
A Loopi, criada pelo Instituto CERTI Amazônia com a Fundação CERTI e o Grupo Siemens, aposta na inovação aberta para ligar demandas do território a quem sabe resolvê-las.
Dezenove organizações, entre startups e pesquisadores, analisaram em Macapá se suas soluções atendem a dois desafios propostos pela Unifique, empresa que adquiriu os direitos de exploração da faixa de 700 MHz do 5G nos estados amazônicos. O exercício marcou a estreia da Loopi, plataforma digital de inovação aberta lançada nesta semana pelo Instituto CERTI Amazônia e pela Fundação CERTI, em conjunto com o Grupo Siemens, para transformar demandas reais do território em projetos de tecnologia voltados ao desenvolvimento sustentável.
Como a plataforma funciona na prática
A lógica da Loopi é a de um ponto de encontro. Empresas, instituições públicas e outras organizações cadastram demandas estratégicas e, do outro lado, encontram startups, pesquisadores, institutos de ciência e tecnologia e empresas de base tecnológica interessados em colaborar.
Segundo o Instituto CERTI Amazônia, a ferramenta reúne desafios tecnológicos, promove conexões qualificadas entre proponentes e parceiros e acompanha a evolução das iniciativas, com foco em transparência, governança e impacto regional.
Há ainda uma etapa de curadoria técnica, que alinha as propostas às características sociais, ambientais e econômicas da Amazônia. A meta é converter cada demanda em um projeto colaborativo de inovação.
A ideia por trás da inovação aberta
Na inovação aberta, a empresa que tem um problema não precisa resolvê-lo sozinha: busca fora de seus muros quem já domina a tecnologia necessária. Para uma região de dimensões continentais, com centros de pesquisa e startups espalhados por vários estados, um ambiente que aproxime essas pontas tende a encurtar caminhos.
Daniel Penz, desenvolvedor de novos negócios do Instituto CERTI Amazônia, resume o propósito:
“O objetivo é criar uma conexão entre quem tem um desafio e quem possui capacidade tecnológica para contribuir com uma solução. A inovação aberta permite unir diferentes conhecimentos e acelerar projetos que tenham impacto direto na região amazônica”
A estreia em Macapá, com selo suíço
A apresentação oficial da Loopi aconteceu em Macapá, no Amapá, durante o nexBio Amazônia, programa suíço-brasileiro de inovação sustentável. A iniciativa é promovida pela Swissnex no Brasil, vinculada ao Federal Department of Economic Affairs, Education and Research (EAER) por meio da Secretaria de Estado para Educação, Pesquisa e Inovação (SERI) da Suíça, em conjunto com a Embaixada da Suíça no Brasil e a Universidade de St Gallen.
Foi nesse ambiente que as 19 organizações puderam medir a aderência de suas soluções aos dois desafios lançados pela Unifique. A escolha de um tema ligado ao 5G na faixa de 700 MHz mostra o tipo de demanda que a plataforma pretende atrair: problemas concretos, vinculados à realidade de quem opera na região.
O que muda para quem está na região
Para startups e grupos de pesquisa amazônicos, a plataforma abre um canal direto com empresas que têm demandas e orçamento para testar soluções. Para as empresas, oferece acesso a conhecimento produzido na própria região, alinhado às condições locais.
A proposta é estimular projetos que combinem tecnologia, geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Penz reforça esse horizonte:
“A Amazônia tem desafios que podem ser transformados em oportunidades quando conectamos conhecimento, tecnologia e capacidade empreendedora. Queremos contribuir para que soluções desenvolvidas a partir das necessidades locais ganhem escala e gerem benefícios concretos para a sociedade”
Próximos passos
Com a plataforma no ar, o desdobramento esperado é a entrada de novos desafios e o acompanhamento dos projetos que nascerem das conexões já iniciadas. Organizações interessadas em apresentar demandas ou oferecer soluções podem conhecer a plataforma Loopi e saber mais sobre o Instituto CERTI Amazônia.
Com informações de Instituto CERTI Amazônia.
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