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Tungstênio: o metal de maior ponto de fusão da tabela periódica e quase monopólio chinês

O tungstênio tem o ponto de fusão mais alto entre todos os metais conhecidos. Símbolo W, número atômico 74, massa atômica de 183,8 unidades. China domina o mercado global com mais de 80% da produção mundial. O metal aparece em filamentos de lâmpadas antigas, ferramentas de corte e munição militar.

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O tungstênio como elemento

O tungstênio foi isolado em 1783 pelos irmãos espanhóis Juan José e Fausto Elhuyar. O nome vem do sueco tung sten (pedra pesada), e o símbolo W vem do alemão Wolfram. A dupla nomenclatura é exceção na química e reflete a história simultânea da descoberta em diferentes países.

Sua propriedade mais notável é o ponto de fusão de aproximadamente 3.422 graus Celsius, o mais alto entre os metais conhecidos. Tem densidade similar à do ouro e do urânio, o que o torna útil em aplicações que exigem peso concentrado em pouco volume. É metal de transição duro, denso e quimicamente estável em condições normais.

O quase monopólio chinês

A China concentra mais de 80% da produção mundial de tungstênio. As principais minas estão em Jiangxi e em outras províncias. Outros produtores relevantes incluem Vietnã, Rússia e Bolívia, mas todos com participação muito menor. O domínio chinês transforma o metal em ativo geopolítico estratégico.

O Brasil tem reservas modestas de tungstênio em estados como Rio Grande do Norte e Minas Gerais, com produção limitada. Países desenvolvidos buscam diversificar fontes para reduzir dependência da China, mas a dificuldade de extração e refino mantém o status do mercado.

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Aplicações que dependem do tungstênio

Filamentos de lâmpadas incandescentes foram, por décadas, a aplicação mais conhecida do tungstênio. O alto ponto de fusão permitia que o metal aquecesse até emitir luz branca sem derreter. A substituição por LEDs reduziu drasticamente esse uso, mas o legado simbólico do filamento de tungstênio segue forte.

Ferramentas de corte e perfuração industrial usam carbeto de tungstênio, composto extremamente duro que mantém propriedades em altas temperaturas. Brocas, fresas e pastilhas para usinagem dependem desse material. Munição militar perfurante, contrapesos de aviação e equipamentos de raios-X também aproveitam a densidade e a resistência do metal.

O que isso significa para o mundo

O tungstênio é elemento estratégico para indústria de defesa, eletrônica avançada e máquinas-ferramenta. Países que dependem de importação correm risco em cenários de tensão geopolítica. Em 2010, a China restringiu temporariamente a exportação de metais críticos, e o episódio levou economias avançadas a buscarem alternativas.

Reciclagem de carbeto de tungstênio em ferramentas usadas é mercado em crescimento. Pesquisas em substitutos para o metal avançam, mas o ponto de fusão e a densidade são difíceis de replicar com outros materiais. Por isso, o tungstênio continua na lista de minerais críticos de Estados Unidos, União Europeia e outros blocos.

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Tungstênio além dos filamentosO tungstênio é tão denso quanto o ouro, propriedade que historicamente foi explorada em fraudes: barras falsas de ouro com núcleo de tungstênio passaram em testes superficiais de peso por décadas. Cientistas usam discos de tungstênio em experimentos de física de partículas como alvos para feixes de alta energia. Em joalheria moderna, alianças de carbeto de tungstênio têm dureza extrema e resistem a riscos do dia a dia.

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