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Governador Wilson Lima instala comitê de enfrentamento à estiagem e decreta situação de emergência em 20 municípios

Enfrentamento à Estiagem 2024: Ações Robustecidas pelo Governo do Amazonas sob Liderança do Governador...

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Em face da estiagem que assola o Amazonas, o Governo do Estado, sob a destacada liderança do Governador Wilson Lima, implementa um conjunto abrangente...
Usina hidroelétrica de Itaipú - Divulgação

Itaipu amplia investimentos sociais e ambientais e beneficia mais 330 entidades

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A Itaipu Binacional, em parceria com a Caixa Econômica Federal, anunciou nesta quarta-feira (3) a segunda chamada do Edital 01/2024 do programa Itaipu Mais...
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Conferência em Brasília debate pacto global para erradicar a pobreza

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A desigualdade histórica da América Latina e do Caribe voltou ao centro do debate nesta semana, em Brasília. Durante a VI Conferência Regional sobre...
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Novo relatório global estima impactos devastadores se o mundo não agir pelo clima

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Um alerta global sobre custos humanos e econômicos da crise climática A nova edição do Panorama Ambiental Global, o GEO7, divulgada pelo Programa das Nações...
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O segredo gelado do Atlântico: o enfraquecimento das correntes que sustentam o clima global

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No meio do Atlântico Norte, entre Groenlândia e a costa europeia, existe um “ponto frio” persistente que há mais de um século intriga cientistas....
Embrapa inicia Jornada pelo Clima para impulsionar debates sobre agricultura sustentável na COP30

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No dia 7 de maio, em Brasília (DF), a Embrapa lança a Jornada pelo Clima, uma iniciativa inovadora para discutir soluções para a agricultura...
Divulgação/Ipaam

Resgate do Ipaam salva aves e mamífero na capital amazonense

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Na última quinta-feira (28), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou o resgate de quatro animais silvestres em diferentes bairros de Manaus....
Compostagem - Foto: Arikogan

Reportagem sobre compostagem vence Prêmio Sebrae de Jornalismo 2025

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A celebração do Prêmio Sebrae de Jornalismo 2025 trouxe para o centro do palco uma pauta que, há alguns anos, parecia restrita a nichos...
Divulgação - Ag. Pará

Tembé devem acessar R$ 1,8 milhão para fortalecer manejo de açaí na várzea

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Na várzea fértil do Rio Guamá, onde o açaí cresce em abundância e sustenta modos de vida ancestrais, um novo ciclo de autonomia econômica...
Reuters/Davi Pinheiro/Direitos reservados

Contaminações por agrotóxicos batem recorde no Brasil em 2024

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No Brasil, o agronegócio ganhou merecida atenção no Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos — não para celebrar sua produção, mas para denunciar...
Agricultura familiar -agência brasil

AgroAmigo chega ao Norte e Centro-Oeste com R$ 1 bilhão para agricultura familiar

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O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira em Brasília, o lançamento do AgroAmigo nas regiões Norte e Centro-Oeste. O programa, que já impacta a agricultura...
Mudanças Climáticas na Amazônia

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A floresta Amazônica, o maior bioma tropical do mundo, enfrenta uma ameaça crescente: as mudanças climáticas. Nos últimos 50 anos, a região já perdeu...
Governo Federal Presta Assistência aos Yanomami e Retira Garimpeiros Ilegais

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Sob a coordenação da Casa de Governo, órgãos federais intensificaram suas ações na Terra Indígena Yanomami, focando tanto no apoio à população indígena quanto...
Divulgação - Revis

Berçário natural do Xingu revela força da conservação amazônica

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O ciclo reprodutivo das tartarugas-da-Amazônia transforma, todos os anos, o Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal em um vasto berçário natural no Médio...
Agricultura familiar e várzea do Solimões revelam modelo produtivo que conserva floresta e sustenta comunidades amazônicas

