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Eu segui o caminho da água e encontrei uma floresta…

O pirarucu precisa subir à superfície para respirar e essa característica ajuda pescadores a contar os gigantes dos rios

O pirarucu vive dentro da água, mas não consegue permanecer indefinidamente sem alcançar a superfície.

Esse gigante amazônico realiza respiração aérea e precisa emergir periodicamente. Quando sobe, pode produzir um movimento e um som reconhecidos por pescadores experientes.

A característica que ajuda o peixe a sobreviver em águas com pouco oxigênio também se transformou em uma ferramenta de monitoramento.

Em áreas manejadas, equipes treinadas observam a superfície para estimar quantos pirarucus estão presentes.

Por que o pirarucu precisa respirar ar?

A água nem sempre apresenta a mesma quantidade de oxigênio dissolvido.

Temperatura, decomposição de matéria orgânica, profundidade, correnteza e presença de plantas influenciam essas condições. Em alguns ambientes amazônicos, a disponibilidade de oxigênio pode ser baixa.

O pirarucu possui uma estrutura interna modificada que permite aproveitar o ar atmosférico. Por isso, precisa emergir repetidamente.

O intervalo varia conforme tamanho, atividade e condições ambientais.

Essa adaptação permite que ocupe locais onde outros grandes peixes enfrentariam dificuldades.

Um peixe que pode atingir proporções impressionantes

O pirarucu está entre os maiores peixes de água doce com escamas do mundo.

Segundo o material Bichos do Brasil, exemplares podem alcançar cerca de três metros e pesar aproximadamente 200 quilos.

Animais com essas dimensões não são encontrados em todos os locais. A pesca histórica e a pressão sobre as populações reduziram a presença de indivíduos muito grandes em diversas áreas.

Seu tamanho ajudou a transformar a espécie em uma fonte importante de alimento e renda para populações ribeirinhas.

Também a tornou alvo de exploração intensa.

Como funciona a contagem pela respiração?

Contadores treinados permanecem em pontos estratégicos e observam uma área delimitada.

Quando um pirarucu sobe, registram o evento e procuram distinguir indivíduos adultos de animais menores. A experiência ajuda a avaliar distância, tamanho, som e tempo entre as emergências.

O método não consiste em somar indiscriminadamente todos os movimentos na superfície. Um mesmo peixe sobe várias vezes e poderia ser contado repetidamente.

Por isso, a atividade precisa seguir procedimentos e ser realizada por pessoas capacitadas.

O conhecimento de pescadores locais é fundamental. Eles reconhecem sinais que passariam despercebidos para um observador sem experiência.

O manejo busca evitar que a pesca elimine o próprio recurso

Em um sistema de manejo, a pesca não é liberada sem limites.

As populações são monitoradas, uma parcela dos peixes pode ser autorizada para captura e regras são estabelecidas para proteger a reprodução e permitir a recuperação dos estoques.

O documento Bichos do Brasil informa que a pesca é permitida em áreas com manejo autorizado. O material também menciona uma regulamentação de 2004 e restrições aplicadas na Bacia Amazônica.

Como normas podem ser alteradas, datas, períodos de proibição e tamanhos mínimos precisam ser conferidos em fontes oficiais antes da publicação ou atualização de um serviço ao leitor.

Certificação ajuda o consumidor a reconhecer a origem

O pirarucu comercializado legalmente pode vir de sistemas de manejo ou de criação autorizada.

Conhecer a procedência é importante porque um produto sem rastreabilidade pode estar associado à pesca irregular.

Para o consumidor, alguns cuidados são:

  • procurar informações sobre a origem;
  • observar registros e documentação do fornecedor;
  • desconfiar de preços incompatíveis;
  • priorizar estabelecimentos capazes de explicar a cadeia do produto;
  • verificar certificações e autorizações aplicáveis.

Consumir um peixe manejado não é o mesmo que consumir qualquer pirarucu disponível no mercado.

O peixe também possui uma vida familiar pouco conhecida

Durante o período reprodutivo, pirarucus formam casais e preparam ninhos.

Depois da eclosão, os adultos protegem os filhotes. O macho exerce papel importante nesse cuidado, e os jovens podem permanecer próximos de sua cabeça.

A captura de reprodutores em momentos críticos pode afetar não apenas um indivíduo, mas todo um grupo de filhotes dependentes.

Por isso, o conhecimento sobre reprodução precisa ser incorporado às regras de uso.

A subida do pirarucu à superfície é uma necessidade biológica. Nas mãos de comunidades treinadas, também se torna uma janela para enxergar o que acontece debaixo da água.

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