produção sustentável - resultados da busca
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Agricultura familiar amplia mercado com apoio federal
O papel das compras públicas e dos programas sociais na agricultura familiar
A agricultura familiar brasileira tem sido historicamente responsável por grande parte da produção...
Agricultura familiar e várzea do Solimões revelam modelo produtivo que conserva floresta e sustenta...
Sistema tradicional aproveita cheias naturais para produzir alimentos sem desmatamento na Amazônia
As várzeas do rio Solimões são fertilizadas naturalmente todos os anos pelas cheias,...
Integração de espécies eleva produtividade e reforça sustentabilidade na piscicultura amazônica
A pesquisa comparou a piscicultura com a pecuária bovina, suinocultura e avicultura, e mostrou que é possível produzir a mesma quantidade de proteína usando...
Pará integra desenvolvimento econômico, clima e produção rural em nova estratégia
Um novo ciclo de desenvolvimento ganha forma nos municípios paraenses
O Pará inicia 2026 com uma estratégia mais integrada para impulsionar o desenvolvimento econômico em...
Agricultura familiar ganha força com Pronaf em Terra Santa
Crédito rural que muda destinos no interior do Brasil
No município de Terra Santa, no oeste do Pará, uma história individual ajuda a iluminar um...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Biotecnologia e microrganismos viabilizam a produção de óleos ecológicos
Três anos após sua fundação, a startup de biotecnologia ÄIO, sediada em Talin, capital da Estônia, lança seu primeiro produto: um óleo em pó...
Avanço tecnológico: cientistas transformam resíduos de colheita em matérias-primas industriais úteis para o mercado...
Cientistas de todo o mundo estão desenvolvendo métodos para extrair celulose e lignina de resíduos de colheita que, historicamente, eram queimados ou deixados para...
Roça Sustentável – Como a agricultura familiar multiplica produtividade com sustentabilidade
Imagine uma técnica agrícola que quintuplica a produtividade da mandioca, aumenta em 50% a produção de arroz e milho na mesma área, sem fogo...
COP30: Brasil e Chile anunciam meta para reduzir energia no transporte até 2035
Durante a COP30, em Belém (PA), dez países firmaram um compromisso internacional para reduzir em 25% o consumo de energia do setor de transportes...
Agricultura familiar de Afuá reforça combate à fome com apoio do PAA
Agricultura familiar fortalece segurança alimentar em Afuá com apoio da Emater e do PAA
No coração do arquipélago do Marajó, a agricultura familiar volta a...
O agro brasileiro é o “Pix verde” que incomoda o mundo
Potência produtiva e sustentável, o setor sofre com narrativas externas e falta de financiamento
Alimentar uma população mundial em crescimento é hoje um dos maiores...
Investimentos na agricultura paraense impulsionam crescimento sustentável e projeção internacional
No Dia Mundial da Agricultura, celebrado em 20 de março, o Pará se consolida como um dos maiores polos agrícolas do Brasil, liderando a...
Mulheres impulsionam bioeconomia dos óleos na Amazônia
Mulheres lideram bioeconomia óleos Amazônia
O protagonismo de mulheres na produção de óleos da floresta amazônica vem redesenhando a bioeconomia regional. Em comunidades ribeirinhas e...
É Possível Construir Cadeias Sustentáveis para o Chocolate?
Apesar de ser um dos doces mais populares globalmente, o chocolate tem um histórico marcado por sérios problemas socioambientais.
O lado amargo do chocolate
Cerca de...
Mistura de óleos vegetais cria alternativa sustentável para bioplásticos
Pesquisadores da Faculdade de Ciências da Unesp em Bauru demonstraram que misturar óleos vegetais modificados quimicamente pode ser uma solução perene e sustentável para...
Petrobras produz pela primeira vez combustível de aviação sustentável com óleo vegetal
A Petrobras deu um passo inédito em direção à descarbonização do setor aéreo. Na primeira semana de setembro, a Refinaria Henrique Lage (Revap), em...
Pecuária sustentável do Pará impressiona ministro do clima da Noruega
Durante a COP30 em Belém, a visita do ministro do clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, ao Pará consolidou uma parceria simbólica entre conservação...
Vale dobra a produção de ferro a partir de rejeitos e revoluciona setor
A Revolução Silenciosa dos Rejeitos e o Futuro da Mineração Circular
A trajetória da Vale no último ano marca um ponto de inflexão na forma...
Garantir a segurança alimentar é usar o “prato cheio” como escudo contra os crimes...
A narrativa tradicional sobre o colapso ambiental costuma colocar a produção de alimentos no banco dos réus. No entanto, uma análise profunda da realidade...





![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)


















