
A Revista Amazônia lança a série Lendas da Amazônia, que reconta 21 lendas amazônicas em vídeos de animação em massinha e em reportagens que mostram o que existe de real por trás de cada história. Os três primeiros episódios, sobre a vitória-régia, o guaraná e o açaí, já estão no ar no site, no YouTube e no Instagram da revista. As próximas histórias saem às terças, quintas e sábados.
A proposta é levar para o celular, em cerca de um minuto, narrativas que atravessam gerações nas aldeias, nas comunidades ribeirinhas e nas cidades da região, e completar cada vídeo com uma reportagem sobre a planta, o animal ou o lugar que inspirou a lenda. Todas as histórias ficam reunidas no guia Lendas da Amazônia.
Como funciona a série
Cada lenda chega em duas partes. O vídeo conta a história em versão de massinha, com narração e legenda, e termina com uma lição para o dia a dia. A reportagem aprofunda a narrativa, registra as principais variações e mostra o que a ciência sabe sobre aquilo que a lenda explica.
Sempre que possível, a reportagem amarra a história ao Pará: onde ver a planta, onde o fruto chega de barco, qual comunidade guarda a tradição. As ilustrações são criadas em massinha com inteligência artificial e identificadas como tal em cada publicação.
Os três primeiros episódios
O primeiro episódio é a lenda da vitória-régia, de Naiá, a jovem que queria ser levada pela Lua e mergulhou atrás do reflexo dela. A reportagem mostra a planta real, cuja flor abre branca à noite e fica rosada na segunda noite, e conta que o Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, cultiva a vitória-régia desde 1900.
O segundo é a lenda do guaraná, do povo Sateré-Mawé, que se apresenta como filho do guaraná. Segundo a narrativa, a planta nasceu dos olhos de um menino. O fruto aberto parece mesmo um olho, e o guaraná sateré-mawé recebeu em 2020 do INPI a primeira Denominação de Origem concedida a um povo indígena no Brasil.
O terceiro é a lenda do açaí, que se passa onde hoje fica Belém. Iaçá, a filha do cacique Itaki, deu nome ao fruto que salvou o seu povo da fome, e o nome dela, escrito ao contrário, virou açaí. Segundo o IBGE, o Pará respondeu por 93% do açaí produzido no Brasil em 2023.
Duas temporadas e 21 histórias
A primeira temporada, Como nasceram as coisas da Amazônia, reúne lendas de origem. Depois da vitória-régia, do guaraná e do açaí, vêm a mandioca, a noite guardada num caroço de tucumã, o rio das lágrimas, o pirarucu, o uirapuru, o tambatajá e o muiraquitã.
A segunda temporada, Os encantados da floresta e dos rios, trata dos seres e guardiões da mata e das águas: o boto, a Iara, o Curupira, a Matinta Perera, a Cobra Grande, o Mapinguari, as Icamiabas, a fábula do jabuti e da anta, o Anhangá e o fogo guardado pela onça. A 21ª história, de Guaraci e Jaci, o Sol e a Lua da mitologia tupi, abre a fase seguinte.
Ao fim de cada temporada, as dez histórias serão reunidas em um episódio mais longo no canal da Revista Amazônia no YouTube.
Lenda é lenda, fato é fato
Lendas são narrativas orais e mudam de contador para contador. A série apresenta a versão mais conhecida de cada história e indica quando há outras. Os povos indígenas citados são povos vivos, e a origem de uma lenda só é atribuída a um povo quando há registro dessa autoria.
Já os dados sobre plantas, animais e lugares seguem o padrão de checagem da revista e vêm de instituições como o Museu Goeldi, a Embrapa, o IBGE e o INPI.
Entenda a série
- O que é: 21 lendas amazônicas em vídeo de massinha e reportagem.
- Quando: novas histórias às terças, quintas e sábados.
- Onde: no site, no YouTube e no Instagram da Revista Amazônia.
- Guia completo: revistaamazonia.com.br/lendas-da-amazonia.
A próxima lenda da série é a da mandioca, no sábado, 7 de novembro.
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