
Embrapa e AEB apresentam na Câmara tecnologias que prometem revolucionar missões lunares e a produção na Terra.
Representantes da Rede Space Farming Brazil, coordenada pela Embrapa com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), participaram em 17 de junho de audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. O encontro debateu a agricultura espacial como eixo estratégico da economia do espaço no país, reunindo especialistas de diferentes instituições para discutir capacidades científicas nacionais e contribuições para segurança alimentar, sustentabilidade e futuras missões de exploração espacial.
Parceria AEB-Embrapa mira exploração lunar
O presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Chamon, destacou durante a audiência a parceria entre a AEB e a Embrapa para o desenvolvimento de pesquisas em agricultura espacial. Segundo ele, a expertise brasileira em agricultura tropical pode representar uma contribuição estratégica para futuras missões de exploração lunar, além de gerar avanços tecnológicos com aplicações diretas na Terra.
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Programa Desafios da Amazônia abre R$ 107,1 mi para inovaçãoA coordenadora da Rede Space Farming Brazil, Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, salientou a importância do cultivo no espaço, essencial para missões de longa duração, onde levar comida da Terra é inviável. “O desenvolvimento de tecnologias espaciais gera benefícios diretos para a população da Terra”, afirmou Fávero, citando exemplos como a câmera de celular e o LED.
Impactos na produção rural e segurança alimentar
Segundo a pesquisadora Alessandra Fávero, o programa atual deve impulsionar diversos avanços em robótica, impressão 3D, inteligência artificial e sistemas de telemetria, aumentando a segurança alimentar dos produtores rurais. A transferência de tecnologia do ambiente espacial para a agricultura terrestre promete otimizar sistemas de monitoramento, automação de cultivo e gestão de recursos hídricos em regiões remotas.
Também participaram da audiência o presidente do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PITSJC), Jeferson Cheriegate, o diretor do Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Força Aérea Brasileira, Coronel Engenheiro Bruno Giordano, e o pesquisador Rafael Loureiro, professor associado de Botânica e Fisiologia Vegetal na Winston-Salem State University.
Entenda o programa Space Farming Brazil
A Rede Space Farming Brazil é um programa coordenado pela Embrapa com apoio da Agência Espacial Brasileira que reúne instituições de pesquisa, universidades e empresas para desenvolver tecnologias de cultivo em ambientes espaciais. O foco está no desenvolvimento de sistemas autônomos de produção de alimentos para missões de longa duração, como futuras bases lunares, e na transferência dessas inovações para a agricultura terrestre, especialmente em regiões de clima extremo.
Relevância para a Amazônia e regiões remotas
Os avanços em agricultura espacial têm potencial especial para a região amazônica, onde a logística de abastecimento e a conectividade são desafios constantes. Sistemas de cultivo autônomos, sensores de telemetria e tecnologias de inteligência artificial desenvolvidos para o ambiente espacial podem ser adaptados para comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e áreas de difícil acesso nos nove estados da Amazônia Legal.
A audiência solicitada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg representa um marco no reconhecimento da agricultura espacial como área estratégica para o Brasil. O próximo passo, segundo representantes da AEB e da Embrapa presentes no encontro, é a ampliação de parcerias internacionais e o aumento de investimentos em infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento.
Perguntas frequentes
Por que investir em agricultura espacial?
Missões de longa duração no espaço precisam de fontes autônomas de alimentos. Além disso, as tecnologias desenvolvidas para esse fim geram inovações aplicáveis na Terra, como sistemas de telemetria, robótica e inteligência artificial voltados à segurança alimentar.
Qual o papel da Embrapa no programa?
A Embrapa coordena a Rede Space Farming Brazil, reunindo expertise em agricultura tropical para desenvolver sistemas de cultivo em ambientes extremos, tanto no espaço quanto em regiões remotas do Brasil.
Como a Amazônia pode se beneficiar dessas pesquisas?
Tecnologias de cultivo autônomo, sensores remotos e sistemas de inteligência artificial criados para missões espaciais podem ser adaptados para comunidades isoladas na Amazônia, melhorando segurança alimentar e gestão de recursos naturais.
Com informações da Embrapa.
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