
O Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, recebe no dia 9 de julho, às 19h, a exposição Povos Amazônicos não morrem, viram semente, do artista visual rondonense Rafael Prado. A mostra permanece em cartaz até 9 de outubro de 2026, com entrada gratuita e recursos de acessibilidade.
Selecionada no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia – 2026/2027, a exposição apresenta pinturas que transformam defensores da floresta em elementos da natureza amazônica. Lideranças indígenas, ativistas socioambientais, seringueiros e camponeses que dedicaram suas vidas à proteção da Amazônia ganham novas formas nas telas: viram árvores, raízes, rios e sementes.
Memória e resistência na arte amazônica
Os trabalhos reunidos na mostra foram desenvolvidos por Rafael Prado desde 2022, resultado de pesquisas e vivências do artista na região amazônica. A proposta articula memória, resistência e permanência através de uma poética visual que conecta humanidade, território e floresta.
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Tesouros em risco: desmatamento ameaça geoglifos inéditos revelados pelo projeto LIDARCom curadoria de Shannon Botelho, a exposição propõe uma reflexão sobre as relações entre os povos da Amazônia e seu território. A transformação dos defensores da floresta em elementos naturais simboliza a ideia de continuidade: mesmo quando suas vidas se encerram, seu legado permanece vivo, como sementes que germinam novas lutas e resistências.
A produção executiva da mostra é assinada por Natalia Azevedo, da Abstrata Produções, que coordena os aspectos técnicos e logísticos da ocupação do espaço cultural.
Abertura com acessibilidade e presença dos realizadores
A cerimônia de abertura, marcada para as 19h do dia 9 de julho, contará com a presença do artista Rafael Prado e do curador Shannon Botelho. O evento terá recursos de acessibilidade, incluindo mediação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição, garantindo que o público surdo e com deficiência visual possa acompanhar a inauguração.
A preocupação com a acessibilidade se estende ao período de visitação. O Centro Cultural disponibiliza estrutura adequada para receber diferentes públicos, reforçando o compromisso com a democratização do acesso à arte e à cultura na região.
Visitas mediadas gratuitas para grupos e instituições
Durante os três meses de exposição, escolas, universidades, grupos culturais e demais instituições interessadas podem agendar visitas mediadas gratuitamente. Os agendamentos devem ser feitos pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, com cópia para centrocultural@basa.com.br.
As visitas mediadas oferecem uma experiência mais aprofundada da exposição, com explicações sobre o processo criativo do artista, os contextos históricos das figuras retratadas e as técnicas pictóricas utilizadas. A iniciativa busca ampliar o alcance educativo da mostra, especialmente junto ao público estudantil.
Arte como registro de memórias amazônicas
A obra de Rafael Prado se insere em uma tradição artística que utiliza a linguagem visual para preservar memórias e dar visibilidade às lutas socioambientais da Amazônia. Ao transformar defensores da floresta em elementos naturais, o artista cria uma narrativa simbólica sobre permanência e continuidade.
A escolha de representar essas personalidades como árvores, raízes e sementes dialoga com cosmologias indígenas e com a própria dinâmica da floresta amazônica, onde morte e vida se entrelaçam em ciclos contínuos de renovação. As pinturas funcionam como registros visuais de histórias que precisam ser contadas e recontadas às novas gerações.
Centro Cultural Banco da Amazônia como espaço de ocupação artística
O I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia – 2026/2027 representa uma importante política de fomento à produção artística regional. Ao selecionar projetos através de edital público, a instituição financeira reforça seu papel no apoio à cultura amazônica e na democratização dos espaços expositivos.
O Centro Cultural funciona como equipamento estratégico para a circulação de obras de artistas paraenses e de outros estados da região Norte, oferecendo infraestrutura adequada e localização privilegiada no centro de Belém. A programação do espaço contempla diferentes linguagens artísticas ao longo do ano.
Serviço
Exposição: Povos Amazônicos não morrem, viram semente
Artista: Rafael Prado
Curadoria: Shannon Botelho
Abertura: 9 de julho de 2026, às 19h
Período: 9 de julho a 9 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia, Belém/PA
Entrada: Gratuita
Agendamento de visitas mediadas: contato@abstrataproducoes.com.br (com cópia para centrocultural@basa.com.br)
Acessibilidade: Mediação em Libras e audiodescrição
Perguntas frequentes
A exposição cobra entrada?
Não. A visitação à exposição Povos Amazônicos não morrem, viram semente é totalmente gratuita durante todo o período de exibição, de 9 de julho a 9 de outubro de 2026.
Como agendar visita mediada para grupos escolares?
Escolas e outras instituições podem agendar visitas mediadas gratuitamente enviando e-mail para contato@abstrataproducoes.com.br, copiando a mensagem para centrocultural@basa.com.br.
O espaço oferece recursos de acessibilidade?
Sim. O Centro Cultural Banco da Amazônia disponibiliza mediação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição, tanto na abertura quanto durante o período de visitação.
Qual o horário de funcionamento da exposição?
Os horários de visitação seguem o funcionamento regular do Centro Cultural Banco da Amazônia. Recomenda-se consultar previamente os horários através dos canais oficiais da instituição.
Com informações da assessoria de imprensa.
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