
O oganessônio é o último elemento confirmado da tabela periódica. Símbolo Og, número atômico 118, massa atômica de 294 unidades. Foi sintetizado em 2002 no Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear, em Dubna, na Rússia, em colaboração com o Lawrence Livermore National Laboratory. Yuri Oganessian, líder da equipe russa, foi o segundo cientista a ter elemento nomeado em vida na tabela.
O elemento que fechou a sétima linha
A tabela periódica moderna tem sete linhas (períodos). O oganessônio completa a sétima linha como último elemento conhecido. Está classificado entre os gases nobres pela posição na tabela, embora suas propriedades reais ainda sejam debate aberto entre pesquisadores. Existe apenas em quantidades infinitesimais, alguns átomos por experimento, com tempo de vida medido em milissegundos.
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Plutônio: o elemento sintético que alimenta as sondas Voyager há quase cinco décadas no espaço profundoO processo de síntese envolveu bombardear alvos de califórnio (elemento 98) com íons de cálcio acelerados a velocidades extremas. Os pesquisadores conseguiram identificar apenas alguns átomos do novo elemento ao longo de meses de experimentos. A confirmação oficial pela IUPAC veio em 2016, e o nome foi aprovado em homenagem a Yuri Oganessian.
Yuri Oganessian e a homenagem em vida
Yuri Oganessian é físico nuclear armênio nascido na Rússia, líder por décadas da equipe que descobriu vários elementos superpesados em Dubna. Quando o nome do elemento 118 foi confirmado em 2016, ele tinha 83 anos. Foi a segunda vez na história da tabela periódica que um elemento recebeu o nome de um cientista ainda vivo. A primeira foi Glenn Seaborg, em 1997, com o seabórgio (elemento 106).
A nomeação reflete o reconhecimento internacional da contribuição de Oganessian para a química dos transurânicos. Sua equipe descobriu também os elementos 113 (nihônio), 115 (moscóvio), 117 (tennessino) e contribuiu para outros. Dubna se firmou como centro mundial da pesquisa em elementos superpesados.
A ilha de estabilidade
Físicos teóricos preveem desde os anos 1960 que pode existir uma região da tabela periódica, ainda não alcançada experimentalmente, onde elementos superpesados teriam meia-vida muito mais longa que os atuais. Essa ilha de estabilidade fica em torno do número atômico 114, com determinados números de prótons e nêutrons. O oganessônio é uma estação no caminho dessa busca.
Se a ilha de estabilidade existir e for alcançada, novos elementos químicos poderiam ter aplicações práticas, hoje inviáveis pela rapidez com que se desintegram. Pesquisadores trabalham para sintetizar o elemento 119 e além, com técnicas cada vez mais sofisticadas. Cada novo elemento é desafio de meses ou anos de experimentos.
O que isso significa para a ciência
O oganessônio é fronteira da química humana. Entre os elementos da tabela periódica, do hidrogênio ao oganessônio, o intervalo cobre toda a química conhecida pela humanidade. Cada novo elemento amplia a compreensão dos átomos e da matéria do universo.
A pesquisa em elementos superpesados é também colaboração internacional. Dubna, Berkeley, Darmstadt (Alemanha), RIKEN (Japão) e outros centros disputam descobertas, mas também colaboram em consórcios. A química dos extremos é cada vez mais empreendimento global, e o oganessônio é símbolo dessa cooperação científica de fronteira.
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