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Sistema tradicional aproveita cheias naturais para produzir alimentos sem desmatamento na Amazônia As várzeas do rio Solimões são fertilizadas naturalmente todos os anos pelas cheias,...
Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce há milhões de anos. A arraia de água doce amazônica pertence ao gênero Potamotrygon e se destaca não apenas pela sua forma circular elegante mas também por uma adaptação evolutiva impressionante que a torna uma mestra do disfarce no leito dos rios arenosos. Este peixe cartilaginoso possui a capacidade única de se enterrar parcialmente na areia tornando-se praticamente invisível aos olhos de predadores e presas um fenômeno que a ciência reconhece como parte fundamental de sua biologia de sobrevivência. A arraia camuflagem rio areia é um espetáculo de adaptação. A coloração dorsal desses animais geralmente em tons de marrom cinza ou bege com padrões de manchas ou ocelos imita com precisão o fundo do rio. Ao agitar as bordas do seu corpo discóide a arraia levanta uma nuvem de sedimentos que ao assentar a cobre quase por completo deixando apenas os olhos protuberantes e os espiráculos visíveis. Essa estratégia passiva de caça permite que ela capture pequenos peixes crustáceos e moluscos que se aproximam sem notar sua presença mantendo o equilíbrio ecológico do fundo do rio. No entanto a característica mais notória e frequentemente temida deste animal está localizada em sua extremidade posterior. Ao contrário do que muitos pensam o mecanismo de defesa da arraia água doce Amazônia ferrão não se situa na ponta da cauda como um chicote. O ferrão venenoso encontra-se na verdade na porção dorsal e média da cauda uma área musculosa e robusta. Dependendo da espécie e do tamanho do animal este aguilhão pode variar de alguns centímetros até dimensões consideráveis sendo composto por dentina um material extremamente duro e resistente similar ao dente dos vertebrados. O ferrão da Potamotrygon acidente rio é uma peça de engenharia biológica sofisticada. Ele possui serrilhas laterais voltadas para trás o que facilita a penetração na pele mas dificulta imensamente a sua remoção podendo causar lacerações graves. Coberto por um tecido epitelial o ferrão libera um veneno de natureza proteica quando esse tecido é rompido durante o impacto. Estudos indicam que este veneno é complexo contendo enzimas e toxinas que provocam dor intensa e imediata necrose localizada e inflamação severa no local atingido. A ciência reconhece que a dor relatada em acidentes com arraias é uma das mais lancinantes conhecidas na medicina toxicológica mas é importante ressaltar que o objetivo principal desse veneno é a defesa contra predadores grandes e não a agressão gratuita. A coexistência entre as comunidades ribeirinhas e esses animais é ancestral. Nas praias e remansos dos rios amazônicos onde as arraias preferem ficar para descansar ou caçar os habitantes locais desenvolveram técnicas específicas para evitar acidentes. O "passo do nissei" ou o ato de arrastar os pés na areia em vez de levantá-los é uma prática comum e eficaz. Ao arrastar o pé a pessoa toca suavemente na borda da arraia que assustada geralmente foge rapidamente. O acidente ocorre quando se pisa diretamente no centro do disco do animal pressionando-o contra o fundo o que aciona o reflexo de defesa e o chicoteamento da cauda para cima e para frente cravando o ferrão no pé ou no tornozelo do banhista. Compreender a biologia da arraia de água doce amazônica é fundamental para a conservação e para a segurança de todos que vivem ou visitam a região. Elas são componentes vitais do ecossistema amazônico ocupando nichos importantes na cadeia alimentar. Em vez de temê-las devemos respeitar o seu habitat. Ao entrar em um rio amazônico especialmente durante a estação seca quando as praias se formam o cuidado deve ser redobrado. Evitar áreas de águas muito rasas e paradas em praias isoladas ao amanhecer ou ao anoitecer períodos de maior atividade do animal e usar calçados adequados quando possível são medidas que reduzem drasticamente o risco de acidentes. A educação ambiental é a chave para uma convivência harmoniosa valorizando a biodiversidade sem comprometer o bem-estar humano. Respeitar o espaço do outro seja ele humano ou animal é o primeiro passo para garantir que os rios da Amazônia continuem sendo fontes de vida e beleza para todas as gerações. BOX LATERAL O que fazer em caso de acidente | Se ocorrer um ferrada a primeira medida é manter a calma e sair da água. Mergulhar o local atingido em água quente mas suportável por 30 a 90 minutos ajuda a desativar as proteínas do veneno aliviando a dor. Não faça torniquetes ou cortes na ferida. Procure atendimento médico imediatamente para a remoção segura de possíveis fragmentos do ferrão limpeza e medicação adequada prevenindo infecções secundárias.

Como a arraia de água doce amazônica domina a camuflagem na areia dos rios...

