
A educação ambiental ganha fôlego no coração da Amazônia com o desembarque do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em Ipixuna. A partir da próxima segunda-feira, o município — localizado a mais de 1.300 quilômetros de Manaus — será o palco de uma ofensiva pedagógica que visa transformar estudantes em guardiões da floresta. Através de palestras, rodas de conversa e o simbólico plantio de mudas, o instituto busca encurtar a distância geográfica e fortalecer a consciência ecológica em uma das regiões mais vitais para o equilíbrio climático do estado.
Educação como barreira contra o fogo e o desmatamento
A estratégia do Ipaam em Ipixuna é cirúrgica: combater as queimadas e o desmatamento não apenas com fiscalização, mas com informação na base. Segundo o diretor-presidente Gustavo Picanço, levar o instituto para as comunidades do interior é fundamental para reduzir os prejuízos à saúde e os impactos ambientais causados por práticas predatórias. Ao sensibilizar alunos das zonas urbana e rural, o projeto cria uma rede de multiplicadores. Como bem pontuou a gerente Therezinha Melo, o estudante que planta uma muda hoje é o mesmo que levará para casa o diálogo sobre a preservação, influenciando toda a dinâmica familiar em prol da conservação.

SAIBA MAIS: Ipaam amplia em mais de 350% as análises do Cadastro Ambiental Rural
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Como a origem da palavra tucano revela a profunda observação da fauna brasileira pelos povos indígenas muito antes dos europeusCronograma de ações em Ipixuna
A programação itinerante percorrerá diversas unidades de ensino, garantindo que a mensagem de sustentabilidade alcance diferentes perfis de comunidades:
| Data | Instituição de Ensino | Localidade/Destaque |
| 30 de Março | Escola Municipal Juscelino Kubitschek | Início das atividades |
| 31 de Março | Escolas Maria Denise de Araújo e Iracy de Lima Barroso | Foco em diálogo e troca de conhecimentos |
| 01 de Abril | Escolas Agenor da Rocha (Comunidade Porto Alegre) e Ivanete Cordeiro de Souza | Encerramento e expansão para áreas rurais |
As atividades serão conduzidas pelo técnico Gilmar Ribeiro, que finaliza nesta sexta-feira uma agenda similar em Guajará. Essa “rota da consciência” demonstra que, para proteger a Amazônia, é preciso primeiro semear conhecimento em quem vive nela.

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