
Perseidas, Geminídeas e Orionídeas estão entre os principais destaques do calendário astronômico do ano.
Quem estiver disposto a trocar as luzes da cidade por algumas horas de céu escuro terá dez oportunidades de observar chuvas de meteoros em 2026. O maior destaque do calendário será a noite de 12 para 13 de agosto, quando as Perseidas atingirão o pico sem a interferência da Lua, condição que favorece a identificação até dos riscos mais fracos.
O calendário também inclui as Quadrântidas, em janeiro, as Lirídeas, em abril, as Eta Aquáridas, em maio, as Dracônidas e Orionídeas, em outubro, além das Táuridas, Leonídeas, Geminídeas e Úrsidas, entre novembro e dezembro. A visibilidade real dependerá do tempo, da posição da constelação de origem e do nível de iluminação no local de observação.
Agosto reúne a melhor combinação do ano
As Perseidas são consideradas uma das chuvas de meteoros mais produtivas do ano. Em 2026, o pico ocorrerá na noite de 12 de agosto, avançando pela madrugada de 13 de agosto. A Lua nova deixará o céu mais escuro, sem o brilho que costuma apagar os meteoros menos luminosos.
Essa combinação transforma as Perseidas em uma das melhores escolhas para quem observa a olho nu ou pretende fotografar o céu. O fenômeno fica ativo entre meados de julho e o fim de agosto, mas a maior concentração de meteoros aparece perto da data de máxima atividade.
Segundo a Space.com, as Perseidas terão seu pico na noite de 12 de agosto para 13 de agosto de 2026, sob condições de céu sem luar. Para o observador, isso significa uma janela mais favorável para encontrar rastros rápidos e brilhantes, desde que o local esteja livre de nuvens e de iluminação artificial intensa.
As primeiras oportunidades aparecem em janeiro
As Quadrântidas abrem o ano entre as chuvas mais fortes e regulares. O fenômeno permanece ativo de 28 de dezembro a 12 de janeiro e terá seu próximo pico entre 3 e 4 de janeiro de 2026. O problema será a Lua cheia, que estará totalmente iluminada e deverá esconder parte dos meteoros mais fracos.
O ponto de origem aparente da chuva fica na constelação do Boieiro, conhecida pelo nome latino Bootes. Uma forma de localizá-la é procurar a Ursa Maior ao norte e acompanhar o arco formado pelo cabo do asterismo até Arcturus, uma estrela alaranjada que marca a região inferior do Boieiro.
Abril e maio trazem fenômenos com condições diferentes
As Lirídeas estarão ativas de 16 a 25 de abril, com pico previsto para 22 de abril. O melhor período será entre o fim da noite de 21 de abril e o amanhecer do dia 22. A Lua crescente, com cerca de um quarto de sua superfície iluminada, deverá causar pouca interferência, especialmente depois da meia-noite.
Em maio, será a vez das Eta Aquáridas. A atividade ocorre de 15 de abril a 27 de maio, com máxima entre 5 e 6 de maio. A madrugada do dia 5 será o momento mais indicado para procurar os meteoros. A Lua gibosa minguante, porém, estará bastante brilhante e poderá apagar os riscos mais discretos.

Mesmo com essa limitação, os meteoros das Eta Aquáridas são conhecidos por sua velocidade. Os mais luminosos ainda podem aparecer no céu antes do amanhecer. Em regiões amazônicas, a observação dependerá ainda mais da cobertura de nuvens, que pode variar bastante entre áreas urbanas, comunidades rurais e locais próximos a rios e unidades de conservação.
Outubro concentra duas datas importantes
As Dracônidas aparecem no calendário de outubro. A chuva já registrou explosões de atividade no passado, mas atualmente não costuma apresentar uma exibição tão intensa. Ainda assim, pode render alguns meteoros e funciona como uma oportunidade para quem já estiver acompanhando o céu no início do mês.
As Orionídeas terão pico entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de outubro. O fenômeno é associado aos detritos deixados pelo cometa Halley. Em 2026, uma Lua brilhante deverá reduzir a quantidade de meteoros visíveis, sobretudo os mais fracos. A melhor estratégia será observar depois da meia-noite e insistir por algum tempo, à espera dos rastros mais intensos.
O calendário segue com as Táuridas em novembro e as Leonídeas também em novembro. Em dezembro, as Geminídeas terão seu pico entre as noites de 13 e 14, enquanto as Úrsidas fecharão a programação do ano. As Geminídeas aparecem entre as principais candidatas a uma boa observação, com interferência lunar considerada moderada no período de máxima atividade.
Como observar meteoros na Amazônia
Não é necessário telescópio para acompanhar uma chuva de meteoros. O equipamento pode até limitar o campo de visão. O mais importante é encontrar um lugar seguro, afastado de postes, prédios e fachadas iluminadas, aguardar cerca de 20 minutos para os olhos se adaptarem ao escuro e olhar para uma área ampla do céu.
Uma cadeira reclinável ou um colchonete ajudam a evitar dores no pescoço. Também vale levar água, agasalho ou proteção contra insetos, além de consultar a previsão do tempo. Em cidades como Manaus, Belém, Macapá, Rio Branco, Boa Vista, Porto Velho e Palmas, a poluição luminosa pode reduzir bastante o número de meteoros percebidos. Áreas rurais e locais afastados dos centros oferecem melhores condições, desde que o acesso seja seguro.
Na prática, o observador não deve mirar apenas a constelação que dá nome à chuva. Os meteoros podem surgir em diferentes pontos do céu, embora pareçam partir de uma mesma região, chamada radiante. Quanto mais alto esse ponto estiver, maior tende a ser a chance de identificar os rastros.
Por que a Lua muda tanto a experiência
As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa faixas de poeira e pequenos fragmentos deixados por cometas ou asteroides. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, esse material aquece e produz os riscos luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
A Lua não impede o fenômeno, mas ilumina o fundo do céu. Por isso, uma noite de Lua cheia pode esconder os meteoros mais fracos, enquanto a Lua nova cria um cenário mais favorável. A regra vale tanto para quem observa no interior da Amazônia quanto para quem tenta acompanhar o espetáculo de uma varanda ou área aberta nas capitais.
Para 2026, a principal recomendação é priorizar as Perseidas em agosto, aproveitar as Lirídeas em abril e manter atenção às Geminídeas em dezembro. As próximas janelas de observação dependerão da combinação entre fase lunar, céu limpo e um ponto com pouca iluminação artificial.
Com informações de Space.com.
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