A edição 153 da Revista Amazônia já está disponível para leitura e download gratuito, com reportagens que revelam o que está acontecendo com as florestas tropicais, os rios e o clima do planeta.
A capa desta edição destaca os 45 anos do Sisnama, principal estrutura de articulação ambiental entre União, estados e municípios, e a apresentação do Plano Decenal de Fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama 2036) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Realizado em Nova York, o evento mostrou que o maior desafio global continua sendo transformar discurso em ação concreta. Segundo o Relatório Global, o mundo perdeu 40 milhões de hectares de florestas em uma década, por causa de secas, pragas e incêndios, embora o financiamento da gestão florestal tenha alcançado 84 bilhões de dólares em 2023.
O relógio biológico da Amazônia está acelerando
Fatores como o aumento da seca atmosférica e a intensificação de tempestades convectivas estão acelerando a renovação da biomassa vegetal. Até o final deste século, projeta-se que a biomassa acima do solo na Amazônia sofra uma redução de 3% a 15%, comprometendo severamente seu potencial de armazenamento de carbono.
Turfeiras tropicais: cápsulas do tempo no Cerrado
No Cerrado brasileiro, solos turfosos com idade média de 11 mil anos chegam a estocar cerca de 1.200 toneladas de carbono por hectare, volume seis vezes maior que a densidade média de carbono na biomassa da floresta amazônica. Esses ecossistemas são cruciais para a mitigação das mudanças climáticas.
Rios tropicais: os maiores pontos críticos de perda de oxigênio
Um estudo que avaliou mais de 21 mil rios no mundo revelou que os ecossistemas fluviais estão perdendo oxigênio rapidamente, com quase 79% dos rios estudados em desoxigenação contínua. Os rios tropicais são os maiores pontos críticos, e a causa principal é a redução da solubilidade do oxigênio provocada pelas mudanças climáticas.
Também nesta edição
A edição traz ainda matérias sobre ondas extremas de calor e seca, os efeitos dos verões mais longos, como as plantas tropicais estão florescendo fora de época, o fitoplâncton tipo “fast-food” gerado pelas mudanças climáticas, o aumento de micróbios resistentes a antibióticos no solo por causa da seca e as origens da corrente oceânica mais poderosa da Terra.
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