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Projeto da CNA e Embrapa reforça leite no Semiárido brasileiro

Projeto da CNA e Embrapa reforça leite no Semiárido brasileiro
Ilustração: IA

Iniciativa reúne recomendações de forrageiras adaptadas à seca para apoiar pequenos e médios produtores.

Pequenos e médios produtores de leite, carne, ovinos e caprinos do Semiárido brasileiro passaram a contar com um conjunto de recomendações para garantir alimento ao rebanho durante todo o ano. O Projeto Forrageiras para o Semiárido foi lançado em 3 de [CHECAR] de [CHECAR], em Baixa Grande, na Bahia, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa e o Instituto CNA, com o objetivo de reduzir custos, elevar a produtividade e fortalecer a atividade rural em regiões sujeitas à estiagem.

Projeto reúne dez anos de pesquisas

A iniciativa apresenta um “cardápio forrageiro” com espécies selecionadas para diferentes condições do Semiárido. O material considera características como tolerância à seca, exigência de fertilidade do solo, potencial produtivo, resistência a pragas e adequação ao manejo do pastejo.

Na primeira fase, os pesquisadores avaliaram 30 espécies forrageiras. O grupo inclui 12 gramíneas perenes, sete variedades de palma forrageira, oito gramíneas anuais e três leguminosas arbóreas. A proposta não é indicar uma única solução para todos os produtores, mas orientar combinações de plantas de acordo com o clima, o solo, a disponibilidade de água e a estrutura de cada propriedade.

Segundo a Embrapa, o planejamento forrageiro é decisivo para manter a produção animal em períodos de baixa precipitação. A formação de áreas de reserva pode diminuir a necessidade de compra de ração e reduzir a vulnerabilidade dos criadores durante as estiagens.

Alimentação é foco da estratégia

Durante o lançamento, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que o projeto pode contribuir para que o Semiárido recupere protagonismo na produção de leite brasileira. Para ele, a permanência dos pequenos produtores na atividade depende de redução de custos, adoção de tecnologia e maior eficiência no uso dos recursos disponíveis.

“Esses produtores precisam reduzir custos e investir em tecnologia para permanecerem competitivos”, afirmou João Martins, presidente da CNA.

A alimentação baseada em pastagens tropicais é apontada pela entidade como uma das vantagens competitivas da pecuária brasileira. No Semiárido, porém, o modelo precisa ser adaptado ao regime irregular de chuvas. A combinação entre palma forrageira, silagem e feno pode ajudar a manter a oferta de alimento quando a vegetação natural perde capacidade de suporte.

Segundo a CNA, a proposta também tem dimensão social, porque busca ampliar as oportunidades para propriedades familiares e evitar que a renda da cadeia fique concentrada em poucos empreendimentos. O projeto, no entanto, não apresenta uma estimativa oficial de quanto poderá elevar a produção de leite ou a renda dos participantes. Esse impacto deverá ser acompanhado durante a implantação das recomendações.

Entenda o caso

O Semiárido abrange áreas de diferentes estados do Nordeste e também parte de Minas Gerais. Mesmo dentro do bioma, existem diferenças expressivas de solo, altitude, regime de chuvas e disponibilidade de água.

Por esse motivo, o guia desenvolvido pelo projeto recomenda avaliar o conjunto de condições de cada propriedade antes de escolher as espécies. A chamada “poupança forrageira” consiste na formação antecipada de reservas para enfrentar os meses de estiagem.

Segundo a Embrapa, o Projeto Forrageiras para o Semiárido foi estruturado a partir de uma década de avaliações de espécies e combinações destinadas à alimentação de bovinos, ovinos e caprinos no bioma.

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Rally Forrageiras levará orientação ao campo

A disseminação das recomendações será feita por meio do Rally Forrageiras, uma programação de dias de campo prevista entre agosto e novembro. As atividades devem ocorrer em Nossa Senhora da Glória, em Sergipe; Monteirópolis, em Alagoas; Venturosa, em Pernambuco; Angicos, no Rio Grande do Norte; Montes Claros, em Minas Gerais; Paulistana, no Piauí; Colinas, no Maranhão; Assunção, na Paraíba; e Ibaretama, no Ceará.

Durante os encontros, os participantes receberão o Guia de Bolso Forrageiras para o Semiárido. O material também será disponibilizado na plataforma Senar Play, conforme informado pela CNA e pelo Instituto CNA. Produtores que desejarem orientação técnica poderão procurar os sindicatos rurais de seus municípios.

A experiência pode interessar também a produtores da Amazônia Legal que enfrentam períodos de seca, especialmente em áreas de transição entre o Semiárido, o Cerrado e a Amazônia. No entanto, as recomendações não devem ser transferidas automaticamente para os estados amazônicos. Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso apresentam condições de solo, umidade e pastagens distintas, exigindo validação técnica local.

Próximos passos

A expectativa é que os dias de campo aproximem os resultados da pesquisa das propriedades rurais e permitam ajustar as recomendações às realidades locais. A execução das atividades entre agosto e novembro e a procura pelos sindicatos rurais serão os próximos passos para ampliar o acesso dos produtores ao projeto.

Perguntas frequentes

O que é o Projeto Forrageiras para o Semiárido?

É uma iniciativa da CNA, da Embrapa e do Instituto CNA que reúne recomendações de espécies e combinações forrageiras adaptadas às condições do Semiárido brasileiro.

Quais animais podem ser beneficiados?

O projeto foi desenvolvido para apoiar a alimentação de bovinos de leite e de corte, além de ovinos e caprinos.

Como o produtor pode buscar orientação?

Os interessados podem procurar os sindicatos rurais da região e participar dos dias de campo do Rally Forrageiras, previstos para ocorrer entre agosto e novembro.

Com informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Embrapa.

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