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Semana do Clima da Amazônia leva debate sobre empresas e direitos humanos a Belém

Ilustração de encontro sobre clima e responsabilidade empresarial na Amazônia
Ilustração: IA / Revista Amazônia

Belém volta a ser palco do debate climático internacional. Entre os dias 29 de junho e 4 de julho, a cidade recebe a II Semana do Clima da Amazônia, considerada o primeiro grande encontro climático realizado na região depois da COP30. O evento reúne setor privado, governos, academia, sociedade civil e povos tradicionais em torno de soluções para a sustentabilidade, a justiça climática e o desenvolvimento regenerativo, e tem entre os participantes o Instituto Ethos, referência em responsabilidade empresarial.

Empresas no centro do debate climático

O Instituto Ethos integra a programação oficial com dois painéis no dia 30 de junho, “Diálogos Improváveis: Construindo Pontes entre Setores Estratégicos” e “Responsabilidade Empresarial pela Integridade Socioambiental”, e uma mesa no dia 3 de julho. A discussão central é o papel das empresas diante dos desafios climáticos, sociais e econômicos da atualidade.

“O enfrentamento da crise climática exige uma atuação conjunta entre diferentes setores da sociedade. As empresas têm papel fundamental nesse processo e precisam compreender que responsabilidade socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento econômico são agendas inseparáveis”, afirma Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos.

Criado em 1998, o Ethos atua na mobilização de empresas para incorporar práticas alinhadas à ética, à sustentabilidade e aos direitos humanos, em busca de uma economia mais inclusiva e de baixo carbono. A Semana do Clima deve reunir lideranças em torno de temas como transição energética justa, bioeconomia, financiamento climático, direitos territoriais, saúde, ciência e inovação.

Festival +DH e a proteção de quem defende a floresta

Dentro da programação, o Ethos promove também o Festival +DH, dedicado aos direitos humanos, que chega à terceira edição e desembarca pela primeira vez na Região Norte. O destaque é o lançamento do Guia de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos e Ambientais, publicação gratuita elaborada no âmbito do Projeto Defensores Ambientais, com apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O guia parte de um reconhecimento incômodo: os conflitos socioambientais se tornaram um dos principais desafios para a democracia e para a proteção ambiental no Brasil. Lideranças indígenas, quilombolas, comunitárias e extrativistas estão entre os grupos mais expostos a ameaças e violência ligadas à disputa por terra e recursos naturais, um tema especialmente sensível na Amazônia.

“A proteção de defensores e defensoras não é responsabilidade exclusiva do Estado. As empresas também são atores relevantes nos territórios, e suas decisões, cadeias de fornecimento e formas de relacionamento podem tanto ampliar quanto reduzir riscos e conflitos”, conclui Caio Magri.

Uma agenda que segue viva após a COP30

A realização do encontro logo após a COP30 reforça a intenção de manter viva a agenda construída durante a conferência e de consolidar o protagonismo da Amazônia nas discussões globais sobre clima. As inscrições para a programação são gratuitas e estão disponíveis no site oficial do evento.

Perguntas frequentes

O que é a Semana do Clima da Amazônia?

Um encontro internacional em Belém que reúne empresas, governos, academia e povos tradicionais para debater clima, justiça climática e desenvolvimento sustentável na região.

Com informações do Instituto Ethos.

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