
Empresa familiar de Mazagão Novo apresenta bebidas amazônicas feitas com caju, cupuaçu, açaí e taperebá em Macapá.
O que fazer quando o caju cai do pé em grande quantidade e acaba apodrecendo no chão? Em Mazagão Novo, no município de Mazagão, no Amapá, a resposta encontrada por uma família foi transformar o fruto em vinho. A experiência, comandada por Grimaldo Melo, de 25 anos, é apresentada até 16 de agosto na Expofeira do Amapá 2026, em Macapá, com bebidas feitas de caju, cupuaçu, açaí e taperebá.
Com cerca de dois anos e meio de atuação no mercado amapaense, a empresa levou seus produtos para um estande no Parque de Exposições da Fazendinha. O objetivo é mostrar como ingredientes comuns na paisagem e na alimentação amazônica podem ganhar valor quando passam por processos de transformação, embalagem e comercialização.
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Renda mineral em Carajás expõe dilemas da Vale privatizadaA proposta combina tradição familiar, técnicas de fermentação e aproveitamento da biodiversidade regional. Em vez de tratar os frutos apenas como matéria-prima para consumo imediato, a iniciativa cria bebidas com identidade própria e amplia as possibilidades de renda para produtores e comunidades que vivem nos territórios onde esses alimentos são encontrados.
Do desperdício ao vinho de caju
O vinho de caju surgiu a partir de uma cena recorrente na propriedade da família, em Mazagão Novo. Segundo Grimaldo, era comum encontrar muitos cajus espalhados no chão, mesmo com a abundância do fruto na região. A situação despertou a ideia de usar conhecimentos já existentes sobre fermentação para testar uma nova bebida.
“Por que eu não faço uma bebida dessa fruta?”, foi a pergunta que, de acordo com o empreendedor, deu início ao experimento. O primeiro teste apresentou resultado positivo e a receita, segundo ele, continua a mesma desde a criação do produto.
A empresa apresenta a bebida como o primeiro vinho de caju produzido na Amazônia. Como essa afirmação é uma apresentação comercial da própria empresa, não há, no material consultado, uma certificação independente que comprove o pioneirismo em toda a região. O dado deve ser entendido como posicionamento do negócio até que exista uma comprovação específica.
Caju, cupuaçu, açaí e taperebá
Além do caju, o portfólio inclui vinhos de cupuaçu, açaí tinto e taperebá. A escolha dos frutos aproxima os produtos da cultura alimentar amazônica e ajuda a apresentar ao público uma forma diferente de consumir ingredientes já conhecidos em sucos, doces, polpas e sobremesas.

O taperebá, também chamado de cajá em diferentes partes do Brasil, chamou atenção durante a Expofeira. Segundo Grimaldo, a procura foi tão grande que toda a produção disponível da bebida acabou comercializada durante o evento.
O interesse pelos produtos também revela a curiosidade do público por bebidas que tenham ligação com o território. Para além do sabor, os rótulos carregam uma história de origem, experimentação e tentativa de reduzir perdas na produção rural. É uma lógica que aparece em diferentes iniciativas de bioeconomia na Amazônia, especialmente quando o conhecimento local é usado para criar novos produtos.
Entenda o caso
A empresa pertence a uma família instalada em Mazagão Novo e mantém relação com uma tradição herdada de antepassados descendentes de italianos. Ao longo das gerações, conhecimentos associados à produção de vinhos foram adaptados às frutas e às condições da Amazônia.
O negócio também busca trabalhar com ribeirinhos e cooperativas, de acordo com as informações apresentadas pela empresa. A intenção é gerar renda nos locais de origem dos frutos e estimular o aproveitamento de matérias-primas que antes poderiam ser descartadas ou vendidas com baixo valor.
Segundo a empresa, em agosto de 2026, a produção apresentada na Expofeira do Amapá transforma frutos regionais, como caju, cupuaçu, açaí e taperebá, em bebidas de maior valor agregado em Mazagão Novo, no Amapá.
Bioeconomia com sotaque amapaense
A experiência de Mazagão Novo se conecta a um desafio importante para a Amazônia: fazer com que a riqueza biológica da região também se converta em oportunidades econômicas para quem vive nela. Isso exige mais do que retirar frutos da floresta ou dos quintais. É necessário investir em beneficiamento, controle de qualidade, regularização, logística e acesso a mercados.
No Amapá, essa discussão ganha força em eventos como a Expofeira, que reúne produtores, empreendedores, empresas e instituições ligadas à economia regional. A feira funciona como uma vitrine para iniciativas que procuram aproximar o consumidor de produtos feitos no próprio estado.

Para a agricultura familiar e para pequenos negócios, transformar o fruto pode ser uma maneira de ampliar a validade do produto e reduzir a dependência da venda in natura. No caso do caju, por exemplo, o processamento pode ajudar a aproveitar uma parte da produção que não chegaria ao mercado em boas condições.
Esse processo, porém, não elimina os desafios. A expansão da produção depende da regularização necessária para a comercialização de bebidas, da padronização das receitas e da capacidade de manter o fornecimento dos frutos. O material da pauta não informa quais registros, licenças ou certificações estão associados a cada produto, dado que precisa ser confirmado diretamente com a empresa.
Onde conhecer os produtos
A empresa está com estande na Expofeira do Amapá 2026, realizada no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. O evento segue até 16 de agosto, mas a disponibilidade de cada bebida pode variar conforme o estoque, especialmente após a alta procura pelo produto de taperebá.
Informações sobre a empresa e os produtos também são divulgadas no perfil @pizzolatoamz. Antes de visitar o estande, o público pode consultar os canais oficiais do negócio para verificar horários, disponibilidade e formas de compra.
Após a Expofeira, os próximos passos da iniciativa devem envolver a continuidade da comercialização, a ampliação das parcerias com produtores e a consolidação das bebidas amazônicas no mercado regional.
Perguntas frequentes
Quais frutos são usados nas bebidas?
A empresa produz bebidas com caju, cupuaçu, açaí e taperebá. Entre os produtos estão o vinho de caju, os vinhos de cupuaçu, o açaí tinto e a bebida de taperebá.
Onde os vinhos são produzidos?
A propriedade da família e a empresa responsável pela produção estão instaladas em Mazagão Novo, no município de Mazagão, no Amapá.
Até quando a empresa participa da Expofeira?
A Expofeira do Amapá 2026 ocorre até 16 de agosto, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. A disponibilidade dos produtos pode mudar conforme o estoque.
Com informações de SelesNafes.com.
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