
O Pará tem buscado cada vez mais se projetar como protagonista nas discussões globais sobre o futuro da Amazônia. Nesta segunda-feira (22), durante a Semana do Clima de Nova Iorque, o governador Helder Barbalho participou de uma série de encontros estratégicos com líderes empresariais e políticos para atrair investimentos, consolidar parcerias e reforçar o convite internacional para a COP30, que será realizada em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.
Alianças para fortalecer políticas ambientais
Entre os compromissos oficiais, Helder Barbalho se reuniu com Branko Sevarlic, presidente da Philip Morris Brasil. No encontro, foram discutidos possíveis apoios a políticas públicas que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
A agenda incluiu temas como o fortalecimento do programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), iniciativas de conservação e gestão de recursos hídricos e o avanço do projeto Vale Bioamazônico, que busca integrar inovação tecnológica, sustentabilidade e valorização das cadeias produtivas da floresta. Também entrou na pauta a possibilidade de ampliar para o Pará experiências em agricultura sustentável já implementadas pela empresa no Rio Grande do Sul, adaptando-as às realidades locais da Amazônia.
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Lindsay Levin diz que Brasil conduziu COP30 com habilidade em cenário tenso“O Pará tem buscado articular, com parceiros estratégicos, ações que fortaleçam políticas públicas ambientais e estimulem uma nova economia para a Amazônia. Nossa agenda de reuniões tem como objetivo impulsionar iniciativas baseadas em sustentabilidade, inovação e inclusão social”, destacou o governador.

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Convite formal a Michael Bloomberg
Ainda em Nova Iorque, Helder Barbalho também se encontrou com Michael Bloomberg, empresário e filantropo norte-americano, fundador da Bloomberg L.P. e ex-prefeito de Nova Iorque. Considerado uma das vozes mais influentes no campo das finanças sustentáveis e da ação climática, Bloomberg recebeu o convite formal para participar da COP30, reforçando a expectativa de atrair lideranças globais de peso ao evento.
A reunião contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, que reforçou a necessidade de integrar soluções sustentáveis às políticas urbanas voltadas para a Amazônia. Essa articulação entre governo estadual, governo federal e atores internacionais busca alinhar estratégias e garantir que a conferência deixe um legado real para a região.
Pará no centro do debate climático
O movimento liderado por Helder Barbalho em Nova Iorque simboliza uma tentativa de transformar a COP30 em mais do que um evento diplomático. A ideia é consolidar o Pará como um laboratório global de soluções para a Amazônia, capaz de unir conservação, desenvolvimento e inclusão social.
O programa de Pagamento por Serviços Ambientais, por exemplo, é visto como ferramenta essencial para valorizar as comunidades que atuam na linha de frente da preservação florestal. O projeto Vale Bioamazônico, por sua vez, quer estimular cadeias produtivas como açaí, cacau e castanha com base em modelos de bioeconomia, gerando renda sem abrir mão da floresta em pé.
Ao buscar apoio de corporações multinacionais, filantropos globais e investidores de impacto, o Pará tenta acelerar a transição de uma economia historicamente dependente de atividades extrativistas para uma baseada em inovação sustentável.
Diplomacia ambiental em prática
O esforço diplomático do governador em Nova Iorque mostra que a COP30 será, para além de um espaço de negociação climática, um marco para reposicionar a Amazônia dentro da geopolítica ambiental mundial. A presença de lideranças empresariais como Branko Sevarlic e Michael Bloomberg sinaliza que os debates locais podem se desdobrar em compromissos globais.
A expectativa é que, a partir dessas articulações, Belém receba não apenas delegações oficiais, mas também grandes investidores, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil, ampliando as chances de firmar parcerias duradouras.
Em um momento em que a Amazônia está no centro das atenções globais, o Pará aposta na diplomacia ambiental como caminho para transformar desafios históricos em oportunidades de desenvolvimento sustentável.
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