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A maior descoberta pode não estar na tecnologia, mas no…

Disco facial da coruja funciona como antena parabólica e direciona o som até os ouvidos desalinhados

3 razões pelas quais as corujas são caçadoras perfeitas
Imagem criada com IA

Resposta direta: uma coruja no telhado pode estar ouvindo ratos, insetos, lagartixas ou outros pequenos animais escondidos nas proximidades. Em várias espécies, as penas ao redor do rosto ajudam a direcionar o som para os ouvidos, aumentando a precisão com que a ave identifica a origem de ruídos durante a noite.

A casa parecia silenciosa.

Nenhum morador havia escutado passos no forro. O quintal estava imóvel e as folhas quase não se mexiam. Ainda assim, a coruja permanecia concentrada em um único ponto.

De repente, inclinou a cabeça.

Depois, lançou-se na direção do chão.

O que parecia silêncio para as pessoas podia estar cheio de informações para a ave.

O rosto que ajuda a captar sons

O formato arredondado do rosto de muitas corujas não serve apenas para produzir uma aparência marcante.

As penas formam uma estrutura conhecida como disco facial. Ela ajuda a reunir e conduzir ondas sonoras em direção aos ouvidos.

O princípio lembra, de maneira simplificada, o funcionamento de uma antena parabólica. Sons discretos provenientes do ambiente são direcionados para áreas específicas da cabeça.

Isso permite à coruja perceber ruídos que passariam despercebidos para os seres humanos.

Os ouvidos não ficam onde parecem

As pequenas estruturas semelhantes a “orelhas” vistas em algumas corujas são apenas tufos de penas. Elas não correspondem aos ouvidos verdadeiros.

As aberturas auditivas ficam nas laterais da cabeça, escondidas pela plumagem.

Em algumas espécies, os ouvidos estão posicionados de forma assimétrica. Um pode ficar ligeiramente mais alto que o outro.

Essa diferença ajuda a comparar o momento e a intensidade com que o som chega a cada lado. Assim, a ave consegue estimar se o ruído vem de cima, de baixo, da direita ou da esquerda.

Como ela encontra um animal sem enxergá-lo?

Imagine um rato movimentando-se sob folhas secas.

A coruja pode não ver diretamente o animal. Mesmo assim, os sons produzidos pelos passos, pela respiração ou pelo contato com a vegetação fornecem pistas.

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A ave movimenta a cabeça para comparar as informações sonoras. Quando identifica a posição da presa, pode voar em sua direção e ajustar o ataque durante a aproximação.

Em determinadas situações, a audição é tão importante quanto a visão.

É por isso que uma coruja pousada no telhado pode parecer interessada em um espaço aparentemente vazio.

O que ela pode estar ouvindo dentro da residência?

Uma visita frequente pode estar relacionada à presença de pequenos animais no forro, no quintal ou em estruturas anexas.

Entre as possibilidades estão:

  • ratos e camundongos;
  • lagartixas;
  • insetos grandes;
  • pequenas aves;
  • sapos;
  • morcegos;
  • animais movimentando-se entre folhas ou materiais acumulados.

Isso não significa que a coruja consiga ouvir qualquer coisa através de paredes espessas. Ela responde aos sons que chegam ao ambiente externo e aos locais onde há frestas, telhas, forros leves ou aberturas.

Por que ela inclina tanto a cabeça?

O movimento ajuda a localizar sons e modificar o campo de visão.

Como os olhos das corujas têm pouca mobilidade dentro das órbitas, o animal precisa mexer a cabeça para observar diferentes direções.

Ao inclinar ou girar o pescoço, a ave também altera a forma como o som chega aos ouvidos.

A postura que parece curiosidade ou espanto pode fazer parte de um processo preciso de investigação.

O silêncio da noite amplia as pistas

Durante a madrugada, o movimento de pessoas e veículos costuma diminuir.

Com menos ruídos interferindo no ambiente, sons produzidos por pequenos animais podem se tornar mais fáceis de detectar.

A coruja aproveita essa janela. Sua atividade noturna coincide com o período em que muitas presas também deixam seus esconderijos.

O telhado oferece altura, estabilidade e um campo sonoro relativamente aberto.

A coruja está ouvindo conversas?

A ave pode perceber vozes e movimentos humanos, mas não compreende conversas como uma pessoa.

Se ela vira a cabeça quando alguém fala, provavelmente está reagindo ao som e avaliando se existe risco.

O mesmo vale para interpretações de que a coruja estaria “escutando pensamentos” ou identificando conflitos emocionais. Não existe evidência de que esses fenômenos ocorram.

Sua capacidade é extraordinária sem precisar de explicações sobrenaturais.

O que a visita pode revelar

Uma coruja concentrada sobre uma casa pode indicar que o local possui atividade biológica durante a noite.

Talvez existam animais no quintal. Talvez haja movimentação no forro. Talvez a iluminação esteja atraindo presas.

Observar a ave pode incentivar uma inspeção cuidadosa da residência, especialmente quando existem outros sinais de roedores.

Ainda assim, não se deve tentar capturar ou usar a coruja como método de controle.

Um mundo sonoro escondido dentro da noite

Para os moradores, a madrugada pode parecer vazia.

Para uma coruja, cada ruído forma um mapa.

Folhas se movendo, patas tocando a madeira e asas batendo no escuro ajudam a revelar onde estão as presas e os perigos.

Quando a ave inclina a cabeça no telhado, ela pode não estar olhando para o mistério.

Talvez esteja apenas ouvindo algo que ninguém mais percebeu.

Perguntas frequentes

Corujas possuem boa audição?

Sim. A audição é uma das principais ferramentas utilizadas por muitas espécies para localizar presas.

Os tufos na cabeça são orelhas?

Não. São penas. As aberturas auditivas verdadeiras ficam escondidas nas laterais da cabeça.

Uma coruja pode ouvir ratos no forro?

Ela pode perceber ruídos que escapam por telhas, frestas e estruturas leves, especialmente quando o ambiente externo está silencioso.

Por que a coruja balança a cabeça?

O movimento ajuda a ajustar o campo visual e a localizar a direção dos sons.


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