Desmatamento - resultados da busca
Se você não gostou dos resultados, por favor, faça outra pesquisa
EII leva debates decisivos sobre justiça climática, REDD+ e financiamento florestal à COP30
A programação do Earth Innovation Institute (EII) na COP30, em Belém, revela a amplitude de temas que hoje moldam as disputas globais sobre clima,...
Prioridades dos Governadores da Amazônia a um Ano da COP30
Na primeira reunião do ano, os governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL) delinearam suas metas e prioridades para 2024,...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Marca Amazônia cria o alfabeto hidrográfico que vai blindar a floresta
Apenas 35% dos brasileiros conhecem a Amazônia, um dado alarmante que revela um abismo entre o patrimônio nacional e seu próprio povo. O Brasil...
UNAMAZ e GCF Task Force firmam aliança para impulsionar ciência e governança climática na...
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), a Associação de Universidades Amazônicas (UNAMAZ) e a Força-Tarefa...
Fundo Brasil-ONU para Amazônia: como os novos projetos de bioeconomia e combate ao crime...
O pacto pela bioeconomia e a reconstrução do tecido amazônico
A Amazônia Legal atravessa um momento de redefinição de suas bases produtivas e sociais, impulsionado...
O esturro da onça pintada ecoa por oitenta quilômetros quadrados e redefine como entendemos...
O esturro de uma onça-pintada possui uma frequência sonora tão baixa e poderosa que pode ser sentida fisicamente por presas e competidores antes mesmo...
“A COP da controvérsia”: Sky News aponta desafios e contradições na conferência em Belém
A Sky News destacou que a COP30, em andamento em Belém (PA), começou em meio a fortes controvérsias sobre sua localização, o custo do...
Novas imagens revelam como a gigante sucuri consegue dominar e caçar jacarés adultos nas...
A força necessária para interromper o fluxo sanguíneo de um réptil pré-histórico é equivalente ao peso de um ônibus sobre o peito de uma...
Transição energética justa e territórios indígenas: como a criação de FFZs e o direito...
O manifesto das raízes contra a hegemonia dos fósseis
O coração de Brasília tornou-se, nesta semana, o epicentro de uma diplomacia que nasce da terra....
Flotilha Yaku Mama chega à COP30 com mensagem de união dos povos indígenas da...
Depois de navegar por mais de 2.000 quilômetros pelos rios da Amazônia, a Flotilha Yaku Mama atracou nesta segunda-feira (10) em Belém, levando ao...
Baixa emissão de carbono na agropecuária do Amazonas é tema de seminários que buscam...
O despertar da agropecuária verde no Amazonas
O coração da floresta amazônica está se tornando o palco de uma transição tecnológica e ambiental sem precedentes...
Potencial da bioeconomia atrai investimentos e transforma a Amazônia
Modelo de produção sustentável ganha força no Pará com apoio a empreendedores da floresta e investimentos em inovação. Estado mira 4,5% do PIB com...
Revista Amazônia, de Novembro mergulha no clima da COP30 e celebra o protagonismo da...
A edição de novembro da Revista Amazônia chega em clima de COP30, a Conferência do Clima das Nações Unidas que transforma Belém no centro...
Dez anos após Paris, COP30 expõe urgência por ação e não apenas promessas
Dez anos depois de conduzir o Acordo de Paris, o diplomata francês Laurent Fabius voltou a ser protagonista no debate climático, agora em Belém,...
Amazônia navega rumo ao futuro com energia solar nos barcos
Na Amazônia, os rios são mais do que simples cursos d’água; são as artérias que conectam comunidades ribeirinhas e indígenas, transportando pessoas, bens e...
EUA ampliam apoio ao Fundo Amazônia com nova contribuição
Em um movimento significativo para reforçar a colaboração ambiental com o Brasil, os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira, 5 de julho, a transferência de...
Pantanal em risco: Como a fita métrica do Código Florestal ignora o pulso das...
O conflito entre a régua jurídica e o pulso ecológico
A implementação do Código Florestal de 2012 introduziu uma mudança sutil, mas profunda, na forma...
Príncipe William lança parceria inédita pela proteção de defensores da Amazônia no United for...
Durante o United for Wildlife Global Summit, realizado no dia 4 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro, o Príncipe William anunciou uma...
Como a perereca-de-vidro usa a transparência como estratégia de defesa
Em meio às folhas verdes e úmidas das florestas tropicais, existe um anfíbio quase invisível aos olhos desatentos: a perereca-de-vidro. Com um corpo translúcido...


![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)





















