
Cinco novas extensões de fibra óptica nos rios devem levar banda larga a comunidades isoladas e reduzir a dependência de conexões via satélite.
O governo federal pretende ampliar o programa Norte Conectado com cinco novas extensões de fibra óptica submersa nos rios da Amazônia. O plano, divulgado em 6 de agosto de 2026, prevê a instalação de novos trechos das chamadas infovias subfluviais para levar internet de alta velocidade a comunidades isoladas, ampliar a infraestrutura para serviços públicos e reduzir a dependência de conexões via satélite, como a Starlink, em áreas onde as redes terrestres são limitadas.
Como funcionam as infovias subfluviais
As infovias subfluviais são cabos de fibra óptica instalados no leito dos rios. Na Amazônia, esse modelo é utilizado porque a extensa rede hidrográfica pode oferecer um caminho mais viável para conectar cidades e comunidades remotas do que a abertura de estradas, a construção de redes terrestres ou a instalação de torres de telefonia em áreas de difícil acesso.
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Projetos do 5G levam conectividade pelos rios da Amazônia e TV digital a famílias à final de prêmio globalA fibra óptica transmite dados por meio de sinais de luz e, em geral, oferece maior capacidade e menor latência do que conexões via satélite. Com a expansão da rede, provedores regionais poderão utilizar a infraestrutura compartilhada para distribuir banda larga a consumidores, empresas, escolas, unidades de saúde e órgãos públicos.
Segundo a Telesintese, o programa Norte Conectado tem como meta formar uma rede de aproximadamente 13,2 mil quilômetros de fibra óptica, conectando dezenas de municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.
Fibra óptica não elimina o uso de satélites
A expansão das infovias ocorre em um cenário no qual os serviços de internet via satélite ganharam espaço na Amazônia. Soluções como a Starlink passaram a atender escolas, unidades de saúde, comunidades ribeirinhas, pequenos provedores e outros usuários localizados fora do alcance de redes convencionais.
A nova infraestrutura não representa, necessariamente, a substituição imediata das conexões por satélite. Em muitos pontos da floresta, a fibra poderá chegar apenas até um município ou área de distribuição. A conexão via satélite ainda pode ser necessária para alcançar comunidades mais afastadas, ilhas, áreas rurais e localidades sem acesso direto aos cabos.
A expectativa é que a presença de uma rede de transporte de alta capacidade ajude a reduzir custos e aumente a concorrência entre os fornecedores locais. Com mais capacidade disponível, empresas regionais poderão contratar espaço na infraestrutura e oferecer serviços de acesso à internet em localidades que hoje dependem de alternativas mais caras ou instáveis.
Entenda o caso
O Norte Conectado é uma iniciativa de expansão da conectividade na região amazônica por meio de cabos de fibra óptica instalados em rios. A estratégia considera as características geográficas da região, onde grandes distâncias, áreas alagadas e baixa densidade populacional dificultam a implantação de redes terrestres.
O modelo prevê o compartilhamento da infraestrutura. O poder público utiliza parte da capacidade para serviços governamentais, enquanto a operação comercial fica sob responsabilidade da iniciativa privada. A intenção é fazer com que a rede alcance usuários finais por meio de provedores regionais.
Impacto esperado para serviços essenciais
Uma conexão de maior capacidade pode melhorar o funcionamento de serviços que dependem de transmissão de dados. Na saúde, a infraestrutura pode apoiar atendimentos remotos, envio de exames e comunicação entre unidades. Na educação, pode facilitar o acesso a plataformas digitais, bibliotecas virtuais e ferramentas de ensino a distância.
Também há expectativa de benefícios para órgãos públicos, sistemas de segurança, pequenos negócios e atividades econômicas ligadas ao comércio, ao turismo e à produção local. Em comunidades ribeirinhas, a conectividade pode ampliar o acesso a serviços bancários, informações públicas e canais de comercialização.
O impacto, porém, dependerá da chamada última milha, etapa que liga a rede principal às casas, escolas, postos de saúde e empreendimentos. A chegada do cabo ao município não garante, por si só, que todos os moradores terão internet. Será necessário instalar redes locais, equipamentos, energia elétrica e pontos de distribuição.
Licenciamento e manutenção são desafios
A instalação de cabos nos rios amazônicos exige planejamento técnico e ambiental. O projeto precisa considerar o tráfego de embarcações, a dinâmica dos leitos, áreas protegidas, comunidades tradicionais, períodos de cheia e vazante e a segurança da infraestrutura durante a operação.
A logística também é um fator relevante. O transporte de equipamentos, a mobilização de equipes especializadas e a manutenção dos cabos podem ser mais complexos e caros em áreas com grandes distâncias entre os municípios. A sustentabilidade econômica da operação será outro ponto decisivo para garantir que a capacidade instalada continue disponível ao longo do tempo.
Além da construção, representantes do programa destacam a necessidade de assegurar a operação, a manutenção e o uso efetivo da rede. Sem contratos, monitoramento e provedores capazes de atender a população, parte da capacidade poderá permanecer subutilizada.
Próximos passos do Norte Conectado
As cinco novas extensões ainda dependem do avanço de etapas como planejamento, licenciamento, implantação e definição da operação. O detalhamento público de trechos, municípios atendidos, cronograma e valores não foi informado e deve ser confirmado antes da execução de cada projeto.
Mais informações sobre o planejamento das extensões podem ser consultadas na publicação da Telesintese sobre as infovias do Norte Conectado. A implantação dos novos trechos deverá avançar conforme as autorizações, os contratos e as etapas técnicas previstas para cada área.
Perguntas frequentes
O que são infovias subfluviais?
São cabos de fibra óptica instalados no leito dos rios para transportar dados entre municípios e comunidades, especialmente em áreas onde redes terrestres são difíceis de construir.
A fibra óptica vai substituir a Starlink na Amazônia?
Não necessariamente. A fibra pode reduzir a dependência do satélite em municípios e localidades conectados à rede, mas a internet via satélite continuará importante em pontos muito isolados ou sem infraestrutura local.
Quais estados devem ser alcançados pela rede?
O planejamento citado prevê conexões no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, embora os trechos e municípios de cada nova extensão ainda precisem ser confirmados.
Com informações de Telesintese.
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