
O registro no trecho de 300 km entre Aquidauana e Passo do Lontra mostra como áreas isoladas do Pantanal ainda guardam encontros raros com o maior felino das Américas.
Seis metros. É a distância que separou um barco de pesca de uma onça-pintada deitada na margem do Rio Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. O pescador Bruno Girotto, de 40 anos, tinha acabado de passar cinco dias navegando com tios e amigos quando o maior felino das Américas apareceu e transformou o fim da viagem numa cena de documentário.
O encontro aconteceu no caminho entre a pousada e o Passo do Lontra, destino conhecido de quem gosta de pescaria no Pantanal. O grupo era formado por Bruno, os tios e três amigos.
A onça que observava os barcos
O animal descansava tranquilo na beira do rio e acompanhava o movimento das embarcações que passam pela região. Não havia pressa nem fuga: o grupo ficou a poucos metros, só olhando.
Bruno não é marinheiro de primeira viagem. Ele pesca há pelo menos 20 anos e faz esse percurso todos os anos. Mesmo assim, a proximidade chamou a atenção. “Já vi várias vezes, mas de perto assim fazia tempo que não via, estava a 6 metros dela”, conta.
Surge o companheiro
A história ganhou um segundo capítulo. Em outro vídeo, é possível ver a chegada do companheiro da onça. Primeiro, a pelagem de manchas únicas, que funcionam como uma espécie de impressão digital de cada animal, passeia entre as folhas da mata. Depois, o felino se revela.
Pouco depois, os dois voltaram para a vegetação e sumiram da vista do grupo.

Por que ali tem tanto peixe e tanto bicho
O trecho percorrido por Bruno tem cerca de 300 km de rio, entre Aquidauana e o Passo do Lontra. Segundo ele, a área é isolada e pouco frequentada, o que a torna favorável à pesca, com boa quantidade de peixes.
Menos barcos significam também menos barulho e mais chance de os bichos manterem a rotina na beira d’água. É nesse tipo de cenário que a onça-pintada, animal-símbolo do Pantanal, costuma ser vista descansando ou observando o movimento do rio.
Segundo o relato de Bruno Girotto ao Campo Grande News, divulgado em 22 de setembro de 2026, o encontro com as onças-pintadas aconteceu no Rio Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense, ao fim de uma expedição de cinco dias.
Do anzol à câmera
Hoje, Bruno mantém uma página nas redes sociais, o perfil @pescadoresms, para mostrar a diversidade de peixes da região pantaneira. Outros animais também ganham espaço ali, e o encontro com as onças é o registro mais recente.
O turismo de pesca e de observação de fauna é uma das marcas do Pantanal, e vídeos como esse ajudam a mostrar ao público de toda a Amazônia e do Brasil como é a vida selvagem em outros grandes biomas de planícies alagáveis, vizinhos da região amazônica. A onça-pintada também habita a floresta amazônica, onde é igualmente o maior predador terrestre.
Com a temporada de pesca e de passeios no rio seguindo seu curso, a expectativa é que Bruno continue divulgando novos registros da fauna no perfil @pescadoresms.
Com informações de Campo Grande News.
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