
Quando alguém fala em sucuri, é comum imaginar imediatamente uma serpente verde, enorme e capaz de permanecer escondida em rios e áreas alagadas.
Essa imagem representa principalmente a sucuri-verde.
O que poucas pessoas sabem é que o nome sucuri pode ser utilizado para diferentes espécies do gênero Eunectes.
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Focas conseguem ouvir no ar e debaixo d’água porque uma região cheia de sangue dentro da cabeça muda a maneira como o som chega aos ouvidosEntre elas está a sucuri-malhada, um animal associado à região da Ilha de Marajó e muito menos conhecido pelo público.
Nem toda sucuri é igual
O livro Animais Silvestres apresenta quatro representantes do grupo: a sucuri-verde, a sucuri-amarela, a sucuri-malhada e a sucuri-da-Bolívia.
Elas compartilham características relacionadas ao corpo robusto e à vida próxima da água, mas possuem diferenças de tamanho, coloração e distribuição.
A sucuri-verde é a espécie mais conhecida e geralmente associada aos maiores exemplares.
Já a sucuri-malhada costuma receber menos atenção, apesar de sua distribuição estar ligada a uma região de enorme importância ecológica.
A espécie foi registrada em Marajó
Segundo o livro, a sucuri-malhada é encontrada na Ilha de Marajó e em áreas do Pará e do Amapá. Também existem registros nas Guianas.
Sua coloração básica pode variar entre tons amarelados e marrons, com manchas escuras distribuídas pelo corpo.
Essas marcas ajudam o animal a se confundir com a água escura, a vegetação, as folhas e a matéria orgânica acumulada no ambiente.
A camuflagem é especialmente eficiente em áreas alagadas, nas quais a luz atravessa galhos, raízes e plantas.
Ela é menor do que a gigante mais famosa
Enquanto relatos sobre a sucuri-verde frequentemente envolvem animais muito grandes, a sucuri-malhada costuma apresentar dimensões mais moderadas.
O material informa que ela pode alcançar aproximadamente 2,5 a 3 metros e pesar dezenas de quilos.
Ainda é uma serpente robusta, mas está distante das histórias exageradas sobre animais de tamanho impossível.
Sua alimentação inclui pequenos animais, como peixes e anfíbios.
O corpo foi feito para a água
As sucuris são excelentes nadadoras.
O posicionamento dos olhos e das narinas favorece a observação e a respiração enquanto grande parte do corpo permanece submersa.
A água também ajuda a sustentar o peso da serpente. Em terra, um corpo tão pesado se desloca com mais dificuldade. No ambiente aquático, os movimentos podem ser mais discretos e eficientes.
Por isso, uma sucuri pode estar muito próxima sem ser facilmente percebida.
O desconhecimento aumenta o mistério
A sucuri-malhada demonstra como uma mesma palavra pode esconder espécies diferentes.
Grande parte da fama ficou concentrada na sucuri-verde, enquanto outros representantes do grupo permanecem fora das histórias mais populares.
A serpente de Marajó não precisa atingir dimensões extraordinárias para ser interessante.
Sua distribuição restrita, sua coloração, sua adaptação às áreas alagadas e a dificuldade de observação já fazem dela uma das sucuris mais curiosas da Amazônia.
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