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Quase 2,7 milhões de acres da Amazônia brasileira queimam até junho, enquanto super El Niño ameaça piorar a seca

Quase 2,7 milhões de acres da Amazônia brasileira queimam até junho, enquanto super El Niño ameaça piorar a seca
Ilustração: IA

Fundação alerta que a combinação entre estiagem severa e altas temperaturas pode ampliar o risco de incêndios na região em 2026.

Quase 2,7 milhões de acres da Amazônia brasileira queimaram entre janeiro e junho de 2026, segundo a Rainforest Foundation US. O cenário preocupa porque as previsões atuais indicam a possibilidade de um super El Niño neste ano, fenômeno que pode favorecer uma seca intensa e ampliar o risco de incêndios florestais na região.

O número equivale a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, em uma conversão aproximada. A dimensão da área atingida recoloca no centro do debate a relação entre estiagem, calor, desmatamento e propagação do fogo na maior floresta tropical do planeta.

Amazônia já registra área queimada expressiva

O levantamento apresentado pela Rainforest Foundation US considera o período de janeiro a junho de 2026. A entidade afirma que quase 2,7 milhões de acres da Amazônia brasileira foram queimados nos primeiros seis meses do ano.

O dado reúne áreas afetadas pelo fogo dentro da porção brasileira da floresta, mas não há detalhamento da distribuição por estado, município, tipo de vegetação ou origem de cada ocorrência. Esses recortes são importantes para separar incêndios em áreas de floresta, pastagens, propriedades rurais e regiões já alteradas.

Segundo a Rainforest Foundation US, quase 2,7 milhões de acres da Amazônia brasileira queimaram entre janeiro e junho de 2026, em um cenário de alerta para o avanço da seca e dos incêndios florestais.

Previsão de super El Niño aumenta a preocupação

O alerta mais recente está relacionado às previsões climáticas para 2026. Modelos e projeções citados pela fundação indicam que um super El Niño pode afetar a região neste ano. A possibilidade ainda é uma previsão, não uma confirmação de que o fenômeno ocorrerá com essa intensidade.

O El Niño está associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva em diferentes partes do mundo. Na Amazônia, determinados episódios podem reduzir a precipitação, prolongar períodos secos e deixar a vegetação mais vulnerável à propagação das chamas.

A expressão “super El Niño” descreve um evento de intensidade excepcional. No entanto, a confirmação depende do acompanhamento dos indicadores oceânicos e atmosféricos por centros meteorológicos e órgãos de monitoramento. A previsão pode mudar ao longo dos meses.

Entenda o caso

A área queimada foi contabilizada entre janeiro e junho de 2026. Ao mesmo tempo, previsões climáticas apontam para a possibilidade de um super El Niño.

A preocupação decorre da combinação entre uma floresta mais seca e a presença de fontes de ignição, que podem ser acidentais ou relacionadas a atividades humanas. O material da fundação não atribui uma causa específica a todos os incêndios registrados.

O cenário projetado é comparado ao de 2024, quando uma seca recorde contribuiu para a ocorrência de incêndios em grande escala na Amazônia.

O que aconteceu em 2024

A referência a 2024 funciona como um alerta sobre o possível efeito combinado entre clima extremo e fogo. Naquele ano, a estiagem reduziu a umidade disponível em diferentes áreas da região e criou condições favoráveis para que as chamas se espalhassem com maior facilidade.

A comparação, porém, não significa que 2026 repetirá automaticamente o mesmo quadro. O comportamento das chuvas, a duração da estação seca, a velocidade dos ventos e a quantidade de material combustível no solo podem alterar a evolução dos incêndios.

Também é necessário distinguir fogo detectado de área efetivamente destruída. Satélites conseguem identificar cicatrizes e focos de calor, mas a interpretação dos dados exige cruzamento com mapas de cobertura vegetal, registros de uso da terra e informações de campo.

Impacto para os estados amazônicos

O alerta tem importância direta para os nove estados da Amazônia Legal, incluindo Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Cada território possui padrões próprios de chuva, ocupação do solo, infraestrutura de combate e pressão sobre a floresta.

Em áreas indígenas, unidades de conservação e comunidades rurais, os incêndios podem dificultar deslocamentos, contaminar o ar e comprometer atividades de subsistência. A fumaça também pode alcançar cidades distantes dos focos, dependendo da direção dos ventos e da persistência do tempo seco.

O material da Rainforest Foundation US enfatiza a proteção das florestas em parceria com povos indígenas. Essa abordagem considera que comunidades tradicionais possuem conhecimento territorial e podem exercer papel decisivo na prevenção, na vigilância e na resposta rápida ao fogo.

Seca não explica sozinha todos os incêndios

A estiagem torna a vegetação mais inflamável, mas não produz fogo por conta própria. Para que uma queimada comece, é necessária uma fonte de ignição. Ela pode estar associada a atividades agrícolas, limpeza de terrenos, queimadas ilegais, acidentes ou outras ações humanas.

Por isso, a análise dos incêndios precisa combinar informações meteorológicas, imagens de satélite, fiscalização ambiental e investigação das causas. Sem esse cruzamento, há risco de atribuir todos os eventos exclusivamente ao clima ou, no sentido oposto, ignorar o papel da seca na expansão das chamas.

Outro ponto de atenção é que a previsão de um super El Niño não determina sozinha o futuro da floresta. A intensidade e a localização dos impactos dependem da interação com outros fatores climáticos e com o estado de conservação de cada área.

Monitoramento será decisivo nos próximos meses

O avanço dos incêndios em 2026 deverá ser acompanhado por sistemas de detecção por satélite, alertas meteorológicos e informações dos órgãos ambientais. A atualização desses dados será essencial para identificar áreas prioritárias, orientar equipes de campo e proteger populações expostas à fumaça.

Esses dados devem ser confirmados em bases oficiais de monitoramento antes da publicação de números por estado ou município.

As próximas atualizações climáticas e os dados oficiais sobre focos de calor devem indicar se o cenário de 2026 se aproxima das condições observadas em 2024 ou se haverá mudanças no regime de chuvas; acompanhar as projeções e os balanços oficiais ao longo do ano.

Quanto da Amazônia brasileira queimou em 2026?

A Rainforest Foundation US informa que quase 2,7 milhões de acres queimaram entre janeiro e junho de 2026, o equivalente aproximado a 1,1 milhão de hectares.

O que é um super El Niño?

É uma classificação usada para indicar um episódio excepcionalmente intenso do El Niño. A ocorrência e a intensidade previstas para 2026 ainda precisam ser confirmadas pelo monitoramento climático.

O super El Niño vai causar os incêndios?

Não necessariamente. A seca pode aumentar a vulnerabilidade da vegetação, mas o início do fogo depende de fontes de ignição e de fatores ligados ao uso da terra.

Com informações de Rainforest Foundation US.

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