
Resposta direta: a hortelã (Mentha spp.) é uma das ervas mais fáceis de cultivar em casa, mas morre rapidamente quando se cometem três erros: excesso de água, pouca luz e substrato pobre. Para plantar, prefira vaso com boa drenagem, substrato rico em matéria orgânica, sol da manhã e irrigação leve, mantendo o solo úmido sem encharcar. Mudas são feitas por estaquia (galhos de cerca de 10 cm com nós) mergulhados em água por 5-7 dias até emitir raízes, depois transplantados para vaso. Hortelã se multiplica com facilidade e rende por anos.
A hortelã é uma das ervas mais versáteis e fáceis de cultivar, seja em jardins, hortas ou até mesmo em vasos dentro de casa. Com seu aroma refrescante e propriedades medicinais, ela se tornou essencial na culinária e na fitoterapia. No entanto, para que a planta cresça vigorosa e saudável, é preciso atenção a alguns cuidados específicos.
Se você deseja ter hortelã sempre fresca ao seu alcance, confira dicas essenciais para o cultivo, os erros que podem prejudicar a planta e a maneira mais fácil de fazer mudas.
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O peixe boi que vive entre árvores centenárias no coração histórico da cidade de BelémDicas essenciais para o cultivo saudável
- Escolha do local adequado
A hortelã cresce melhor em locais com boa iluminação, mas sem exposição direta ao sol forte por muitas horas. O ideal é cultivá-la em um ambiente que receba luz indireta ou sol da manhã. - Solo fértil e bem drenado
Essa planta prefere um solo rico em matéria orgânica, levemente úmido e com boa drenagem. Para isso, use uma mistura de terra adubada, húmus de minhoca e areia para evitar o acúmulo excessivo de água. - Regas frequentes, mas sem encharcar
A hortelã gosta de umidade, mas não suporta solo encharcado. Regue de duas a três vezes por semana, ajustando a frequência conforme a temperatura do ambiente. - Poda regular para estimular o crescimento
A poda frequente evita que a planta fique desordenada e estimula o crescimento de novas folhas. Sempre corte os ramos mais velhos para renovar a folhagem. - Evite concorrência com outras plantas
A hortelã tem um crescimento agressivo e pode sufocar outras plantas ao redor. O ideal é cultivá-la sozinha em um vaso ou espaço separado no jardim.
O que não fazer para prejudicar a planta
- Exposição ao sol forte durante todo o dia
Embora goste de luz, a hortelã não tolera sol intenso por longos períodos. Isso pode causar ressecamento das folhas e dificultar seu desenvolvimento. - Regar em excesso ou esquecer de regar
Regar demais pode causar apodrecimento das raízes, enquanto pouca água pode deixar as folhas murchas. O equilíbrio é essencial para manter a planta saudável. - Usar vasos sem furos de drenagem
Se cultivada em vasos sem saída para o excesso de água, a hortelã pode desenvolver fungos e ter suas raízes comprometidas. Sempre opte por vasos com furos no fundo. - Não podar regularmente
Se a hortelã crescer sem podas frequentes, ela pode ficar muito grande e perder vigor. A poda estimula novos brotos e mantém a planta forte. - Misturar hortelã com outras plantas na mesma horta
O crescimento expansivo da hortelã pode prejudicar o desenvolvimento de outras ervas. Se quiser plantar mais de uma espécie, use barreiras físicas para separar as raízes.

Como fazer mudas da forma mais fácil
A multiplicação da hortelã é simples e pode ser feita a partir de galhos saudáveis. Veja o passo a passo mais fácil:
- Escolha um ramo saudável
Selecione um galho com cerca de 10 a 15 cm de comprimento, com folhas verdes e sem sinais de pragas ou doenças. - Corte abaixo de um nó
Com uma tesoura afiada, faça um corte na base do galho, preferencialmente logo abaixo de um nó (o local onde nascem as folhas). - Coloque na água
Coloque o ramo em um copo com água limpa e deixe em um local iluminado, mas sem sol direto. Troque a água a cada dois dias. - Espere as raízes crescerem
Em cerca de uma semana, as raízes começarão a aparecer. Aguarde até que atinjam pelo menos 3 cm de comprimento antes de transferir para o solo. - Plante em um vaso ou horta
Quando as raízes estiverem bem desenvolvidas, plante a muda em um vaso com terra adubada e regue levemente. Dentro de algumas semanas, sua nova hortelã estará crescendo forte.
Com os cuidados certos, a hortelã pode se tornar uma planta de crescimento rápido e abundante. Evitar erros comuns, como excesso de água e sol intenso, é essencial para garantir folhas sempre frescas. Além disso, fazer mudas é um processo simples e eficaz, permitindo que você tenha sempre novas plantas para consumo.
Com essas dicas, cultivar esta erva aromática em casa ficará muito mais fácil, garantindo um toque de frescor em suas receitas e chás.
Atualização 2026: horta urbana e bioeconomia doméstica
Plantar hortelã em casa virou símbolo do movimento de horta urbana, que se fortaleceu em 2025 e 2026 em meio ao aumento do custo de vida e à busca por alimentação mais saudável. Cidades como São Paulo, Belém, Manaus e Porto Alegre ampliaram programas municipais de hortas comunitárias em escolas, praças e periferias, muitas vezes com a hortelã como planta “porta de entrada” por sua rusticidade e rápida resposta.
Na COP30 de Belém, em novembro de 2025, o debate sobre segurança alimentar e adaptação climática urbana colocou as pequenas hortas domésticas na agenda de bioeconomia cotidiana: plantar em casa reduz descarte de plástico, aproxima do ciclo orgânico, favorece polinizadores e contribui para a saúde mental, especialmente de idosos e crianças.
No cultivo, a recomendação de 2026 é privilegiar substratos orgânicos com compostagem doméstica, reduzir o uso de adubos químicos e evitar inseticidas — mesmo naturais — para proteger joaninhas, abelhas e borboletas. A multiplicação por estaquia segue sendo a técnica mais simples e econômica, e permite trocar mudas entre vizinhos, algo que ganha força em plataformas como o “Troca-Mudas”.
A hortelã é também uma planta de uso culinário e medicinal: chás ajudam na digestão e no alívio de sintomas gripais, enquanto a Anvisa reconhece alegações funcionais para infusões de Mentha x piperita. Cuidado: gestantes, lactantes e crianças pequenas devem consultar profissional de saúde antes do uso frequente.
Perguntas frequentes
Por que minha hortelã está morrendo?
Os três motivos mais comuns são excesso de rega, pouca luz e substrato pobre. Deixe o solo secar levemente entre regas, garanta pelo menos 4h de luz por dia e use substrato com boa drenagem e matéria orgânica.
Como fazer mudas de hortelã?
Por estaquia: corte galhos de cerca de 10 cm com 2-3 nós, remova folhas inferiores, mergulhe em copo com água e aguarde 5-7 dias até emitir raízes. Depois, transplante para vaso com substrato leve.
Pode tomar chá de hortelã todo dia?
Para adultos saudáveis, o consumo moderado é seguro. Evite doses altas e prolongadas; gestantes, lactantes, pessoas com refluxo gastroesofágico e crianças pequenas devem consultar profissional antes do uso diário.
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![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-324x160.webp)

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