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Parque de Goiás esconde caverna com 16,4 quilômetros e 12 cachoeiras sob a terra, mas travessia exige guia e preparo

Do lado de fora, a abertura parece uma fenda monumental em um paredão coberto por vegetação. Depois que o visitante entra, a luz diminui, o som da água cresce e a paisagem muda completamente. No Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste de Goiás, rios atravessam cavernas e formam salões, passagens e cachoeiras subterrâneas.

O complexo está entre São Domingos e Guarani de Goiás. Cinco cavernas são oficialmente abertas à visitação: Terra Ronca I e II, Angélica, São Bernardo e São Mateus. Cada uma oferece um nível diferente de dificuldade, e a entrada deve seguir as regras ambientais e de condução local.

São Vicente I guarda 12 quedas d’água

Uma das formações mais impressionantes é São Vicente I. Dados divulgados pelo Governo de Goiás em 2026 apontam cerca de 16,4 quilômetros de extensão e 12 cachoeiras em seu interior. Ela é considerada uma das maiores cavernas do país, mas não faz parte da lista regular das cinco cavidades turísticas abertas divulgada pela gestão do parque.

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Essa diferença é essencial para planejar a viagem. Ver uma caverna em fotografias não significa que o acesso esteja liberado ou seja adequado para visitantes sem experiência. Algumas entradas exigem técnicas verticais, longas caminhadas, travessias na água e avaliação das condições meteorológicas.

Terra Ronca I é a imagem mais conhecida do parque. Sua entrada alcança dimensões monumentais e recebe uma celebração religiosa tradicional. O rio atravessa a cavidade, e a combinação entre paredões, vegetação e escala humana permite compreender por que o lugar ganhou o nome de Terra Ronca: a água e o espaço subterrâneo produzem uma presença sonora marcante.

A estação de chuva muda completamente o risco

Rios subterrâneos podem subir rapidamente. Por isso, o período, o volume de chuva e a orientação de condutores experientes são elementos de segurança, não meros detalhes turísticos. Capacete, iluminação apropriada e calçado aderente também fazem parte da experiência.

A cidade de São Domingos funciona como uma das bases para quem visita a região. As distâncias, as estradas e a comunicação limitada em alguns trechos exigem planejamento prévio. O parque não deve ser tratado como uma atração urbana em que basta chegar e comprar um ingresso.

Essa menor facilidade ajudou a manter Terra Ronca fora do turismo de massa. Em compensação, o visitante encontra algo raro: rios que desaparecem sob a rocha, cachoeiras sem céu e salões naturais cujo tamanho só se torna evidente quando uma pessoa aparece minúscula diante das paredes.

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