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Coruja engole a presa inteira e devolve pela boca uma pelota de ossos que revela toda a dieta dela

Coruja pequena com olhos amarelos, penas marrons e brancas, pousada em um tronco de madeira, fundo verde de folha de planta.
Coruja pequena em seu habitat natural.

Resposta direta: pequenas estruturas formadas por pelos, ossos, penas e outras partes de presas podem aparecer sob o local usado pela coruja. Conhecidas como egagrópilas, elas não são fezes e podem ajudar a revelar quais animais vivem perto da casa e fazem parte da alimentação da ave.

Primeiro veio a coruja.

Depois, surgiram pequenos objetos escuros no chão, logo abaixo do ponto onde ela costumava pousar.

Pareciam pedras cobertas por pelos. Quando se desfizeram, revelaram ossos minúsculos.

A cena pode assustar quem não conhece o processo. Para pesquisadores, porém, esses restos funcionam como um arquivo da alimentação da ave.

O que são as egagrópilas?

Corujas frequentemente engolem pequenas presas inteiras.

No sistema digestivo, as partes aproveitáveis são separadas de elementos difíceis de digerir, como pelos, penas, dentes, garras e ossos maiores.

Esses materiais são compactados e posteriormente regurgitados pela boca.

O resultado é uma pequena massa oval ou alongada, geralmente encontrada sob poleiros, árvores, telhados, galpões e locais de descanso.

Por que elas não são fezes?

As fezes correspondem aos resíduos que atravessam o sistema digestivo e são eliminados pela região posterior do corpo.

As egagrópilas seguem outro caminho. Elas são formadas no sistema digestivo superior e retornam pela boca.

Por isso, sua composição e aparência são diferentes.

Enquanto as fezes podem apresentar material líquido ou pastoso, as egagrópilas costumam conter pelos compactados e estruturas rígidas reconhecíveis.

O que os ossos podem revelar?

Ao desmontar uma egagrópila em condições adequadas, pesquisadores encontram mandíbulas, crânios, dentes e outros fragmentos.

O formato desses ossos pode indicar se a presa era um rato, camundongo, pequeno pássaro, lagarto, morcego ou outro animal.

A análise de várias amostras ajuda a reconstruir a dieta da coruja e a diversidade de pequenos vertebrados de uma região.

Dessa forma, uma ave que visita uma casa pode revelar animais que raramente são vistos pelos moradores.

Isso significa que há ratos no imóvel?

Não necessariamente dentro do imóvel, mas pode indicar que existem roedores na área de caça da coruja.

A ave pode capturar uma presa em um terreno próximo e consumir o animal em outro local. Também pode utilizar o telhado apenas para descansar depois da refeição.

Porém, quando egagrópilas aparecem com frequência e existem outros sinais de roedores, vale inspecionar forros, depósitos, áreas de armazenamento e acessos ao imóvel.

A coruja pode estar aproveitando uma fonte de alimento próxima.

É seguro tocar nesses materiais?

O ideal é evitar contato direto.

Use luvas ou ferramentas para recolher qualquer material de origem animal. Não permita que crianças ou animais domésticos manipulem as estruturas.

Depois, higienize as mãos e a área.

Egagrópilas podem ser úteis para estudos, mas restos de animais silvestres devem ser tratados com cuidado.

A coruja ajuda a controlar ratos?

Sim, corujas podem consumir roedores e contribuir para o controle natural de suas populações.

Entretanto, a presença de uma predadora não substitui medidas de prevenção.

Alimentos devem permanecer bem armazenados, lixeiras precisam ser fechadas e frestas devem ser corrigidas. O acúmulo de materiais também pode oferecer abrigo para pequenos animais.

Não se deve atrair corujas artificialmente para resolver uma infestação.

Por que ela escolhe sempre o mesmo lugar para regurgitar?

A formação da egagrópila faz parte do ciclo digestivo.

A ave pode permanecer em um poleiro seguro enquanto o organismo prepara a eliminação do material. Se o local oferece proteção e boa visão, ela tende a utilizá-lo repetidamente.

Isso explica o acúmulo de várias estruturas sob uma única árvore, viga ou parte do telhado.

Um mapa escondido dentro dos restos

Para a maioria das pessoas, uma egagrópila parece apenas uma pequena massa de pelos.

Para quem sabe interpretá-la, pode conter um inventário da vida noturna ao redor da casa.

Cada osso indica uma captura. Cada presa aponta para um animal que vivia escondido na paisagem.

A coruja não apenas passou pelo telhado. Ela deixou pistas sobre um mundo que continua ativo enquanto os moradores dormem.

Perguntas frequentes

Egagrópila é vômito?

É um material regurgitado, mas não corresponde a alimento simplesmente vomitado. Trata-se de partes não digeridas compactadas pelo organismo.

Toda coruja produz egagrópilas?

Muitas espécies produzem, assim como outras aves predadoras.

Encontrar ossos significa que a coruja atacou um animal doméstico?

Não necessariamente. Na maioria dos casos, as estruturas pertencem a pequenos animais silvestres.

Posso guardar uma egagrópila?

O contato deve ser evitado sem orientação e higiene adequadas. Materiais biológicos podem carregar microrganismos e resíduos.

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