
Região Norte busca segurança energética com aproveitamento de gás natural amazônico para geração. Projeto segue ao Plenário.
Um projeto de lei que visa impulsionar a geração termelétrica na Região Norte, utilizando gás natural de origem amazônica, avançou no Senado Federal. A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, um substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 5.017/2019.
O objetivo principal é fortalecer o suprimento de energia e enfrentar as históricas dificuldades de segurança energética na Amazônia Legal, uma área estratégica para o desenvolvimento nacional.
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O substitutivo, apresentado pelo senador Hermes Klann (PL-SC), determina a realização de leilões específicos para a contratação de geração termelétrica movida a gás natural proveniente da própria região amazônica. Essa medida visa garantir um fornecimento de energia mais estável e contínuo ao longo do ano, mitigando os efeitos da sazonalidade das bacias hidrográficas que afetam a geração hidrelétrica.
Segundo Hermes Klann, ‘a Região Norte enfrenta historicamente dificuldades associadas à segurança energética, aos custos de geração e à sazonalidade das bacias hidrográficas’. Ele complementa que o aproveitamento do gás natural da Amazônia para geração termelétrica ‘confere ao sistema regional reforço de suprimento ao longo do ano’.
Expansão e Impacto na Amazônia
O foco em termelétricas a gás natural na Amazônia se alinha aos esforços de desenvolvimento da infraestrutura energética local. O Pará, por exemplo, é um estado com grande potencial energético e que pode se beneficiar diretamente desta expansão. A maior disponibilidade de energia firme pode atrair investimentos e impulsionar a economia dos estados amazônicos, essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.
A segurança energética é um vetor crucial para o progresso socioeconômico, permitindo o avanço de indústrias, a melhoria dos serviços públicos e a qualidade de vida da população. A integração de gás natural local na matriz energética regional representa um passo significativo para a autossuficiência e resiliência da Amazônia em relação ao sistema elétrico nacional.
Outras Disposições do Projeto
Além da priorização do gás natural amazônico, a proposta legislativa também aborda outras frentes importantes para o setor elétrico. Ela prevê novas regras para a contratação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que podem ser uma fonte renovável complementar em rios menores da bacia amazônica. A disciplina do compartilhamento da infraestrutura de transmissão também é contemplada no texto, visando otimizar o uso das redes existentes.
Adicionalmente, o substitutivo amplia a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica aplicada ao setor elétrico. Esta ampliação de escopo visa fomentar soluções mais eficientes e sustentáveis, adaptadas às particularidades energéticas do Brasil e, em especial, da região amazônica.
Benefícios Sociais e Regulatórios
O projeto manteve o objetivo original, de autoria do ex-deputado Beto Rosado, de ampliar o desconto na tarifa de energia elétrica para a exploração de poços semiartesianos destinados ao consumo humano. Este benefício visa aliviar os custos para comunidades rurais, muitas delas localizadas em regiões remotas da Amazônia.
O texto preserva também o benefício para sistemas de irrigação e aquicultura. Segundo Hermes Klann, o substitutivo consegue ampliar o alcance do projeto, atendendo a demandas estruturais do setor elétrico, ao mesmo tempo em que ‘preserva o objetivo social do projeto original de reduzir o custo da energia utilizada no bombeamento de água para consumo humano em áreas rurais’. Os descontos poderão ser utilizados em um período diário de oito horas e meia, com horário acordado com a distribuidora, desde que haja disponibilidade hídrica e autorização dos órgãos competentes para o uso da água.
Entenda o caso
O PL 5.017/2019, agora com substitutivo aprovado na CI, busca modernizar a legislação energética brasileira com foco na Região Norte. Ele integra a expansão da geração termelétrica a gás natural amazônico com ajuste nas regras para PCHs, fortalecimento da pesquisa da Aneel e a manutenção de benefícios sociais importantes na tarifa de energia elétrica para poços semiartesianos, buscando uma solução abrangente para as demandas regionais.
O projeto segue agora para votação no Plenário do Senado, onde será debatido e poderá ser aprovado para sanção presidencial, marcando um novo capítulo na gestão energética da Amazônia.
Perguntas Frequentes
Qual o principal objetivo do projeto de lei?
O projeto visa principalmente ampliar a geração termelétrica na Região Norte, utilizando gás natural de origem amazônica, para reforçar o suprimento e a segurança energética na região.
Além da geração termelétrica, o que mais o projeto aborda?
O PL também modifica regras para pequenas centrais hidrelétricas, fortalece ações de pesquisa e inovação da Aneel e mantém o desconto na tarifa de energia para poços semiartesianos, beneficiando comunidades rurais.
Qual a importância do gás natural da Amazônia para o projeto?
O gás natural amazônico é crucial para garantir um suprimento de energia mais estável e contínuo, enfrentando a sazonalidade das bacias hidrográficas e reduzindo a dependência de outras fontes energéticas, o que contribui para a autossuficiência regional.
Com informações de Agência Senado.
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