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O sangue da mussurana carrega um segredo bioquímico que desafia as leis da sobrevivência na floresta. Enquanto a maioria dos mamíferos e répteis sucumbe em minutos ao potente coquetel de toxinas proteolíticas da jararaca, este ofídio de escamas negras acetinadas desenvolveu anticorpos naturais que neutralizam completamente o veneno. Não se trata de uma resistência parcial ou de sorte, mas de uma imunidade absoluta e hereditária que transforma a Clelia clelia em um dos maiores trunfos da biodiversidade brasileira. Para a ciência, essa capacidade representa um campo vasto de estudos sobre antídotos e evolução biológica, enquanto para o equilíbrio ambiental, significa o controle populacional das serpentes mais perigosas do país. A estratégia de caça da mussurana é um espetáculo de precisão e força bruta que ocorre silenciosamente sob a serrapilheira. Diferente das serpentes que dependem exclusivamente de veneno para abater suas presas, a mussurana utiliza uma combinação de constrição poderosa e mordidas firmes. Quando ela encontra uma jararaca ou uma cascavel, a investida é rápida. Ela morde a cabeça ou o pescoço da presa, ignorando as tentativas de contra-ataque. Mesmo que a serpente peçonhenta consiga injetar veneno na mussurana, as proteínas neutralizadoras no plasma da predadora impedem a destruição dos tecidos ou a falência sistêmica. É uma das raras instâncias na natureza onde a presa se torna predadora absoluta de seus próprios "pares" letais. A anatomia dessa serpente é projetada para a deglutição de presas que, muitas vezes, possuem o mesmo comprimento que ela. A mussurana pode atingir mais de dois metros de extensão e exibe um corpo musculoso, ideal para o método de constrição. Suas mandíbulas altamente flexíveis permitem que ela ingira serpentes venenosas inteiras, iniciando um processo digestivo lento, porém extremamente eficiente. Durante a digestão, o sistema metabólico da mussurana trabalha para processar não apenas a carne da presa, mas também as glândulas de veneno da serpente ingerida, provando que o animal é uma verdadeira máquina de processamento biológico adaptada para nichos específicos de alta periculosidade. A distribuição geográfica da mussurana é vasta, abrangendo desde o México até a Argentina, com uma presença fortíssima em toda a bacia amazônica e na Mata Atlântica. No Brasil, ela é historicamente respeitada por populações ribeirinhas e agricultores, que aprenderam a identificar o brilho azulado de suas escamas negras quando jovens e o tom escuro profundo na fase adulta. Ter uma mussurana por perto é, na prática, ter um guarda-costas natural. Onde ela habita, a incidência de acidentes ofídicos com humanos tende a diminuir drasticamente, pois ela mantém as populações de serpentes do gênero Bothrops sob controle rigoroso, evitando que se aproximem de habitações em busca de roedores. Infelizmente, a mussurana sofre com o preconceito generalizado que atinge todas as serpentes. Muitas vezes, por falta de conhecimento, as pessoas as matam ao encontrá-las em trilhas ou quintais, sem saber que estão eliminando o principal agente de controle de animais peçonhentos daquela região. A perda de habitat e o uso indiscriminado de agrotóxicos também afetam a disponibilidade de suas presas naturais, empurrando-as para áreas mais fragmentadas. A ciência alerta que a preservação da Clelia clelia é um indicador direto de saúde do ecossistema, pois sua presença no topo da cadeia alimentar de répteis sinaliza que a estrutura trófica do ambiente está preservada e funcional. A proteção dessa espécie vai além do conservacionismo romântico, sendo uma questão de segurança em saúde pública. Entender como a mussurana come cobra venenosa e permanece ilesa pode abrir portas para a biotecnologia farmacêutica no desenvolvimento de novos tratamentos para humanos. Cada exemplar preservado na floresta é um laboratório vivo que guarda respostas sobre resistência celular e adaptação extrema. Valorizar a fauna brasileira significa, acima de tudo, compreender que até mesmo as criaturas que despertam temor podem ser nossas maiores aliadas na manutenção da vida e da segurança nas áreas rurais e florestais. A preservação da mussurana não é apenas sobre salvar uma espécie, mas sobre garantir que o equilíbrio invisível da floresta continue trabalhando silenciosamente a nosso favor. BOX: O Poder da Clelia clelia | A mussurana é ofiófaga, o que significa que sua dieta é composta quase exclusivamente por outras serpentes. Ela possui dentes opistóglifos, localizados no fundo da boca, mas sua principal arma é a imunidade sanguínea. Pesquisas indicam que o soro da mussurana neutraliza as hemotoxinas das jararacas, tornando-a essencial para o controle biológico em áreas onde o soro antiofídico é de difícil acesso para as populações locais.

A incrível mussurana que caça serpentes venenosas e protege as comunidades rurais brasileiras com...

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