
Os resultados do estudo realizado no âmbito do Grupo de Pesquisas em Educação Física Escolar da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) foram divulgados no livro Escrevivências da educação física cultural.
De autoria de Marcos Neira, professor da FE-USP, a obra é fruto de pesquisa financiada pela FAPESP. “A pesquisa objetivou compreender como os professores que atuam em redes de ensino que adotam como currículo oficial uma proposta contra-hegemônica de ensino da educação física – o chamado currículo cultural ou educação física cultural – traduzem-na para a prática”, afirmou Neira à Agência FAPESP.
O livro traz uma coletânea de relatos de experiência de professores e professoras que atuam na Educação Básica. “O(a)s professore(a)s que ousaram relatar e dar publicidade às suas experiências conseguiram estilhaçar o paradigma dominante que até então lhes impunha o silêncio. Há quem pense que apenas o(a)s intelectuais da universidade estão autorizado(a)s a falar sobre a prática educativa. Vez por outra, vão à escola, observam, anotam, filmam, fotografam e entrevistam para, em seguida, descrever o que viram e ouviram a partir do que pensavam antes mesmo de ultrapassar o portão. Os resultados de suas pesquisas são recheados de críticas e soluções mirabolantes dos problemas identificados, quando não romantizam, folclorizam e celebram o que somente ele(a)s chamam de boas práticas ou inovações pedagógicas”, destaca a apresentação da obra.
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Tesouros em risco: desmatamento ameaça geoglifos inéditos revelados pelo projeto LIDAROs relatos da coletânea abordam experiências que os professores trouxeram à sala de aula, como a tematização de performances do TikTok, RPG no ensino remoto, brincadeiras indígenas, bate-papo sobre bicicleta, discussões sobre skate, competição de coleta de tampinhas, entre outros.
O livro está disponível para acesso gratuito em formato digital no Portal de Livros Abertos da USP.
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