produção sustentável - resultados da busca
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Inovação Sustentável: 'Cimento Verde' e Película Comestível Chegam ao Mercado
A UFMG lança duas inovações sustentáveis: um 'cimento verde' que reaproveita resíduos industriais e uma película comestível que prolonga a vida útil de frutas. Ambas as tecnologias, desenvolvidas com apoio da Finep, prometem impactos ambientais e econômicos significativos.
Batata-doce: a nova aposta brasileira para etanol e biometano
Uma nova parceria tecnológica promete revolucionar o setor de biocombustíveis no Brasil. O Instituto Agronômico (IAC) e a Agropecuária Vista Alegre, do Grupo Better Beef, uniram forças para desenvolver cultivares de batata-doce otimizadas para a produção de etanol e biometano. A iniciativa busca não apenas maior rendimento industrial, mas também o aproveitamento integral da cultura, incluindo resíduos para biogás.
Pirarucu: rodada conecta comunidades e empresas em Tefé
A XVIII Rodada de Negócios do Pirarucu de Manejo Sustentável será realizada em 27 de agosto, em Tefé, no Amazonas. O evento aproxima comunidades ribeirinhas, compradores e fornecedores interessados na cadeia produtiva do pescado sustentável.
A andiroba Carapa guianensis fornece óleo medicinal anti-inflamatório e árvores antigas garantem colheitas fartas...
A andiroba Carapa guianensis possui uma capacidade singular de produção que desafia a lógica comum da agricultura: as árvores mais velhas, em vez de...
Brasil e Holanda unem forças por pesquisa inovadora no Cerrado
Uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho de Pesquisa Holandês (NWO) acaba de divulgar os resultados de uma importante chamada de projetos. O foco é financiar pesquisas que buscam um equilíbrio entre a produção agrícola e a proteção ambiental no bioma Cerrado, especialmente na região do Matopiba.
Bioplástico Amazônico, o Futuro Sustentável da Floresta
A Floresta Amazônia, conhecida por sua biodiversidade exuberante, guarda segredos que podem revolucionar a indústria de plásticos e embalagens. Pesquisadores e empresas inovadoras estão...
Emater-Pará leva CAR a famílias rurais de Breves
Em uma manhã vibrante em Breves, no Marajó, 30 famílias de pequenos agricultores receberam um documento que pode transformar suas vidas: o Cadastro Ambiental...
Indígenas recebem por serviços ambientais com Castanha-do-Pará
A produção de castanha-da-amazônia por povos indígenas em Rondônia alcançou um novo patamar de valorização. Pela primeira vez, a comunidade recebeu um pagamento adicional por serviços ambientais, reconhecendo seu papel vital na conservação da floresta. Este modelo inovador integra pesquisa, conhecimento tradicional e mercado para fortalecer a economia local.
Neste Dia do Trabalhador conheça as comunidades ribeirinhas que sustentam a floresta amazônica preservando...
Os ribeirinhos da Amazônia possuem uma adaptação cultural e biológica impressionante, moldada por séculos de coexistência com os ciclos de cheia e vazante dos...
Brasil pode dobrar produção de biocombustíveis sem desmatar, revela estudo
Um novo estudo mostra que o Brasil pode mais do que dobrar a produção e o consumo de biocombustíveis até 2050, sem precisar abrir...
A palavra mandioca tem origem no tupi mandi-oca e sua lenda conta a história...
A mandioca (Manihot esculenta) não é apenas um alimento; é a base da segurança alimentar de milhões de pessoas na Amazônia e em todo...
Agricultura familiar e várzea do Solimões revelam modelo produtivo que conserva floresta e sustenta...
Sistema tradicional aproveita cheias naturais para produzir alimentos sem desmatamento na Amazônia
As várzeas do rio Solimões são fertilizadas naturalmente todos os anos pelas cheias,...
Artesanato florestal no Pará transforma saberes tradicionais em bioeconomia sustentável
Na região nordeste do Pará, um projeto sustentável inovador vem ressignificando a relação entre floresta e economia local. Cipós, frutos, sementes e madeiras que...
Racismo ambiental entra na pauta da pesca artesanal
Pesca artesanal no centro da estratégia nacional
A pesca artesanal, durante décadas tratada como atividade periférica, passou a ocupar lugar estruturante na agenda pública brasileira....
Fundo Rural+Verde na Amazônia busca US$ 25 milhões para projetos sustentáveis
A Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), do Instituto Amazônia+21, lançou o Fundo Rural+Verde com meta de captar US$ 25 milhões. A iniciativa visa fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, aumentar a inclusão produtiva e combater a pobreza na Amazônia Legal, com o Banco da Amazônia como cotista âncora.
Pará integra desenvolvimento econômico, clima e produção rural em nova estratégia
Um novo ciclo de desenvolvimento ganha forma nos municípios paraenses
O Pará inicia 2026 com uma estratégia mais integrada para impulsionar o desenvolvimento econômico em...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Agricultura familiar amplia mercado com apoio federal
O papel das compras públicas e dos programas sociais na agricultura familiar
A agricultura familiar brasileira tem sido historicamente responsável por grande parte da produção...
Roça Sustentável - Como a agricultura familiar multiplica produtividade com sustentabilidade
Imagine uma técnica agrícola que quintuplica a produtividade da mandioca, aumenta em 50% a produção de arroz e milho na mesma área, sem fogo...
Como a expansão do óleo de palma sustentável e o Grupo Daabon redefinem a...
A palma de óleo, conhecida popularmente no Brasil como dendê, possui uma eficiência biológica incomparável quando comparada a outras culturas oleaginosas do planeta. Uma...
















![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)






