
Equipe BioTech, de Sucupira do Norte, venceu a etapa estadual do Desafio Liga Jovem e agora levará o bioinseticida orgânico à disputa nacional.
Uma praga que preocupa quem planta milho foi o ponto de partida de cinco estudantes do ensino médio de Sucupira do Norte, no Sertão Maranhense. Eles criaram um bioinseticida orgânico feito de nim indiano e mamona para combater a lagarta-do-cartucho e, com a proposta, conquistaram o 1º lugar estadual na 4ª edição do Desafio Liga Jovem, o que garantiu a equipe BioTech na etapa nacional, em Brasília (DF).
Uma solução com plantas da própria região
A lagarta-do-cartucho é uma das principais pragas que atingem as lavouras de milho. A resposta dos alunos do Centro de Ensino Dr. Adonias Lucas de Lacerda foi buscar uma alternativa baseada em plantas encontradas no próprio território, com menor custo e foco em sustentabilidade, para ser oferecida aos produtores no manejo da praga.
O projeto nasceu como pesquisa científica e foi transformado em proposta empreendedora, caminho que o Desafio Liga Jovem estimula. A orientação ficou com a professora Miriane Pereira.
Integram a equipe Davi Lucas Aquino Barbosa, Késia Hadassa Vieira Aquino, Maria Eduarda Mota de Lima, Isaac da Costa Lima Pereira e Naiuton Tomaz de Aquino Júnior.
Da etapa estadual ao palco nacional
Durante a Feira do Empreendedor, os jovens apresentaram a iniciativa que lhes rendeu o primeiro lugar no estado. É a primeira vez que a equipe chega à fase nacional.

“É uma alegria enorme poder compartilhar que, pela primeira vez, conseguimos nos classificar para a etapa nacional. Foi trabalho, dedicação e união que nos fizeram chegar até aqui, e ver todo o esforço sendo reconhecido, é uma sensação indescritível. Estamos com as expectativas muito altas para a etapa nacional e esperamos representar muito bem a nossa região”, celebra Davi Lucas Aquino, líder da equipe Biotech.
A professora Miriane Pereira destaca o alcance do resultado. “Transformar pesquisa científica de um inseticida orgânico em uma solução empreendedora premiada mostra a força e o potencial dos estudantes do Maranhão. Eles não apenas desenvolveram uma solução sustentável de alto impacto, mas provaram que a determinação transforma projetos em conquistas históricas. É um orgulho ver a dedicação do grupo ser coroado com o 1º lugar estadual e a vaga nacional em Brasília”, afirma.
Uma trajetória que começou no ano anterior
A conquista é continuidade de um percurso. Em 2025, a BioTech já havia chegado à etapa estadual do Desafio Liga Jovem com o projeto “Gás do Campo”. Segundo o Sebrae, a experiência ajudou a consolidar uma cultura de inovação entre os estudantes e a fortalecer o desenvolvimento de novas soluções.
Ao longo da competição, os alunos receberam conteúdos, orientações e mentorias para aprimorar as propostas e apresentá-las a bancas avaliadoras.
“Durante todo esse processo, tive a oportunidade de aprender muito, principalmente sobre trabalho em equipe, responsabilidade e dedicação. Foram muitos desafios, momentos de aprendizado e também momentos muito bons que contribuíram para o nosso crescimento como equipe”, afirma Maria Eduarda Mota de Lima, integrante da equipe.

Como funciona o Desafio Liga Jovem
Segundo o Sebrae, o Desafio Liga Jovem é promovido em parceria com o Instituto Ideias de Futuro e estimula estudantes de todo o Brasil a desenvolver soluções inovadoras para problemas reais de suas escolas e comunidades. As equipes são orientadas por professores e contam com conteúdos, mentorias e apoio especializado.
A jornada começa com o desenvolvimento da ideia e a apresentação do projeto em vídeo. As equipes selecionadas avançam à etapa estadual, em que apresentam as propostas a uma banca avaliadora. Os vencedores seguem para a etapa nacional, em Brasília, com apresentações presenciais e atividades de imersão em ambientes de tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Para Iva Melo, gerente da unidade regional do Sebrae no Sertão Maranhense, o resultado reforça o valor da educação empreendedora. “O Desafio Liga Jovem é uma oportunidade para os estudantes perceberem que podem transformar ideias em soluções capazes de gerar impacto em suas comunidades. A conquista da BioTech demonstra a força da educação empreendedora e o potencial dos jovens maranhenses para inovar e contribuir com o desenvolvimento de seus territórios. E nós estamos muito felizes em acompanhar e acreditar nesses jovens, viva a educação empreendedora”, finaliza.
O que o caso diz sobre a Amazônia Legal
O Maranhão integra a Amazônia Legal, e o caso mostra que a busca por alternativas de manejo de pragas com insumos regionais também nasce nas escolas da região. A lagarta-do-cartucho ataca o milho, cultura presente na agricultura de muitos municípios maranhenses, e a proposta da BioTech aposta em plantas locais e em menor custo.
Agora, a equipe se prepara para apresentar o bioinseticida em Brasília, na etapa nacional do Desafio Liga Jovem, onde disputará o título com projetos de estudantes de outros estados.
Veja mais notícias do Sebrae no Maranhão
Com informações de Sebrae.
Gostou desta reportagem?
Marque Revista Amazônia como fonte preferencial e veja mais conteúdo nosso no Google.















Você precisa fazer login para comentar.