são ótimas nadadoras, podendo ficar por até 10 minutos embaixo da água.

Estrela-branca (Nymphoides humboldtiana) – espécie vegetal aquática nativa que floresce e frutifica a maior parte do ano. Está amplamente distribuída no país.

Guará (Eudocimus ruber) – ave característica dos manguezais do litoral da América do Sul e da Região Norte a Sul do litoral brasileiro. Sua plumagem vermelha intensa, característica marcante da espécie, é resultado de uma dieta à base de caranguejo, portanto, rica em betacaroteno. Ave sociável e solidária na proteção dos jovens, os membros adultos ficam próximos e a reprodução é feita em colônias. Por segurança, constroem seus ninhos em árvores bem acima da água, mesmo gostando de áreas úmidas e lamacentas, como pântanos.

Ipê-rosa (Tabebuia impetiginosa) – natural do Brasil. É encontrada praticamente em todo o país, sendo muito visitada por abelhas. A dispersão de frutos e sementes ocorre com ajuda do vento.

Macaco-aranha-da-testa-branca (Ateles marginatus) – considerado um dos maiores primatas das Américas, ele se diferencia dos demais macacos-aranhas pelo corpo todo preto, exceto pelo rosto onde tem pelagem branca na testa e queixo. Endêmico do Brasil, a espécie é encontrada nos Pará e Mato Grosso.

Mangue-vermelho (Rhizophora mangle) – árvore símbolo do manguezal. Suas sementes iniciam a germinação ainda presas à planta materna ou caindo nos solos de sedimento lodoso.

Onça-pintada (Panthera onca) – é o maior felino das Américas e espécie emblemática das florestas brasileiras. A espécie está presente em quase todos os biomas brasileiros, entre eles a Mata Atlântica, tendo o maior núcleo remanescente na região de fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Pato mergulhão (Mergus octosetaceus) – considerado o embaixador das águas brasileiras, a espécie necessita de águas limpas e transparentes para sobreviver. Sua presença significa que o ecossistema segue em equilíbrio. Excelentes nadadores, possuem um bico longo, serrilhado e captura presas vivas ao mergulhar, daí a origem de seu nome. É uma das poucas aves brasileiras adaptadas a rios de regiões de planalto e ocorre em Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

 

 

Pau-formiga (Triplaris americana) – seu nome popular tem relação com as formigas que constroem seus ninhos no tronco oco das árvores.

Pau-rosa (Aniba rosaeodora) – árvore nativa da Amazônia e do Cerrado brasileiro. Seu óleo essencial é usado nas indústrias de cosméticos e perfumaria.

Piraputanga (Brycon hilarii) – peixe encontrado nos rios das bacias do Prata e São Francisco. Sua característica marcante é a sua relação com a mata ciliar, vegetação que cobre as margens de cursos d’água, como rios e lagos. Desempenha um papel importante na dispersão a longas distâncias de espécies vegetais ribeirinhas. Portanto, a pesca ilegal ou outras atividades humanas que prejudiquem a população de piraputangas podem gerar consequências negativas para a mata ciliar da região.

Sucupira (Pterodon emarginatus) – planta medicinal nativa da Caatinga e Cerrado brasileiro.

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) – grande consumidor de formigas e cupins dos campos e cerrados, ele presta um serviço imenso no controle desses insetos em pastagens e plantações. Mamífero de aparência singular por sua pelagem grossa e com uma faixa diagonal, cauda grande e focinho longo, pode ser encontrado da América Central até a América do Sul.

Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivácea) – encontrada em mares tropicais e subtropicais. Seu nome é proveniente da forma e cor de azeitona da sua carapaça. É conhecida pelas arribadas, evento onde milhares de fêmeas se reúnem na mesma praia para desovar.

Udu-de-coroa-azul (Momotus momota) – também conhecido como juruva, a ave tem o canto semelhante ao de uma coruja. Um chamado curto, grave e acelerado, entendido como “udu” que pode ser escutado a qualquer hora do dia e da noite. Ativa durante todo o dia, impressiona a dificuldade de vê-la nas sombras da vegetação, apesar do colorido intenso do corpo e cabeça. É encontrada do Norte da América do Sul ao Norte da Argentina, incluindo grande parte do território brasileiro.

Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus) – semelhante ao cervo-do-pantanal, porém menor, a espécie habita áreas abertas e menos alagadas. Era encontrado em grande parte da América do Sul e no Brasil de Norte a Sul, mas as populações foram reduzidas por causa da caça ilegal e a perda de habitat para pastagens e lavouras.

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