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Fundo Amazônia abre edital de R$ 230 milhões para negócios…

Prospera Amazônia vai investir R$ 30 milhões no Amazonas

Prospera Amazônia vai investir R$ 30 milhões no Amazonas

Recursos do Fundo Amazônia vão financiar negócios comunitários sustentáveis em nove municípios do Alto Solimões.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai investir até R$ 30 milhões em negócios sustentáveis em nove municípios do Amazonas. Os recursos fazem parte do Edital Prospera Amazônia, lançado nesta quinta-feira (2) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Fundo Amazônia. No total, o programa destinará R$ 230 milhões para negócios comunitários da sociobioeconomia em toda a Amazônia Legal.

No Amazonas, o investimento será direcionado ao Território da Sociobioeconomia (TSBio) do Alto Solimões, abrangendo os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins. A seleção de territórios considerou critérios técnicos como valor da produção extrativista, presença de estabelecimentos da agricultura familiar, quantidade de negócios comunitários e nível de prontidão das principais cadeias produtivas.

Como funciona o edital

O edital visa selecionar organizações com atuação territorial para oferecer serviços continuados a associações, cooperativas, coletivos e empreendimentos comunitários que trabalham com produtos e serviços da sociobiodiversidade. O apoio incluirá assistência técnica, formação, capacitação, assessoria para gestão, regularização documental, adequação sanitária e ambiental, certificação, agregação de valor, acesso a crédito, políticas públicas e mercados.

Com essa estrutura, o MMA e o BNDES pretendem transformar a produção sustentável dos territórios amazônicos em negócios mais estruturados, capazes de gerar renda, ganhar escala e acessar novos mercados sem abrir mão da conservação da floresta. A iniciativa vai apoiar negócios coordenados por povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e demais povos e comunidades tradicionais.

Floresta em pé como negócio

“O Fundo Amazônia voltou a operar com escala e capacidade de chegar aos territórios. O Prospera Amazônia é mais um passo nessa direção: apoiar quem produz conservando, fortalecer negócios comunitários e transformar a floresta em oportunidade concreta de renda, trabalho e desenvolvimento sustentável”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Segundo Mercadante, a sociobioeconomia é uma agenda estratégica para o Brasil porque combina combate ao desmatamento, inclusão produtiva e valorização da biodiversidade. A iniciativa busca dar resposta concreta às barreiras que empreendimentos comunitários enfrentam: falta de assistência técnica, dificuldades de gestão, regularização, certificação, logística, beneficiamento e comercialização.

Entenda o contexto

O Fundo Amazônia é um mecanismo financeiro gerido pelo BNDES para captar doações e investir em projetos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal. Criado em 2008, o fundo recebe recursos de países como Noruega e Alemanha. Após um período de paralisação entre 2019 e 2022, o fundo voltou a operar em 2023 com agenda renovada.

Protagonismo local

“O Prospera Amazônia parte de uma visão essencial: a economia da floresta precisa ser construída com protagonismo de quem vive nos territórios. Ao fortalecer organizações locais, cooperativas, associações e empreendimentos comunitários, o Fundo Amazônia ajuda a criar condições para que produtos da sociobiodiversidade ganhem escala, qualidade, mercado e renda, sem abrir mão da conservação”, afirma Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES.

Os valores de apoio serão escalonados por território da sociobioeconomia, conforme as características de cada TSBio. A expectativa é que os recursos contribuam para a estruturação de cadeias produtivas locais, ampliando a capacidade de geração de renda das comunidades amazônidas sem pressão sobre a floresta.

Impacto regional

O Alto Solimões, região contemplada no Amazonas, é uma área estratégica para a sociobioeconomia, com forte presença de povos indígenas e comunidades tradicionais que trabalham com produtos florestais não madeireiros, pesca artesanal, manejo de pirarucu e agricultura familiar. A região enfrenta desafios logísticos pela distância dos grandes centros urbanos, mas tem potencial produtivo significativo em cadeias como açaí, castanha, pescado manejado e artesanato.

A seleção de organizações executoras do programa será feita por meio de edital público, com prazo e critérios a serem definidos pelo BNDES e pelo Ministério do Meio Ambiente. As entidades selecionadas atuarão como intermediárias, oferecendo apoio técnico e institucional aos empreendimentos comunitários locais.

Próximos passos

O edital Prospera Amazônia está oficialmente aberto desde o dia 2 de julho de 2026. As organizações interessadas em atuar nos territórios da sociobioeconomia devem acompanhar as publicações oficiais do BNDES para conhecer prazos de inscrição, documentação necessária e critérios de seleção. A expectativa é que as primeiras ações nos territórios comecem ainda no segundo semestre de 2026.

Perguntas frequentes

Quem pode ser beneficiado pelo Prospera Amazônia?

Associações, cooperativas, coletivos e empreendimentos comunitários que trabalham com produtos e serviços da sociobiodiversidade na Amazônia Legal, incluindo povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e agricultores familiares.

Quais municípios do Amazonas serão atendidos?

Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins, todos na região do Alto Solimões.

Qual o valor total destinado à Amazônia?

R$ 230 milhões do Fundo Amazônia, distribuídos entre todos os estados da Amazônia Legal. O Amazonas receberá até R$ 30 milhões.

Com informações do BNDES.

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