Pescador fisga tucunaré-azul de 68 centímetros no rio Paranaíba, empata o recorde brasileiro e devolve o peixe à água

Pescador fisga tucunaré-azul de 68 centímetros no rio Paranaíba, empata o recorde brasileiro e devolve o peixe à água
Tucunaré-azul (Cichla piquiti). Foto: Douglas, via Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.

Um tucunaré-azul de 68 centímetros fisgado no rio Paranaíba, em Limeira do Oeste, Minas Gerais, colocou o pescador esportivo Pedro Nascimento, de 33 anos, no topo do ranking nacional da espécie. A captura, feita em 15 de agosto de 2026, empatou os recordes brasileiro e mineiro absoluto masculino na categoria comprimento. Depois de medido, o peixe voltou para o rio em boas condições.

Como foi a pesca

Na véspera, o guia de pesca tinha localizado tucunarés num trecho mais fundo do rio. No dia seguinte, Pedro voltou ao ponto e fisgou primeiro uma fêmea. Achando que o macho estava por perto, arremessou de novo e pegou o peixe de 68 centímetros. Ele descreveu o momento como segundos de pura adrenalina, até o peixe chegar ao barco.

O resultado foi validado pela BGFA Recordes, entidade que homologa recordes de pesca esportiva no Brasil, e o pescador entrou para o hall da fama da iniciativa. Agora, ele divide o primeiro lugar do ranking nacional com Alexandre de Lião e Luiz Carlos Picardi Junior. O recorde empatado é de 2022.

O tucunaré-azul

O tucunaré-azul, Cichla piquiti, também chamado de azulão, é nativo da bacia do Tocantins-Araguaia, na Amazônia. Tem faixas escuras verticais no corpo, nadadeiras azuladas e uma mancha em forma de olho na cauda, característica dos tucunarés. É um peixe predador, que ataca outros peixes com velocidade, e por isso é um dos mais procurados na pesca esportiva: briga muito e salta fora da água.

Um peixe amazônico fora de casa

O tucunaré-azul foi levado para represas do Sudeste e do Centro-Oeste, onde se adaptou bem e hoje vive em bacias como as dos rios Grande, Tietê e Paraná. A introdução movimentou o turismo de pesca nessas regiões, mas preocupa pesquisadores: como predador eficiente, o tucunaré pode reduzir populações de peixes nativos que não evoluíram convivendo com ele. Por isso, em vários estados, órgãos ambientais orientam a não soltar tucunarés em rios e lagos onde a espécie não existe.

Os tucunarés da Amazônia

A Amazônia é a casa dos tucunarés. Existem várias espécies, como o tucunaré-açu, um dos maiores, e o tucunaré-paca. Rios como o Negro, no Amazonas, e o Xingu e o Tapajós, no Pará, atraem pescadores do Brasil e do exterior, num turismo que movimenta pousadas e gera renda para comunidades ribeirinhas.

Pesque e solte

A soltura do peixe recordista segue a prática do pesque e solte, que ajuda a manter os grandes reprodutores na natureza. Para que o peixe sobreviva, a recomendação é usar anzóis sem farpa, tirar o peixe da água pelo menor tempo possível, molhar as mãos antes de pegá-lo e nunca segurá-lo pelas brânquias.

Perguntas frequentes

Qual o recorde de tucunaré-azul no Brasil?

Na categoria comprimento, o recorde brasileiro absoluto masculino é de 68 centímetros, empatado entre três pescadores segundo a BGFA Recordes.

O tucunaré-azul é da Amazônia?

Sim. É nativo da bacia do Tocantins-Araguaia e foi levado para represas de outras regiões.

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