desmatamento na Amazônia - resultados da busca

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Bruno Kelly/Amazônia Real/Wikimedia Commons

As artérias invisíveis do céu: a surpreendente verdade sobre a fábrica de chuvas da...

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Sobrevoando a imensidão verde da Amazônia, não se veem todas as suas águas. Além dos rios sinuosos que cortam o solo, existem outros, invisíveis...
Reprodução

COP30 coloca Amazônia e sustentabilidade no centro do debate global

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Às vésperas da trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que acontece em Belém em novembro, cresce a expectativa sobre...
Foto: Rafael Medelima / COP30

Hidrogênio verde e biofábricas são a nova aliança para salvar a Amazônia

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A nova matriz da esperança e o roteiro para 2050 O Brasil desenha hoje o mapa de sua maior transformação econômica desde o início do...
Imagem: Daiana Thalisy da Silva Mitouso

Brasil abriga o maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta

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Um gigante invisível sob a floresta Por décadas, o Aquífero Guarani ocupou o imaginário coletivo como o maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta....
Reprodução - Portal para Amazônia

Um novo pacto global para manter as florestas em pé: o fundo que vai...

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À beira da COP30, marcada para novembro em Belém (PA), o Brasil propõe um instrumento inédito de financiamento climático que pode transformar a lógica...

Como o Ipê-amarelo utiliza o clima seco da Amazônia para florescer e atrair polinizadores...

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O ipê-amarelo da Amazônia perde todas as folhas antes de florescer criando um espetáculo que atrai polinizadores de quilômetros durante a estação seca. Esse...
Fernando Frazão/Agência Brasil

Moradia precária marca áreas protegidas na Amazônia Legal

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Nas expansivas regiões da Amazônia Legal, onde florestas e rios guardam saberes ancestrais e modos de vida milenares, encontra-se uma realidade que contrasta com...
Crianças plantando uma árvore com o logotipo da COP30 Belém para Amazônia Brasil 2025 ao fundo.

Fundo Brasil-ONU para Amazônia: como os novos projetos de bioeconomia e combate ao crime...

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O pacto pela bioeconomia e a reconstrução do tecido amazônico A Amazônia Legal atravessa um momento de redefinição de suas bases produtivas e sociais, impulsionado...
Reuters/ Johannes P. Christo

Banco Mundial financia projeto para salvar florestas do Pará

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O estado do Pará, guardião de uma das porções mais estratégicas da Amazônia, será palco de uma nova iniciativa internacional de conservação e desenvolvimento...

A vida invisível dos fungos amazônicos aliados silenciosos do ecossistema

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Debaixo das copas imponentes e dos rios serpenteantes da Amazônia, um mundo oculto pulsa em silêncio. Longe dos olhares curiosos, os fungos amazônicos tecem...
Por que os urubus são vitais para o meio ambiente

Por que os urubus são fundamentais para a saúde do ambiente?

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Voando em círculos sob o céu da Amazônia, os urubus parecem sombras silenciosas, muitas vezes julgados como sinistros ou sujos. Mas esses pássaros, com...
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.

Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos

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Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Foto: Claudio Kbene

Vozes dos Biomas leva escuta dos territórios à COP30

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