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China e América Latina Ampliam Cooperação em Energia Verde

China e América Latina Ampliam Cooperação em Energia Verde
Foto: brasil247.com

Parceria foca em equipamentos de ponta e desenvolvimento sustentável na região.

A cooperação entre a China e a América Latina tem se intensificado significativamente no campo do desenvolvimento verde e das novas energias, marcando um novo capítulo na modernização industrial da região. Projetos que abrangem desde a fabricação de veículos elétricos até a implementação de infraestrutura de energia renovável demonstram o comprometimento conjunto com a sustentabilidade e a eficiência tecnológica. Essa parceria visa não apenas a redução das emissões de carbono, mas também a promoção de avanços tecnológicos e a criação de empregos locais.

Um exemplo notável dessa colaboração é a atuação da XCMG Brasil em Pouso Alegre, Minas Gerais. Na unidade, caminhões de nova energia são produzidos para operações de mineração da Vale no Brasil, enfrentando condições desafiadoras como altas temperaturas e poeira. Engenheiros chineses e brasileiros colaboraram por meses para adaptar baterias, sistemas de gerenciamento térmico e o desempenho geral dos veículos às exigências locais.

Inovação no Setor de Mineração e Mobilidade

Claudia Jannuzzi, presidente do Instituto de Economia Criativa Brasil-China, destaca o potencial do Brasil na modernização verde da mineração. Segundo Jannuzzi, os caminhões de mineração de nova energia oferecem uma opção para a indústria local reduzir emissões de carbono e aumentar a eficiência. Ela ressalta que essa iniciativa é um exemplo claro de como a cooperação em energia verde entre a China e a América Latina está se expandindo para equipamentos de ponta, aplicações industriais e segmentos mais profundos da cadeia de suprimentos.

Em Camaçari, Bahia, a fábrica de veículos de passeio da BYD é outro marco dessa colaboração. Em julho de 2025, o primeiro veículo de nova energia fabricado inteiramente no Brasil saiu da linha de montagem da BYD. Este projeto, que envolveu a criação de toda uma cadeia industrial, ilustra a transição da cooperação chinesa na América Latina, de um simples comércio de produtos para a fabricação local, transferência de tecnologia e geração de empregos. Com a conclusão total, a fábrica da BYD terá capacidade para produzir 600.000 veículos, segundo o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Entenda o caso

A crescente presença chinesa na América Latina, focada em desenvolvimento verde e novas energias, representa uma estratégia de duas vias: a China busca mercados para sua tecnologia avançada em sustentabilidade, enquanto os países latino-americanos buscam modernização energética, redução de custos e de emissões de carbono. Essa cooperação abrange investimentos em infraestrutura, transferência de tecnologia e formação de cadeias produtivas locais, impulsionando a industrialização verde, especialmente em nações ricas em recursos naturais.

Projetos de Energia Limpa e Infraestrutura Regional

A abrangência da cooperação pode ser observada em diversos países. Em setembro de 2025, a cidade de Copiapó, no Chile, recebeu 121 ônibus de nova energia da Xiamen King Long, tornando-se a primeira cidade da América Latina a operar um sistema de ônibus 100% elétrico. Este é um passo significativo para a mobilidade urbana sustentável na região.

Na província argentina de Jujuy, a usina fotovoltaica de Cauchari, construída com a participação de empresas chinesas, opera de forma estável, contribuindo para a matriz energética local e gerando empregos. Este projeto é um exemplo de como a cooperação pode impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura limpa e o progresso social nas comunidades vizinhas.

O Equador também se beneficia dessa parceria. A Usina Hidrelétrica Coca Codo Sinclair, o maior projeto hidrelétrico do país, teve sua entrega definitiva concluída em 17 de abril, com uma empresa chinesa assumindo a responsabilidade pela operação técnica e manutenção. Segundo Antonio Jácome, gerente-geral da empresa equatoriana de energia elétrica, essa medida garante a estabilidade do sistema energético do Equador.

Impacto na Amazônia e o Avanço Contínuo

Embora os exemplos citados não sejam diretamente na Amazônia, a ênfase em energias renováveis e veículos elétricos tem um impacto indireto positivo na região. A redução da dependência de combustíveis fósseis e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas contribuem para um cenário global e regional de menor pressão sobre os ecossistemas, incluindo a floresta amazônica. A expertise chinesa em infraestrutura para energias renováveis, como a hidrelétrica e a solar, pode oferecer modelos e tecnologias adaptáveis a projetos futuros na Amazônia, buscando um equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. A perspectiva de uma economia mais verde e circular é crucial para o futuro da região amazônica. A intensificação da cooperação em P&D e na produção de equipamentos verdes promete novos avanços e a consolidação de uma economia regional mais resiliente e sustentável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais setores de cooperação entre China e América Latina?
Os principais setores incluem veículos elétricos, equipamentos de mineração de nova energia, energia fotovoltaica e projetos hidrelétricos, focados no desenvolvimento verde e tecnológico.

Como essa cooperação beneficia a América Latina?
A cooperação beneficia a América Latina com a modernização industrial, a redução das emissões de carbono, a transferência de tecnologia e a criação de empregos locais.

Quais países latino-americanos estão mais envolvidos?
Brasil, Chile, Argentina e Equador são alguns dos países com projetos significativos de cooperação em energia verde e sustentabilidade com a China.

Com informações de Diário do Povo.

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